Sorteio RTR

Foi realizado no dia 20 de setembro de 2020 o primeiro dos quatro sorteios programados pela Revista Trail Running.

As regras para os sorteios são as seguintes:

1- cada sorteio é ativado quando se atinge 100 novos assinantes na semana;

2- os assinantes que excederem aos 100 contam para semana seguinte. Ex. Se na primeira semana tivermos 120 assinantes, os 20 que excederam já contam para a outra semana, então na segunda semana seriam necessários 80 novos assinantes para ativar o segundo sorteio.

3- Todos os assinantes pagantes da Revista estão habilitados para os 4 (quatro sorteios), exceto os que forem sorteados em algum dos sorteios.

4- Os sorteios se realizarão aos domingos 20h no nosso canal do Youtube, caso o número de assinantes não atinja a meta, o sorteio será adiado e realizado no dia posterior ao atingimento da meta.

5- A lista do primeiro sorteio e seus ganhadores estão disponíveis aqui,

6- O check de informações e situação dos sorteados será feita na segunda-feira após o sorteio e em caso de algum sorteado não ter efetivado o pagamento, a Revista Trail Running irá fazer um novo sorteio do produto/serviço sorteado a um novo assinante. Este novo sorteio será realizado no sorteio seguinte.

7- Sorteados da primeira semana:

1- Rodrigo Vieira – KTR Campos

2- Rafael Reid – Indomit Pedra do Baú

3- Douglas Granzotto – Caixa barrinhas Dobro

4- Luís Nei Resende – Mochila Fly Kailash

5- Raphael Bonatto – WTR Serra do Mar

6- Sérgio Pauletto Jr – Tênis Salomon Slab 8

7- Regina Andrade – Run Brasil Ride

O próximo sorteio será no domingo dia 27 de setembro de 2020 às 20h no nosso canal do YouTube, boa sorte a todos.

Desafio Espírito Guerreiro da Selva

Senão o primeiro, um dos primeiros eventos esportivos a se realizarem com protocolos aplicados em virtude da pandemia!

1- Quais os procedimentos para adequar o evento às normas locais?

Localmente não há uma norma específica, isso não foi elaborado, nós que tivemos a iniciativa e apresentamos o protocolo que iríamos utilizar para a FVS (fundação de vigilância sanitária), e recomendaram que teríamos que seguir o máximo de participantes conforme rege o decreto atual (menos de 200 pessoas).

2- qual o número de atletas inscritos e qual seria caso não houvesse pandemia?

Para adequar ao número máximo de 200, limitamos as inscrições por modalidade de acordo com o horário de largada e previsão de chegada, com isso conseguimos adequar para até 285 inscritos, pois tínhamos largadas de 6h27min até às 6h50min para as modalidades Guerreiro da Selva (ultra de 56 + MTB + obstáculos) e a ultra de 56k, em seguida a modalidade obstáculos – Competição com largada de 7h15min até 7h45mim, depois trail run de 5,6k de 8h até às 8h15mim, a modalidade obstáculos diversão foi de8h30min até 8h50min a modalidade MTB das 15h às 15h30min e após o MTB em sequência a sua chegada às largadas para obstáculos da modalidade Guerreiro da Selva!

Caso não houvesse a pandemia, teríamos entre 1.200 e 1.500 participantes em todas as modalidades e 2 dias de evento!

3- quais as distâncias disputadas e como se desenvolveu o evento?

– Guerreiro da selva com 56k de trail run, 16,8k de MTB e 5k de obstáculos;
-Ultra Trail com 56k e limite de 8h para cumprir as 10 voltas;
Ultra trail com voltas livres em 8 horas;
– Trail Run de 5,6k;
– corrida de obstáculos com 5k e 16 obstáculos;
– MTB com 16,8k.

Pela manhã iniciamos com a modalidade Guerreiro da Selva seguido da Ultra Trail, e seguindo a sequência de largada conforme citamos na respota anterior!

4- qual foi a aceitação por parte dos atletas em seguirem os protocolos?

Excelente na retirada de Kits, na chegada ao evento até um certo horário, depois com o excesso de calor e redução do número de presentes no evento o uso de máscara foi sendo deixado de lado, e na chegada, percebemos que não há como colocar uma máscara devido ao sprint final e necessidade de recuperação do nível calmo de respiração e ajustamos deixando o atleta em uma área aberta até se recuperar para depois usar a máscara e esse ponto foi meio obedecido, uns iam embora direto outros colocavam e depois uns tiravam ou outros permaneciam, isso é um hábito novo e entendemos perfeitamente, eu mesmo tirei inúmeras vezes para falar ao microfone, beber água, fazer fotos, chamar um Staff, orientar alguma situação etc, é preciso um bom senso nessa percepção do uso da máscara e também lembrar que estávamos em um local verde, aberto e os presentes no aguardo do atleta convivem juntos e vem no mesmo carro, ou seja, entre eles, distanciados dos demais, não trás o risco, e é como culturalmente em Manaus essa situação está acontecendo.

5- Como foi feito o controle de largadas e chegadas?

Para cada modalidade foi criado uma forma de largada, ou de 20 em 20 atletas (Guerreiro e o Trail) ou com 5 atletas (obstáculos) ou 3 atletas (MTB), em todas cada grupo tinha um intervalo de largada, que variava de 3 a 2 min de acordo com a modalidade, e divulgamos previamente cada uma, os atletas já chegavam sabendo da sua largada e no sistema de som fazia uma chamada por número de peito e
Nome, e em seguida o atleta se dirigia ao ponto de acesso para averiguar nome e número e aferir temperatura, aí ele adentrava não arena de largada e se posicionava em um cones equidistantes 1,5m entre si até a o sinal de largada.

A chegada era computado o horário e não tinha a entrega de medalha, frutas e hidratação, apenas um espaço para sua saída e em seguida ele era orientado a colocar a máscara e se direcionava as tendas para hidratar e receber medalha e frutas.

6- podemos dizer que já é possível a normalização dos eventos esportivos? Se sim, sob quais condições?

Manaus sim! As condições são as que utilizamos, os protocolos foram bem recebidos, foi missão real, não era um teste e pequenas adequações voltadas ao bom senso e constante lembrança do uso das Máscaras torna tudo um ótimo ambiente!

7- qual sua avaliação sobre o evento e quais lições pôde-se tirar para os próximos?

Superou em muito nossa expectativa, total união atletas e organização, todos felizes, nos sentimos seguros e tivemos um excelente domingo!
A Lição é policiar mais o uso das máscaras e criar uma área de recuperação para o atleta tem um tempo até ser exigido o uso da máscara novamente!

Raiz trail

Quem somos

A RAIZ TRAIL nasceu oficialmente em 25 de Novembro de 2017 em um evento na zona sul de Porto Alegre com a presença de mais de 200 pessoas de várias cidades do estado.

No evento foi realizado uma corrida em forma de desafio e um percurso de aproximadamente 10km para iniciantes e familiares. O alcance do evento superou as expectativas dos organizadores e ganhou as redes sociais pelo país.

Mas o Projeto RAIZ TRAIL nasceu bem antes em Dezembro de 2016, do desejo de cinco gaúchos apaixonados pelo trailrunning (corrida em trilhas). Rodrigo Berta, Daniel Gohl, Cristiano Fetter, André Siegle e Émerson Corrales.

Estes cinco amigos que as trilhas fizeram o favor em unir decidiram que queriam fazer algo mais pelo esporte e entraram de cabeça nesse sonho.
Mas o que é o Projeto Raiz Trail?

PROJETO MANITU – em Algonquino – energia vital, imanente aos homens, animais, plantas e fenômenos naturais – Projeto Raiz Trail de fomento ao trail gaúcho através de ações voltadas para os atletas e para as comunidades de Porto Alegre e Região.

Dividido nos seguintes subprojetos:

Nipa wa (Team Raiz Trail) em Iorubá – Equipe – Possuir uma equipe de Trail Running inpara incentivar atletas gaúchos a se desenvolverem e, ainda, incentivar o surgimento de novos atletas.
Raràmuri (Escolinha) em Tarahumara – Planta Corredora ou, também, os dos pés ligeiros – Implementar uma Escolinha Trail para crianças e jovens carentes nos locais onde treinamos.
Ibiporã (Meio Ambiente) em Tupi Guarani – Terra Bonita – Realizar ações de preservação do meio ambiente e minimização dos impactos nos morros e locais por onde praticamos nosso esporte.
Aroha (Social) em Maori – Carinho – Ações sociais de apoio e arrecadações para creches, abrigos e asilos das comunidades nesses locais.

A Raiz Trail vê o seu desenvolvimento através dos seguintes ditames:

Missão

Organizar, Divulgar e Desenvolver eventos e atividades voltadas para o Trailrunning , garantindo a prática do esporte em contato com a natureza de forma simples e sustentável, gerando para o público sensação de bem-estar, saúde e felicidade.

Visão

Ser referência e fonte de irradiação do Trailrunning no RS.

Valores:

Simplicidade
Organização
Amizade
Respeito ao Meio Ambiente
Responsabilidade Social
Sustentabilidade
Superação
Amor à Montanha

Raiz Trail Tapera

Dia: 27 de novembro de 2021

Distancias: CURTO (entre 05km e 08km) - MÉDIO (entre 10km e 15km) e LONGO (entre 21km e 25km).

Prova de autossuficiência em terreno técnico e de altimetria acumulada alta, sobe e desce constantes. Morro da Tapera, zona sul de Porto Alegre, elevação máxima 252 metros.

Site oficial: Raiz Trail Tapera 2021

 

Pedido Raiz Trail Tapera

TERMOS E CONDIÇÕES PARA AQUISIÇÃO DE CUPOM. O pedido de cupom para o evento em questão não é garantia de inscrição. A Revista Trail Running não faz reserva de vaga em nenhum evento e caso as inscrições estejam encerradas ela não terá qualquer responsabilidade nisso. A Revista Trail Running enviará dentro de 24h um cupom para que acesse o site do organizador e proceda a sua inscrição. É totalmente vedado o uso do cupom para outra pessoa que não seja o assinante titular da Revista Trail Running. O uso do cupom para pessoa diversa implicará em cancelamento da inscrição no evento. (O cupom a ser gerado será vinculado ao CPF do assinante da Revista Trail Running, sendo vedado o uso do cupom por outra pessoa.)

Somente assinantes podem requerer o Cupom, caso seja assinante da Revista Trail Running, favor fazer login.

UTWT

Este fim de semana veremos a continuação do circuito Ultra-Trail® World Tour 2020 com a Ultra-Trail Harricana ™ ocorrendo no domingo, 13 de setembro em La Malbaie, Canadá. À luz do contexto de saúde em curso, a edição deste ano da corrida será adaptada em conformidade com vários protocolos em vigor para respeitar o distanciamento social e a segurança de todos os envolvidos. O número de corredores, voluntários e membros da equipe será limitado, com apenas atletas do Canadá com permissão para participar do evento deste ano. Os planos de saúde para a corrida agora receberam luz verde do Ministério de Saúde Pública de Quebec e foram compartilhados com os atletas participantes.

“Estamos levando a situação muito a sério e a saúde de todos é nossa prioridade”, disse Marline Côté, gerente geral da Ultra-Trail Harricana ™ do Canadá. “Estamos confiantes de que podemos realizar este evento de forma ética e responsável.”

Após várias semanas de reflexão, e à luz dos desenvolvimentos mais recentes em relação à situação do COVID-19 em Quebec, a equipe Ultra-Trail Harricana ™ do Canadá decidiu que apenas as corridas de longa distância (65km, 80km e 125km) irão adiante.

Com o distanciamento sócio-sanitário e as regras sanitárias mais difíceis de cumprir nas distâncias mais curtas, os participantes inscritos nos 28km, 20km, 10km e 5km foram convidados a participar do evento “Harricana All Summer Long”.

Harricana

© Ultra-Trail Harricana™ – David Beland, all right reserved

O atual campeão do UTHC, Guillaume Barry, estará entre os elites que disputarão a corrida mais longa. No ano passado, ele alcançou seu melhor desempenho até o momento com um tempo de chegada de 13:55. Ele será capaz de bater seu próprio recorde? Entre as mulheres, Alicia Woodside, que conta com 3 vitórias, além de 10 atletas entre as 3 primeiras e 18 entre as 10 primeiras, participarão da prova de 125km.

O Ultra-Trail Harricana ™ é uma viagem autêntica e desafiadora pela natureza selvagem do Canadá. Um percurso bem equilibrado no qual a velocidade e a habilidade técnica entram em jogo, a linha de partida será definida no campo selvagem e acidentado de Charlevoix.

Os corredores terão que cruzar vários lagos e, no caminho, terão a chance de encontrar animais selvagens típicos do Canadá, como castores, porcos-espinhos e alces. No percurso serão quatro escaladas: o Monte Lac-à-L’Empêche e o Monte Morios, com suas deslumbrantes vistas panorâmicas dos arredores, a montanha Noyée, com sua crista em forma de mulher flutuando na água, e por último a montanha Noire, situada em trilhas especialmente desenvolvidas pela equipe Harricana, que proporcionam belas vistas do Mont Grand-Fonds.

Nutrição

Por Joyce Rouvier

As ultramaratonas são corridas geralmente realizadas em locais remotos, em uma variedade de terrenos e em extremos de temperatura e altitude, que excedem a distância tradicional da maratona de 26,2 milhas (42,2 km). Os corredores devem suportar diversos estresses fisiológicos (por exemplo, depleção de substrato, desidratação, dano muscular, estresse oxidativo) que podem ter implicações agudas e crônicas à saúde e podem ser parcialmente tratados por meio de intervenções nutricionais. Apesar da importância da nutrição esportiva para o treinamento e provas de ultramaratona, atletas e treinadores enfrentam vários obstáculos para satisfazer as demandas nutricionais, incluindo: uma alta prevalência de alterações gastrointestinais do atleta (GI); as mudanças na palatabilidade de alimentos/líquidos associadas ao exercício de endurance prolongado; privação do sono, extremos de temperatura/altitude que são conhecidos por influenciar o apetite, entre outros.

Uma estimativa conservadora é que 30 a 50% dos atletas experimentam problemas relacionados ao trato gastrointestinal durante esses eventos. As causas de sintomas gastrointestinais adversos durante e após a corrida de ultramaratona parecem ser de natureza multifatorial, mas provavelmente estão relacionadas à maior permeabilidade intestinal e ao aumento do impulso simpático, o que resulta em resultados secundários clinicamente significativos, como lesão epitelial, função gastrointestinal prejudicada e respostas sistêmicas (isto é, endotoxemia e citocinemia), denominadas “síndrome gastrointestinal induzida pelo exercício”.

O tipo, a duração e a gravidade dos sintomas variam de forma individual, com problemas relacionados ao trato GI superior (por exemplo, náusea, vômito, azia) mais comuns em corridas mais longas em comparação com as queixas relacionadas ao trato GI inferior (por exemplo, inchaço, diarréia). A náusea costuma ser o sintoma mais comum que afeta a estratégia de corrida (relatada em 60% dos atletas), talvez devido ao impacto subsequente na capacidade de ingerir alimentos e líquidos. Os sintomas relacionados ao estresse gastrointestinal podem estar associados à predisposição, atividade da microbiota intestinal (com base na quantidade bacteriana e na diversidade de espécies) e na tolerância alimentar. A principal causa nutricional do distúrbio gastrointestinal durante a ultramaratona é a alta ingestão de carboidratos (CHO), particularmente soluções hiperosmolares (por exemplo,> 500 mOsm/ L e > 8% de concentração de CHO). Embora a literatura atual defenda taxas de ingestão de CHO de até 90 g/h para eventos acima de 120 min, normalmente usando misturas de glicose e frutose para otimizar múltiplos receptores, essas altas taxas de ingestão podem não ser realistas para corridas mais longas (acima de 6h). Além disso, essa taxa de ingestão pode levar à má absorção de nutrientes e à problemas gastrointestinais.

Sem um sistema gastrointestinal que funcione bem, a entrega de nutrientes será prejudicada e os sintomas adversos podem se desenvolver. É aparente que atletas bem treinados podem tolerar maior ingestão de CHO durante a corrida, e que a habituação a uma dieta com alto CHO, treinando o estômago/intestino, aumenta as taxas totais de oxidação desse nutriente, o que pode ser importante para sustentar o desempenho na corrida e reduzir o distúrbio gastrointestinal. O esvaziamento gástrico é um passo importante para fornecer carboidratos e líquidos exógenos ao músculo. Curiosamente, os atletas reclamam de bebidas acumuladas no estômago e inchaço, especialmente durante exercícios de alta intensidade ou muito prolongados em condições quentes. A desidratação pode contribuir para esse fenômeno e piorar as queixas. A realização desse “treinamento do estômago” tem dois efeitos principais: (1) o estômago pode se estender e conter mais alimentos e (2) um estômago cheio é melhor tolerado e não é percebido como tão cheio. Ambos os aspectos podem ser relevantes para uma situação de exercício. Estudos também demonstraram que o esvaziamento gástrico de carboidratos pode ser acelerado aumentando a ingestão alimentar desse nutriente. Pensa-se que o treinamento do intestino pode aliviar alguns desses sintomas, talvez melhorando esse esvaziamento e a percepção de plenitude (inchaço reduzido), melhorando a tolerância a volumes maiores e aumentando a velocidade de absorção, causando menos volume residual e menores desvios osmóticos.

Múltiplos carboidratos transportáveis ​​aumentaram a absorção e oxidação de carboidratos e isso foi associado ao aumento da absorção de líquidos. Portanto, outro benefício do aumento da capacidade de transporte de carboidratos é que a ingestão de líquidos provavelmente também será melhorada. Parece, portanto, razoável sugerir que vários dias de uma alta ingestão de carboidratos podem aumentar o conteúdo de SGLT1 (co-transportador de glicose) e a capacidade de absorver glicose, mas uma exposição mais prolongada à dieta pode resultar em maiores adaptações. Embora nem sempre seja encontrado um vínculo com a ingestão nutricional, algumas práticas correlacionam-se com a incidência de problemas gastrointestinais: ingestão de fibras, ingestão de gordura e soluções altamente concentradas de carboidratos parecem aumentar a prevalência desses problemas. Com base nos dados de animais, um aumento de carboidratos na dieta de 40 para 70% pode resultar na duplicação dos transportadores de SGLT1 durante um período de 2 semanas.

Embora muitos corredores de ultramaratona raramente dependam exclusivamente de bebidas esportivas para ingestão de energia e / ou CHO durante as corridas, o uso de soluções com vários carboidratos transportáveis ​​pode ser uma estratégia eficaz de curto prazo para limitar a probabilidade de não realizar a prova devido ao consumo insuficiente de energia. Reconhecer o início precoce do desconforto gastrointestinal e criar estratégias para manter a ingestão de energia próxima aos valores-alvo independentemente, pode ser a chave para gerenciar alguns problemas relacionados a ele. Embora seja contra-intuitivo, pode haver alguns casos em que comer, independentemente da náusea, aliviará mais esses sintomas, especialmente quando esta é causada por hipoglicemia.

Quando os atletas restringem os carboidratos, seguindo uma dieta pobre nesse nutriente, rica em gordura ou cetogênica ou reduzindo a ingestão de energia para perder peso, a carga diária reduzida de carboidratos provavelmente reduzirá a capacidade de absorvê-los durante a competição. Essa pode ser uma razão pela qual esses atletas parecem reportar mais problemas gastrointestinais. Como o intestino é tão adaptável, parece prudente incluir treinamento com alta ingestão de carboidratos na rotina semanal e ingerir regularmente carboidratos durante o exercício. Com essas estratégias, o intestino pode ser treinado para absorver e oxidar mais esse nutriente, o que por sua vez deve resultar em menos sofrimento gastrointestinal e melhor desempenho.

Estratégias a serem consideradas:

  • Experimente e pratique a nutrição das corridas em sessões de treinamento, incluindo qualidade e quantidade específica de alimentos e líquidos.
  • Experimente diferentes volumes de fluido, taxas e concentrações de ingestão de carboidratos e encontre os níveis ideais de tolerância individualizados. Primeiro, aumente o volume de líquidos e tente aumentar a concentração de carboidratos.
  • Experimente diferentes tipos de carboidratos (por exemplo, misturas como glicose-frutose) e formas (por exemplo, fluidos, géis, barras, purê, frutas e outros alimentos ricos em carboidratos).
  • Altere a taxa aguda de ingestão (ingestão pequena e frequente) e experimente maiores taxas de ingestão logo no início da corrida, pois os sintomas gastrointestinais geralmente são menores durante as primeiras 2 horas de corrida e começam a se desenvolver a partir de então.
  • Pratique estratégias de nutrição em eventos de corrida ultramaratona menos importantes para tentar identificar fatores contribuintes “externos” (por exemplo, efeitos da viagem, estresse da competição, mudanças na disponibilidade habitual de alimentos, condições climáticas e ritmo).
  • Identifique as provisões de alimentos e líquidos (incluindo água engarrafada) de cada participação no evento da ultramaratona e faça experiências com elas de forma crônica (ao longo do dia) e durante o exercício. Isso é especialmente importante a ser considerado ao sair da base (por exemplo, nacional ou internacionalmente).
  • Em corridas mais longas (≥8 horas), experimente várias fontes de alimentos sólidos facilmente digeríveis e ricos em carboidratos. Evite alimentos excessivamente ricos em proteínas, gorduras, fibras e oligonossacarídeos e polióis fermentáveis.
  • E por fim, nessas corridas mais longas, nos casos em que a tolerância à ingestão de carboidratos e os sintomas gastrointestinais são um problema, o enxágüe bucal com uma bebida de carboidratos pode apoiar a manutenção da carga de trabalho através da rede sensorial do córtex oral.

Para te ajudar com essas estratégias, procure sempre um nutricionista e um educador físico capacitados.

Referência

Costa, et al. Nutrition for Ultramarathon Running: Trail, Track, and Road, International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 2019, 29, 130-140.

Jeukendrup, A. E. Training the gut for athletes, Sports Med (2017) 47 (Suppl 1):S101–S110.

Tiller et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: nutritional considerations for single-stage ultra-marathon training and Racing, Journal of the International Society of Sports Nutrition (2019) 16:50.

 

Preparação física

Léo

Vamos iniciar nossa conversa sobre prevenção e preparação física para corredores de TRAIL. Hoje em dia, muitos estão migrando das corridas de rua para o Trail run, isso é uma ótima notícia pois ajuda a difundir o esporte e a incentivar mais e mais pessoas.

Mas existe uma grande diferença entre correr na rua e correr nas trilhas e montanhas. As diferenças estão na altimetria, no Trail Run é muito maior, até a instabilidade e irregularidades do terreno.

Com isso, muitas pessoas que fizeram essa transição estão sofrendo por incômodos que nas provas de asfalto não aconteciam. Para isso o trabalho preventivo e o treino preparatório é de suma importância.

O trabalho preventivo tem início na avaliação do atleta. Entender a individualidade e a mecânica de cada atleta ajuda muito na prevenção. Saber as demandas mecânicas auxilia na hora da montagem do programa de fortalecimento específico, ajudando assim a não deixar o atleta parado, devido alguma lesão, durante o período de periodização de sua prova alvo.

Uma boa avaliação apresenta dados que podem ser cruciais para evitar lesões mais comuns. Mensuração de força dos músculos mais exigidos, adm (amplitude de movimento) das articulações principais do esporte praticado, estabilidade, equilíbrio, mobilidade, dominâncias musculares e por ai vai.

A combinação da prevenção com o treinamento tem que conversar a mesma língua, já vi várias pessoas me procurarem para trabalho de prevenção e observo um erro gravíssimo, intensidades de treino de corrida incompatível com o fortalecimento, não respeitando assim a periodização nem o princípio básico que são as valências físicas.

Valências físicas, também chamadas de qualidades físicas, capacidades motoras, capacidades físicas entre outras denominações, são aptidões potenciais físicas de uma pessoa, definindo os pressupostos dos movimentos desde os mais simples aos mais complexos. Conceituadas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento, comumente classificadas em diversos tipos: força, resistência, velocidade, agilidade, coordenação, flexibilidade, mobilidade e equilíbrio.

As valências físicas são determinadas geneticamente, todos os seres humanos nascem aptos a desenvolver estas capacidades (por isso aptidões em potencial), algumas com maior potencial que outras para os limites desse desenvolvimento. Portanto, todos nascem com uma capacidade de gerar força, resistência, por exemplo.

Então uma boa periodização prescrita pelo seu treinador tem que respeitar essas valências físicas, exemplo:

Se estamos no período de base nos treinos de corrida que tem uma carga de 60% aproximadamente de intensidade, nos treinos de fortalecimento o trabalho é a resistência (muitas repetições). Agora quando a intensidade nos treinos de corrida muda, o treino de fortalecimento também muda. Isso é respeitar as valências físicas e a periodização de treinamento.

Jamais saia por aí pesquisando na internet treinos de atletas que não fazem parte da sua realidade. Só por que você concluiu uma prova de 4h não quer dizer que pode seguir os treinos do Valmir Lana, da Fernanda Maciel, etc. Vamos respeitar a individualidade de cada um, avaliar suas demandas musculares, seguir à risca sua periodização de treinamento (PRESCRITA POR UM TREINADOR CREDENCIADO), fazer seu trabalho preventivo com um bom fisioterapeuta, acompanhar sua deita realizada por uma nutricionista. Estes são fatos reais que muitas pessoas negligenciam e acabam se frustrando com o maravilhoso esporte que é o Trail Run.

Listei algumas das lesões mais comuns para quem pratica Trail Run:

 

Tornozelos

Comum entorses seguidos de lesões ligamentares ou fraturas. O uso contínuo da articulação pode, ainda, desencadear quadro de tendinopatia, principalmente do tibial posterior e dos fibulares.

– Preventivo – exercícios de fortalecimento para os fibulares e tibial posterior combinado com exercícios de propriocepção e ganho de adm (amplitude de movimento) da articulação do tornozelo.

Pés

Uma estrutura de especial atenção é a fáscia plantar. Responsável por manter o arco de sustentação do pé sem contato com o solo. Quando temos alguma alteração na estrutura do pé e a musculatura responsável por esta região não consegue suportar a sobrecarga nesta região , pode ocorrer uma condição denominada fascite plantar, uma reação inflamatória degenerativa que cursa com dores nos calcanhares, pior ao se levantar, semelhante a um “espinho espetando” e que pode se agravar se não for devidamente cuidada.

Preventivo – exercícios de fortalecimento para os músculos intrínsecos no pé, liberação miofascial da região, se for o caso (individualidade de cada um) implementação de palmilha corretiva.

Bolhas são muito comuns e hoje já existe uma gama de produtos para ajudar a diminuir essa incidência.

Unhas com toda certeza quase todos irão perder algumas durante o período de treino.  (mas esses dois últimos é praticamente impossível de prevenir )

 

Leonardo César Mendonça Rodrigues

Diretor do NOLIMITS Centro de treinamento

Educador Físico CREF 2911/G MG

Pós Graduado em Treinamento Fisico

Estudante de Fisioterapia

Ultramaratonista

Triatleta

Amante do esporte.

Serra dos Matões

A 8ª Edição do DESAFIO SERRA DOS MATÕES será realizada em data a ser divultada brevemente, no Município de Pedro II – PI. 2.

O Desafio ocorrerá nas distâncias aproximadas de 10km, 21km e 33km podendo haver, por motivos de segurança e logística, acréscimo ou decréscimo do tamanho do percurso originalmente estipulado.

Desario das Serras Nordeste

O território do município de Bonito era, até o final do século XVIII, totalmente coberto de imensas florestas e situava-se na área abrangida pelo célebre Quilombo dos Palmares. A beleza do local deu à cidade o nome de Bonito. O município foi batizado por caçadores, vindos do povoado de São José dos Bezerros, que percorriam as florestas e deparavam-se com belos riachos.

É bastante conhecido como destino turístico, por apresentar cachoeiras de tamanhos e intensidades variadas. Estas, eleitas recentemente, uma das 7 maravilhas de Pernambuco. Encontram-se próximo às suas cachoeiras diversas pousadas e hotéis-fazenda, assim como áreas de camping, recebendo turistas de todo o país. Ainda existe a associação de guias da cidade, responsáveis pela orientação sobre trilhas por toda a região, seja para trekking, rapel ou outros esportes.

Muitos grupos de ciclismo do estado também realizam trilhas regulares por entre suas cachoeiras, como Bonito Pedal, grupo voltado para o esporte não-competitivo. águas límpidas. Preparem-se para grandes Desafios em Bonito! Liberte seu gigante!

Local: Bonito/PE

Distâncias: 5,8km, 10km, 21km, 55km

Site oficial

Desario das Serras Nordeste

A 3 Etapa do Circuito 2020 do Desafio das Serras será na paradisíaca Ilha de Fernando de Noronha, que ocorrerá no dia 12 de setembro de 2020.

Fernando de Noronha é um arquipélago vulcânico situado a cerca de 350 quilómetros ao largo da costa nordeste do Brasil. Tem o nome da sua maior ilha, um parque marinho e santuário ecológico protegido com uma linha costeira recortada e vários ecossistemas. É reconhecida pelas suas praias pouco urbanizadas e por atividades como mergulho e snorkeling. As tartarugas marinhas, as raias, os golfinhos e os tubarões dos recifes nadam nas águas quentes e cristalinas.

A Ilha possui uma geografia bem irregular, com áreas baixas, costeiras e partes altas, montanhosas, com bastante trilhas e estradas de terra, o que favorece a prática dos esportes de endurance off road.

Os percursos foram mapeados com a ajuda de Corredores de Montanha que moram na Ilha e conhecem todas as trilhas da região, e também foram tomados os devidos cuidados com relação a preservação ambiental e sistema de descartes.

Como já é tradição do Desafio das Serras, não serão utilizados copos nem garrafas plásticas para hidratação, e sim, botijões de água com torneiras para os corredores abastecerem seus próprios reservatórios de água.

Local: Fernando de Noronha/PE

Distâncias: 7,7km, 11,5km, 22km, 35km

Site oficial