Na trilha da ciência

Você já sentiu dificuldade de fazer uma descida muito longa?

Você já sentiu dor articular ou muscular descendo?

Você já se sentiu incapaz de manter o ritmo no plano após uma descida?


Se você respondeu “SIM” para qualquer uma dessas perguntas, você deveria pensar em economia de corrida.

Economia de corrida nada mais é do que correr (no caso, na descida) com o mínimo gasto energético.

Descidas provocam muita microlesão na musculatura, principalmente na parte da frente da sua coxa, portanto é fundamental que você tenha o menor desgaste possível nessas sessões da sua prova.

(Tente lembrar da última descida realmente longa que você pegou, agora tente recordar como você se movimentou nela e como se sentiu…)

Pensando nisso, existem algumas estratégias para evitar ou postergar a fadiga gerada pelas descidas. Uma das estratégias mais conhecidas e utilizadas é alternar a forma como você desce de forma pré determinada, algo como 10 passos ou 30s com antepé, 10 passos ou 30s com calcanhar (quanto mais longa a descida, mais essa técnica é utilizada). Desta forma, teoricamente, você mudando o padrão de passada, muda o recrutamento muscular e consequentemente não tem tanta fadiga generalizada de nenhuma estrutura.  Mas, será que isso ajuda, na prática?

Para responder algo tão determinante no sucesso das provas, o maior grupo de pesquisadores de trail do mundo tentou buscar uma resposta. E, não foram com voluntários aleatórios, foi feita a pesquisa com o top team da salomon, alguns dos melhores corredores do mundo.

Sendo bem sucinto, eles compararam os indivíduos descendo de forma pré determinada e de forma aleatória, ou seja, que cada um descesse da forma que quisesse, sem manter um padrão fixo de passos.

O resultado foi que a mudança pré determinada de forma constante não teve a capacidade de minimizar a fadiga. O estudo sugere que não é a capacidade de alternar a pisada que minimiza a fadiga, mas sim a capacidade de se ADAPTAR ao terreno.

Como aplico isso na prática?

De forma prática, a melhor maneira de minimizar a fadiga em uma descida (quanto mais longa, maior a diferença) é que você tenha um repertório motor extenso, tenha um auto conhecimento bem grande e vivências na maior variedade possível de trilhas, inclinações, terrenos etc…

Desta forma, você vai conseguir saber qual o tipo de pisada utilizar em cada terreno, bem como cada variação de inclinação desse terreno.

Isso é treinável?

Sim, muito! Pegue várias pequenas descidas que você conhece (asfalto, grama, trilha…) faça uma descida com um padrão de pisada, depois teste outro padrão…Com o tempo vá aumentando o tamanho  ou a inclinação dessas descidas e continue testando, quanto mais vivências, melhor…você vai observar que, em determinado momento, você vai estar em um treino (ou prova) e se adaptando naturalmente ao terreno e não mais “brigando” contra. Esse é o sinal que você está economizando energia, um fator determinante no sucesso da sua prova. Quanto mais longa for a prova, mais importante esses pequenos detalhes fazem diferença.

Não é o mais fortenem o mais resistentee, mas o que melhor se adapta”

Ficou com alguma dúvida? Manda uma mensagem inbox no @CristianoFetter_

Iogurte Natural com Coco
Iogurte Natural com Coco

IOGURTE NATURAL DE COCO

 

INGREDIENTES:

 

- 1 xícara de iogurte natural

- 1/4 de xícara de leite de coco

- 3 colheres de sopa de coco ralado

- 2 colheres de sopa de açúcar de coco

 

MODO DE PREPARO:

 

- Coloque todos os ingredientes no liquidificador.

 

- Bata por cerca de 1 minuto.

Nutrição

Por Joyce Rouvier

As ultramaratonas são corridas geralmente realizadas em locais remotos, em uma variedade de terrenos e em extremos de temperatura e altitude, que excedem a distância tradicional da maratona de 26,2 milhas (42,2 km). Os corredores devem suportar diversos estresses fisiológicos (por exemplo, depleção de substrato, desidratação, dano muscular, estresse oxidativo) que podem ter implicações agudas e crônicas à saúde e podem ser parcialmente tratados por meio de intervenções nutricionais. Apesar da importância da nutrição esportiva para o treinamento e provas de ultramaratona, atletas e treinadores enfrentam vários obstáculos para satisfazer as demandas nutricionais, incluindo: uma alta prevalência de alterações gastrointestinais do atleta (GI); as mudanças na palatabilidade de alimentos/líquidos associadas ao exercício de endurance prolongado; privação do sono, extremos de temperatura/altitude que são conhecidos por influenciar o apetite, entre outros.

Uma estimativa conservadora é que 30 a 50% dos atletas experimentam problemas relacionados ao trato gastrointestinal durante esses eventos. As causas de sintomas gastrointestinais adversos durante e após a corrida de ultramaratona parecem ser de natureza multifatorial, mas provavelmente estão relacionadas à maior permeabilidade intestinal e ao aumento do impulso simpático, o que resulta em resultados secundários clinicamente significativos, como lesão epitelial, função gastrointestinal prejudicada e respostas sistêmicas (isto é, endotoxemia e citocinemia), denominadas “síndrome gastrointestinal induzida pelo exercício”.

O tipo, a duração e a gravidade dos sintomas variam de forma individual, com problemas relacionados ao trato GI superior (por exemplo, náusea, vômito, azia) mais comuns em corridas mais longas em comparação com as queixas relacionadas ao trato GI inferior (por exemplo, inchaço, diarréia). A náusea costuma ser o sintoma mais comum que afeta a estratégia de corrida (relatada em 60% dos atletas), talvez devido ao impacto subsequente na capacidade de ingerir alimentos e líquidos. Os sintomas relacionados ao estresse gastrointestinal podem estar associados à predisposição, atividade da microbiota intestinal (com base na quantidade bacteriana e na diversidade de espécies) e na tolerância alimentar. A principal causa nutricional do distúrbio gastrointestinal durante a ultramaratona é a alta ingestão de carboidratos (CHO), particularmente soluções hiperosmolares (por exemplo,> 500 mOsm/ L e > 8% de concentração de CHO). Embora a literatura atual defenda taxas de ingestão de CHO de até 90 g/h para eventos acima de 120 min, normalmente usando misturas de glicose e frutose para otimizar múltiplos receptores, essas altas taxas de ingestão podem não ser realistas para corridas mais longas (acima de 6h). Além disso, essa taxa de ingestão pode levar à má absorção de nutrientes e à problemas gastrointestinais.

Sem um sistema gastrointestinal que funcione bem, a entrega de nutrientes será prejudicada e os sintomas adversos podem se desenvolver. É aparente que atletas bem treinados podem tolerar maior ingestão de CHO durante a corrida, e que a habituação a uma dieta com alto CHO, treinando o estômago/intestino, aumenta as taxas totais de oxidação desse nutriente, o que pode ser importante para sustentar o desempenho na corrida e reduzir o distúrbio gastrointestinal. O esvaziamento gástrico é um passo importante para fornecer carboidratos e líquidos exógenos ao músculo. Curiosamente, os atletas reclamam de bebidas acumuladas no estômago e inchaço, especialmente durante exercícios de alta intensidade ou muito prolongados em condições quentes. A desidratação pode contribuir para esse fenômeno e piorar as queixas. A realização desse “treinamento do estômago” tem dois efeitos principais: (1) o estômago pode se estender e conter mais alimentos e (2) um estômago cheio é melhor tolerado e não é percebido como tão cheio. Ambos os aspectos podem ser relevantes para uma situação de exercício. Estudos também demonstraram que o esvaziamento gástrico de carboidratos pode ser acelerado aumentando a ingestão alimentar desse nutriente. Pensa-se que o treinamento do intestino pode aliviar alguns desses sintomas, talvez melhorando esse esvaziamento e a percepção de plenitude (inchaço reduzido), melhorando a tolerância a volumes maiores e aumentando a velocidade de absorção, causando menos volume residual e menores desvios osmóticos.

Múltiplos carboidratos transportáveis ​​aumentaram a absorção e oxidação de carboidratos e isso foi associado ao aumento da absorção de líquidos. Portanto, outro benefício do aumento da capacidade de transporte de carboidratos é que a ingestão de líquidos provavelmente também será melhorada. Parece, portanto, razoável sugerir que vários dias de uma alta ingestão de carboidratos podem aumentar o conteúdo de SGLT1 (co-transportador de glicose) e a capacidade de absorver glicose, mas uma exposição mais prolongada à dieta pode resultar em maiores adaptações. Embora nem sempre seja encontrado um vínculo com a ingestão nutricional, algumas práticas correlacionam-se com a incidência de problemas gastrointestinais: ingestão de fibras, ingestão de gordura e soluções altamente concentradas de carboidratos parecem aumentar a prevalência desses problemas. Com base nos dados de animais, um aumento de carboidratos na dieta de 40 para 70% pode resultar na duplicação dos transportadores de SGLT1 durante um período de 2 semanas.

Embora muitos corredores de ultramaratona raramente dependam exclusivamente de bebidas esportivas para ingestão de energia e / ou CHO durante as corridas, o uso de soluções com vários carboidratos transportáveis ​​pode ser uma estratégia eficaz de curto prazo para limitar a probabilidade de não realizar a prova devido ao consumo insuficiente de energia. Reconhecer o início precoce do desconforto gastrointestinal e criar estratégias para manter a ingestão de energia próxima aos valores-alvo independentemente, pode ser a chave para gerenciar alguns problemas relacionados a ele. Embora seja contra-intuitivo, pode haver alguns casos em que comer, independentemente da náusea, aliviará mais esses sintomas, especialmente quando esta é causada por hipoglicemia.

Quando os atletas restringem os carboidratos, seguindo uma dieta pobre nesse nutriente, rica em gordura ou cetogênica ou reduzindo a ingestão de energia para perder peso, a carga diária reduzida de carboidratos provavelmente reduzirá a capacidade de absorvê-los durante a competição. Essa pode ser uma razão pela qual esses atletas parecem reportar mais problemas gastrointestinais. Como o intestino é tão adaptável, parece prudente incluir treinamento com alta ingestão de carboidratos na rotina semanal e ingerir regularmente carboidratos durante o exercício. Com essas estratégias, o intestino pode ser treinado para absorver e oxidar mais esse nutriente, o que por sua vez deve resultar em menos sofrimento gastrointestinal e melhor desempenho.

Estratégias a serem consideradas:

  • Experimente e pratique a nutrição das corridas em sessões de treinamento, incluindo qualidade e quantidade específica de alimentos e líquidos.
  • Experimente diferentes volumes de fluido, taxas e concentrações de ingestão de carboidratos e encontre os níveis ideais de tolerância individualizados. Primeiro, aumente o volume de líquidos e tente aumentar a concentração de carboidratos.
  • Experimente diferentes tipos de carboidratos (por exemplo, misturas como glicose-frutose) e formas (por exemplo, fluidos, géis, barras, purê, frutas e outros alimentos ricos em carboidratos).
  • Altere a taxa aguda de ingestão (ingestão pequena e frequente) e experimente maiores taxas de ingestão logo no início da corrida, pois os sintomas gastrointestinais geralmente são menores durante as primeiras 2 horas de corrida e começam a se desenvolver a partir de então.
  • Pratique estratégias de nutrição em eventos de corrida ultramaratona menos importantes para tentar identificar fatores contribuintes “externos” (por exemplo, efeitos da viagem, estresse da competição, mudanças na disponibilidade habitual de alimentos, condições climáticas e ritmo).
  • Identifique as provisões de alimentos e líquidos (incluindo água engarrafada) de cada participação no evento da ultramaratona e faça experiências com elas de forma crônica (ao longo do dia) e durante o exercício. Isso é especialmente importante a ser considerado ao sair da base (por exemplo, nacional ou internacionalmente).
  • Em corridas mais longas (≥8 horas), experimente várias fontes de alimentos sólidos facilmente digeríveis e ricos em carboidratos. Evite alimentos excessivamente ricos em proteínas, gorduras, fibras e oligonossacarídeos e polióis fermentáveis.
  • E por fim, nessas corridas mais longas, nos casos em que a tolerância à ingestão de carboidratos e os sintomas gastrointestinais são um problema, o enxágüe bucal com uma bebida de carboidratos pode apoiar a manutenção da carga de trabalho através da rede sensorial do córtex oral.

Para te ajudar com essas estratégias, procure sempre um nutricionista e um educador físico capacitados.

Referência

Costa, et al. Nutrition for Ultramarathon Running: Trail, Track, and Road, International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 2019, 29, 130-140.

Jeukendrup, A. E. Training the gut for athletes, Sports Med (2017) 47 (Suppl 1):S101–S110.

Tiller et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: nutritional considerations for single-stage ultra-marathon training and Racing, Journal of the International Society of Sports Nutrition (2019) 16:50.

 

Preparação física

Léo

Vamos iniciar nossa conversa sobre prevenção e preparação física para corredores de TRAIL. Hoje em dia, muitos estão migrando das corridas de rua para o Trail run, isso é uma ótima notícia pois ajuda a difundir o esporte e a incentivar mais e mais pessoas.

Mas existe uma grande diferença entre correr na rua e correr nas trilhas e montanhas. As diferenças estão na altimetria, no Trail Run é muito maior, até a instabilidade e irregularidades do terreno.

Com isso, muitas pessoas que fizeram essa transição estão sofrendo por incômodos que nas provas de asfalto não aconteciam. Para isso o trabalho preventivo e o treino preparatório é de suma importância.

O trabalho preventivo tem início na avaliação do atleta. Entender a individualidade e a mecânica de cada atleta ajuda muito na prevenção. Saber as demandas mecânicas auxilia na hora da montagem do programa de fortalecimento específico, ajudando assim a não deixar o atleta parado, devido alguma lesão, durante o período de periodização de sua prova alvo.

Uma boa avaliação apresenta dados que podem ser cruciais para evitar lesões mais comuns. Mensuração de força dos músculos mais exigidos, adm (amplitude de movimento) das articulações principais do esporte praticado, estabilidade, equilíbrio, mobilidade, dominâncias musculares e por ai vai.

A combinação da prevenção com o treinamento tem que conversar a mesma língua, já vi várias pessoas me procurarem para trabalho de prevenção e observo um erro gravíssimo, intensidades de treino de corrida incompatível com o fortalecimento, não respeitando assim a periodização nem o princípio básico que são as valências físicas.

Valências físicas, também chamadas de qualidades físicas, capacidades motoras, capacidades físicas entre outras denominações, são aptidões potenciais físicas de uma pessoa, definindo os pressupostos dos movimentos desde os mais simples aos mais complexos. Conceituadas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento, comumente classificadas em diversos tipos: força, resistência, velocidade, agilidade, coordenação, flexibilidade, mobilidade e equilíbrio.

As valências físicas são determinadas geneticamente, todos os seres humanos nascem aptos a desenvolver estas capacidades (por isso aptidões em potencial), algumas com maior potencial que outras para os limites desse desenvolvimento. Portanto, todos nascem com uma capacidade de gerar força, resistência, por exemplo.

Então uma boa periodização prescrita pelo seu treinador tem que respeitar essas valências físicas, exemplo:

Se estamos no período de base nos treinos de corrida que tem uma carga de 60% aproximadamente de intensidade, nos treinos de fortalecimento o trabalho é a resistência (muitas repetições). Agora quando a intensidade nos treinos de corrida muda, o treino de fortalecimento também muda. Isso é respeitar as valências físicas e a periodização de treinamento.

Jamais saia por aí pesquisando na internet treinos de atletas que não fazem parte da sua realidade. Só por que você concluiu uma prova de 4h não quer dizer que pode seguir os treinos do Valmir Lana, da Fernanda Maciel, etc. Vamos respeitar a individualidade de cada um, avaliar suas demandas musculares, seguir à risca sua periodização de treinamento (PRESCRITA POR UM TREINADOR CREDENCIADO), fazer seu trabalho preventivo com um bom fisioterapeuta, acompanhar sua deita realizada por uma nutricionista. Estes são fatos reais que muitas pessoas negligenciam e acabam se frustrando com o maravilhoso esporte que é o Trail Run.

Listei algumas das lesões mais comuns para quem pratica Trail Run:

 

Tornozelos

Comum entorses seguidos de lesões ligamentares ou fraturas. O uso contínuo da articulação pode, ainda, desencadear quadro de tendinopatia, principalmente do tibial posterior e dos fibulares.

– Preventivo – exercícios de fortalecimento para os fibulares e tibial posterior combinado com exercícios de propriocepção e ganho de adm (amplitude de movimento) da articulação do tornozelo.

Pés

Uma estrutura de especial atenção é a fáscia plantar. Responsável por manter o arco de sustentação do pé sem contato com o solo. Quando temos alguma alteração na estrutura do pé e a musculatura responsável por esta região não consegue suportar a sobrecarga nesta região , pode ocorrer uma condição denominada fascite plantar, uma reação inflamatória degenerativa que cursa com dores nos calcanhares, pior ao se levantar, semelhante a um “espinho espetando” e que pode se agravar se não for devidamente cuidada.

Preventivo – exercícios de fortalecimento para os músculos intrínsecos no pé, liberação miofascial da região, se for o caso (individualidade de cada um) implementação de palmilha corretiva.

Bolhas são muito comuns e hoje já existe uma gama de produtos para ajudar a diminuir essa incidência.

Unhas com toda certeza quase todos irão perder algumas durante o período de treino.  (mas esses dois últimos é praticamente impossível de prevenir )

 

Leonardo César Mendonça Rodrigues

Diretor do NOLIMITS Centro de treinamento

Educador Físico CREF 2911/G MG

Pós Graduado em Treinamento Fisico

Estudante de Fisioterapia

Ultramaratonista

Triatleta

Amante do esporte.

Breaking 20

Por Valmir Lana Jr.

Pau Capell fecha o percurso do UTMB em 21h 17’ em uma corrida contra o relógio.

A ação idealizada por Pau Capell foi abraçada por seus patrocinadores e a “Break 20” foi criada. Trata-se da tentativa de percorrer os 171km do percurso utilizado pela organização do “Ultra Trail du Mont Blanc – UTMB” abaixo de 20h, o que seria um feito inédito e absurdamente grande.

Quem acompanhou o início da tentativa de quebra das 20h viu o tamanho que se tornou o evento, centenas de pessoas acompanharam pessoalmente e assim foi por todo o percurso.

As primeiras etapas, Les Contamine, Checroit, Lac Combal e até Courmayer no km 81, Pau Capell acelerou muito e chegou abrir 2h do seu tempo de 2019, ocasião em que ele foi o campeão da prova.

As outras etapas foram marcadas pela escuridão associada a ausência de marcação, que dificulta muito saber qual das muitas trilhas tomar, o cansaço e também, inevitavelmente, fez com que o ritmo diminuísse e por último, alguns trechos estavam fechados, o obrigando a fazer algumas voltas, mas que foi resolvido rapidamente.

Já no último trecho do desafio, Vallorcine à Chamonix, trecho de aproximadamente 19km com 900m D+, Pau Capell pouco abaixo de 18h30’ de corrida já sabia que não haveria condições de correr abaixo de 20h. Ele teria uma dura subida pela frente até o “tet aux vent”, em seguida passaria por “La Flégère e dali em diante seriam cerca de 8km até a igrejinha de Chamonix, ponto final do desafio.

Via-se em seu ritmo e semblante seu cansaço, mas mesmo não alcançando o objetivo ele se manteve forte até o fim e cravou um tempo digno dos melhores corredores do mundo.

Além dele, somente François D’Ahene (20h11’ – 169km), Kilian Jornet – 2011 (20h36’), Sebastian Chaigneau – 2011 (20h55’), Xavier Thevernard – 2018 (20h44’) e Iker Karrera – 2011 (20h45’) conseguiram correr abaixo de 21h.

Além do feito de Pau Capell, devemos saudar o trabalho de Marketing feito pela marca The North Face e Buff, temos certeza do sucesso do projeto, haja vista o número de pessoas assistindo ao vivo a chegada de Pau Capell em Chamonix (+5.000 pessoas simultâneas).

O que podemos dizer que fica é a oportunidade de Pau tentar novamente quebrar a marca de 20h, assim como kipchoge fez no break 2h.

Parabéns, The North Face, Buff, apoiadores, amigos e todas pessoas envolvidas neste belíssimo projeto e principalmente, parabéns, Pau Capell pelo feito de hoje!

Passagens ‘Breaking 20’

Les Houches (km8) 1h18’
Les Contamines (km31,8) 2h39’
Chapieux (km50,7) 4h52’
Courmayeur (km81.3) 8h35’
La Fouly (km112.8) 12h58’
Col de la Forclaz (km140) 16h33’
Vallorcine (km153.6) 18h25’
Chamonix (km171) 21h17’

Você tem dúvidas sobre como será o processo de inscrição, “running stones”, pontos e sorteio? Vejam a explicação.

Fonte: Ultra Trail du Mont Blanc (UTMB)

Em abril de 2019 foi anunciado um novo processo de registro mais flexível e aberto para acessar as corridas UTMB®. Esse novo sistema foi redesenhado para atender à crescente demanda por registros, conforme mostrado a seguir: 


21.700 aplicativos em 2018

26.022 aplicações em 2019 (+ 19,9%)

32.000 inscrições em 2020 (+ 23%)


As 4 corridas históricas (UTMB®, TDS®, CCC®, OCC e PTL®) estavam 455% completas (em comparação com 359% no ano passado): 


UTMB® menos de 1 em 6 chances de ser selecionado (415% esgotado – 9 546 candidatos)

CCC® menos de 1 em 5 chances de ser selecionado (522% esgotado – 9 922 candidatos)

TDS® menos de 8 em 10 chances de ser selecionado (158% esgotado – 2.529 candidatos)

OCC tem menos de 1 em 8 chances de ser selecionado (724% esgotado – 8 685 candidatos)


Para que todos os corredores pudessem entrar na corrida dos seus sonhos um dia, a organização teve que inovar e renovar o processo de inscrição.


O atual sistema de registro atingiu seu limite. Para continuar a atender às expectativas desses milhares de atletas, foi necessário melhorar nosso processo de inscrição. Implementamos um sistema mais flexível e aberto. Também é muito importante respeitar a saúde dos corredores – Michel Poletti, co-diretor da UTMB®.”


Novas datas de registro, “Running Stones”, sorteio, pontos de qualificação… aqui estão as quatro coisas que você precisa saber para participar do UTMB® em 2021. 

Registro com “Running Stones”
 

As running stones permitem o acesso ao UTMB® Mont-Blanc sem ter que passar pela loteria. As running stones são concedidas aos “finishers” de uma série de corridas que fazem parte do circuito mundial de 2020. Como coleciono pedras de corrida? 

Corridas “by UTMB®” O número de running stones adquiridas ao concluir uma corrida “By UTMB®” é igual a 3 vezes o número de pontos ITRA concedidos pela corrida. Por exemplo, ser um finisher em uma corrida “By UTMB®” de 6 pontos ITRA permite ganhar 18 running stones UTMB®. 

Provas UTWT
 

O número de running stones adquiridas ao concluir uma corrida UTWT é igual ao número de pontos ITRA concedidos pela corrida. Por exemplo, ser um finalista de uma corrida UTWT de 6 pontos ITRA permite ganhar 6 running stones UTMB®. Isso só se aplica a corridas no calendário de corridas UTWT. Como solicito a inscrição com running stones? 

Para se inscrever em uma corrida de 2020, você deve ter running stones suficientes no momento da inscrição: 

UTMB®: 18 running stones

CCC®: 15 running stones

TDS®: 15 running stones

OCC: 12 running stones

Validade das running stones 

As running stones expiram após 4 anos. Por exemplo, se eu colecionei 18 running stones em 2020, posso usá-las para participar de um evento 2021, 2022, 2023 e/ou 2024. Se não forem utilizados durante esses 4 anos, não poderão ser utilizados para o registro 2025. 

Entrando na loteria
 

Os corredores que não tiverem running stones suficientes para se inscreverem na corrida de sua escolha poderão participar da loteria. A partir de 2020, a loteria se tornará mais flexível. Os corredores que não tiverem sorte em sua primeira tentativa na loteria terão melhores chances de serem selecionados nos anos seguintes. A probabilidade de ser selecionado é, portanto, proporcional ao número de vezes que um corredor não conseguiu entrar nos anos anteriores. Os corredores também podem decidir se inscrever para uma corrida diferente a cada ano (por exemplo: se inscrever no UTMB® no primeiro ano e, em seguida, no TDS® no ano seguinte) ou fazer uma ou mais de um intervalo de um ano de sua corrida. 

Processo de loteria
 

É um bilhete com o seu nome para a loteria. Se você possui 2 bilhetes, seu nome aparece duas vezes, dobrando suas chances na loteria contra alguém que possui apenas 1 bilhete. Se você possui 3 bilhetes, seu nome aparece três vezes, triplicando suas chances na loteria e assim por diante. 

Pontos de qualificação
 

O registro só é possível para os corredores que já completaram algumas das corridas incluídas na lista de corridas qualificadas UTMB® entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020: 


UTMB®: 10 pontos adquiridos entre 01/01/2019 e 31/12/2020 (em 2 corridas no máximo)

CCC®: 6 pontos adquiridos entre 01/01/2019 e 31/12/2020 (em 2 corridas no máximo)

TDS®: 8 pontos adquiridos entre 01/01/2019 e 31/12/2020 (em 2 corridas no máximo)

OCC: 4 pontos adquiridos entre 01/01/2019 e 31/12/2020 (em 2 corridas no máximo)


Os finishers das corridas UTMB® 2018 também podem usá-las como corridas classificatórias. 

Datas de inscrição
 

1-17 de dezembro de 2020: Registro de solidarios (processo de inscrição a ser publicado em breve); 
5-12 de janeiro de 2021: Entradas diretas através de running stones e pré-inscrições para a loteria; 
20 de janeiro: Resultados da loteria; 
20-31 de janeiro: Os corredores selecionados pela loteria devem finalizar seu registro. 

Você tem mais alguma dúvida?

Faça-nos uma pergunta.

Valmir Lana

Este ano eu comecei com uma grande certeza, teríamos o melhor ano trail no Brasil, isto era muito nítido para mim, afinal, teríamos um mundial de skyrunning na Espanha e estaríamos lá com a seleção adulta completa pela primeira vez, seria o terceiro ano seguido que levaríamos nossos jovens ao mundial na Itália.

Além disso tudo, os eventos no Brasil estão numa crescente de qualidade em todos os sentidos, atletas com mais consciência na escolha de seus desafios, assessorias se especializando em Trail Run, circuitos estavam surgindo regionalmente e estamos conseguindo atrair olhares gringos para dentro do Brasil.

Mas no mês de Março tivemos a inesperada surpresa de sermos pegos por uma pandemia que nos forçou a ficarmos em casa, levou ao cancelamento dos eventos de qualquer natureza esportiva ou não esportiva, ficamos proibidos de treinar ao ar livre, tudo isso pensando no bem comum e não somente o nosso.

Minha maior tristeza neste cenário é ver que a pandemia virou motivo político de desunião, ao passo que era o momento ideal para união.

A incerteza, ainda hoje quase dois meses após, é o cenário em que todos nos encontramos, muito se fala dos eventos do segundo semestre mas ainda não há como sabermos como a situação estará até lá, tanto no Brasil como no mundo.

Eu como um cara positivo que sou, busco me informar sob vários prismas para me posicionar e tenho real esperança que no segundo semestre voltaremos com nossa vida normal, mas vejam, eu falo em “esperança”, não dá para afirmar nada.

O momento é de se reinventar, tentar encontrar inspiração, buscar se diversificar no convívio familiar, nos treinos, nos focos… enfim, fazer com que esta fase seja positiva em algum sentido para você.

Tenho me planejado para a volta dos eventos em agosto e meu pensamento está focado nisto, creio que uma visão positiva, uma mente positiva pode ajudar muito a passar por estes momentos difíceis.

Vamos seguir, olhando pra frente, pois mesmo com toda incerteza, devemos nos manter firmes. Mantenham o distanciamento social, se puder ficar em casa, fique! Com toda certeza estaremos juntos em breve e muito mais fortes e unidos.

Cição Pau no Cat

Comecei a correr em 2003, como um hobby – até o passatempo mudar a minha vida e fazer parte da minha rotina. De lá pra cá, vivi o mundo de corridas de rua intensamente, completando algumas maratonas e inúmeras outras distâncias, na montanha foram mais de 20 ultras. Sem dúvida,  que cruzar a linha de chegada é maravilhoso, mas o processo para chegar até lá é o grande barato, montanhas, paisagens, lugares que eu nunca imaginaria correr. O ano de 2009 marcou a minha estreia em provas de montanha. O El Cruce de Los Andes prova 100 quilômetros, que tem como propósito correr pela Patagonia entre Chile e Argentina foi onde tudo começou.  Pra mim foi um evento sob medida, pois naquela época da minha vida, estava mesmo em busca de uma renovação pessoal e espiritual e foi nas montanhas que encontrei. Passei por maus bocados naquela prova, pois ali estava fazendo a minha migração das provas de rua para as provas de montanha. O frio, o desconforto, a minha falta de experiencia, fizeram daquela prova, um teste único para mim se de fato eu seguiria fazendo provas daquele tipo ou simplesmente eu voltaria pra as provas rua.

De lá pra cá, se passaram 10 anos e com inúmeras provas feitas ao redor do globo, posso me considerar um “old is scool” do nosso trail. Uma vez, lendo uma revista de esporte, me deparei com uma matéria intitulada assim: “100 coisas que você precisa realizar no esporte antes de morrer” e uma delas dizia o seguinte: não importa qual posição, mas lute para subir num pódio uma vez na vida, confesso que tive a honra de conseguir alguns e até ter me sagrado campeão numa das provas mais lindas que fiz na vida que pra mim, foi uma experiencia sublime. Os 100km da Mongólia Sunrise to Sunset (MS2S), aconteceu a 15.744km do Brasil, disputada ao lado do Lago Hovsgol, em meio a natureza quase virgem, confesso que nunca passou pela minha cabeça chegar em primeiro, ainda mais correndo com caras de mais de 40 países, mas quando nos últimos quilômetros eu percebi que não poderia ser mais alcançado, me debulhei em lagrimas e a música tema da vitória, vinha a todo momento na minha cabeça, me senti o Ayrton Senna numa manhã de domingo sabe?.

A minha conexão com as montanhas será eterna, o ano era 2012 e pouco antes de ir pros 80km do Desafio das Serras, perdi o meu pai e levei as suas cinzas junto comigo para essa prova. Passado o primeiro dia de prova e já durante a noite da primeira etapa, fui ao topo da montanha fiz uma prece e joguei as cinzas do meu velho no alto da montanha da Serra da Bocaina. A partir daquele momento, todas as vezes que estou correndo eu me pego conversando com o meu pai, por vezes sorrio e algumas vezes caio no choro.

Me considero um cara estudioso e para o tipo de provas que mais prefiro que são as de longa distância o estudo do regulamento, traço o planejamento correto e exerço a humildade de conversar com os mais experientes, são essências para tomar boas decisões e procurar errar o menos possível durante qualquer prova.

Carrego comigo alguns mantras que me ajudam a ficar vivo e sempre preciso os uso e os meus preferidos são: “vamos lá que hoje é dia de pãozinho quente”, “vamos lá, um passo na frente do outro, que a linha de chegada está mais próxima”, para a dor eu tenho outra que é ótima: “A dor que estou sentindo, não é uma dor é apenas um desconforto momentâneo e já vai passar”. Veja não tem nada de especial, mas produz um efeito analgésico em mim que é incrível e a frase clássica de minha mãe: “engole o choro e vai em frente”, e por último tenho mais duas que adoro “a trilha coloca cada um no seu devido lugar” e “é preciso suar grosso se você quer muito algo, suar grosso”.

Se posso deixar uma mensagem para os amigos leitores da trailrunning, jamais terceirize os seus sonhos, ele é seu, portanto, tem o seu nome, o seu cpf, lute, sue grosso que você vai conseguir!

 

Um beijo Cicao

Bianca Lefosse

Recovery ou recuperação é um recurso muito utilizado pelos atletas. Tem a função de recuperar o esportista o mais rápido possível, para que ele esteja pronto para o próximo treino ou competição.

O que os atletas de elite estão fazendo para se recuperar? E você, como você se recupera?

Se você quer treinar forte e com consistência, precisa ter certeza de que está se recuperando, pois, desta maneira, seu corpo estará adaptado e apto para entrar no próximo nível.

Toda atividade física gera alterações fisiológicas e estruturais em nosso organismo. Essas alterações, muitas vezes, provocam dores, sendo que, por vezes, impossibilitam o atleta de realizar o próximo treino com tanta eficácia, podendo levar a lesões musculoesqueléticas. Na presença da dor, ocorre um breve período de perda de desempenho conhecido como overreaching funcional (você treina, sente-se cansado e os resultados não aparecem) e, se não bem gerenciado, podem, até mesmo, levar a uma síndrome de overtraining (demanda maior que capacidade).

Quando há aumento da demanda muscular, com aumento de volume de treino, após uma prova ou entre uma prova e outra (independente do esporte), os músculos e tecidos sofrem micro rupturas e acumulam toxinas irritantes para o organismo. Esse acúmulo de stress pode ultrapassar o nível físico e atingir o nível mental.

Dessa maneira, o excesso de treinos sem adequada recuperação, passa a deixar de ser algo prazeroso e vira uma obrigação. Obrigação de lutar contra o tempo, contra o cansaço, contra a vontade de se alimentar livremente, gerando uma cobrança intermitente de que se esteja fazendo algo errado.

Para driblar esse viés, queira ou não queira, você vai precisar se recuperar.
A ciência do esporte tem se desenvolvido cada vez mais, trazendo ricas informações, dentre as mais importantes citarei agora.
Inicialmente, deve-se enfatizar o básico.

1) Bom sono
2) Descanso
3) Boa Hidratação
4) Boa alimentação

As técnicas utilizadas pela equipe Recovery Team Sports têm a função de recuperar o esportista o mais rápido possível para que ele esteja pronto para o próximo treino ou competição.

Após um exercício físico intenso, sofremos um evento conhecido como dor muscular tardia ou DMT. Essa dor ocorre porque o tecido muscular sofre microlesões em sua estrutura. O sintoma pode aparecer entre as primeiras 8 a 24 horas após o exercício, com pico de até 48 horas, e pode perdurar entre 3-5 dias, de forma mais amena, dependendo da intensidade do exercício realizado.

De acordo com uma forte tendência da fisioterapia esportiva, o termo consiste em programas de modalidades terapêuticas que, combinadas, visam à diminuição dos efeitos da inflamação e de algumas alterações músculo-esqueléticas.

Muitos atletas profissionais de ponta já incluem o recovery dentro da rotina de treinos e, justamente pelo fato de terem um forte time de profissionais estudiosos ao seu lado, cotidianamente, podemos citar e usar de exemplo as técnicas que eles estão utilizando.

Nenhum atleta quer ou pode perder tempo ou rendimento. Para isso, acelerar a recuperação após um grande esforço físico é essencial para a continuidade e melhora do desempenho em qualquer esporte.

O planejamento do processo de recovery deve ser baseado primeiramente no estresse causado pela atividade física específica, e então, a partir dessa análise, entender quais demandas metabólicas e teciduais são mais acometidas.

Atualmente existem algumas modalidades que auxiliam nesse processo de recuperação e, consequentemente, na diminuição dos sintomas:

  • Normatec
    • Compex
  • Hypervolt
  • Venom
  • Crioimersão
  • Terapias manuais (quiropraxia, mobilização neural, liberação miofascial, mobilização articular etc)
  • Agulhamento Dry Needling
  • Acupuntura

Por Bianca Lefossse

Especialista em fisioterapia esportiva, formada em 2004

Já atuou em grandes centros de reabilitação de atletas profissionais (RJ,SP,MG,RS), olimpíadas, sócia proprietária da empresa Recovery Team Sports e proprietária da Clínica Lefosse em MG.

Continental Skyrunning

Em 2019 tivemos um ano realmente muito bom, em muitos aspectos. Claro que nem tudo são flores, mas no fim das contas, foi um ano muito positivo.

Pela primeira vez tivemos um campeonato Continental de Skyrunning no Brasil e foi um baita sucesso! O Continental foi sediado pela Ultramaratona dos Perdidos e o evento foi marcante em todos os quesitos, como é a marca dos eventos produzidos pela TRC – Brasil.

Tivemos lindas batalhas nas trilhas em todas as distâncias, um grande aproveitamento dos atletas brasileiros. Estivemos em todos os pódios no lugar mais alto e com isso saímos um pouco do anonimato no mundo Skyrunning. Agora temos atletas campeões continentais para nos orgulhar.

Foram realizadas outras provas que marcaram o cenário Trail, como a Indomit Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí e a La Misión Brasil, em Passa Quatro.

A Indomit reuniu um seleto grupo de atletas candidatos a vencer a prova; estar entre os 10 primeiros seria um belíssimo resultado e isso mexeu com o cenário, pois todos estavam de olhos ligados em tudo que acontecia por lá. Foi realmente marcante e eu fui privilegiado de acompanhar tudo de muito perto.

Em terras mineiras, a La Mision Brasil reuniu mais de 1.150 atletas para correr uma de suas distâncias na cidade de Passa Quatro. Um número incrível para um evento que, dois anos atrás, tinha somente 200 inscritos. Graças a um trabalho sólido e extremamente bem feito por Paulo Lamin, o evento se consolidou no cenário como um dos melhores. Mesmo tendo problemas no dia, souberam, como poucos, contornar e resolver as questões satisfatoriamente.

Outro ponto de destaque, no meu ver, foram os jovens que começam a entrar forte no cenário Trail e com uma força que dá gosto de ver. Tivemos, pelo segundo ano consecutivo, uma seleção juvenil de skyrunning disputando o mundial na Itália e com ótimos resultados, sem falar dos resultados expressivos que obtiveram em eventos aqui no Brasil.

Existe muito caminho a percorrer, mas creio que, a cada ano, estamos amadurecendo, os organizadores estão mais experientes; uns eventos acabam, outros nascem; uns atletas somem e outros aparecem… Assim é o mercado, os melhores estarão sempre andando na frente, seja evento ou atleta!

Em 2020, meu coração está repleto de boas sensações! Creio muito que será muito melhor que 2019 em todos os sentidos e, se você é um apaixonado por TrailRunning, se ligue e saiba montar seu calendário, pois teremos um ano excepcional!

Venha com a gente, no acompanhe nas redes sociais e em nosso site; teremos muito o que falar!