O Campeonato Mundial e o Campeonato Sul-americano de Trail Running passaram a integrar o calendário oficial da Confederação Brasileira de Atletismo – CBAt. O informação foi noticiada pelo representante do trail na entidade, o treinador Sidney Togumi, no final da última semana.

Togumi vem realizando um trabalho junto a CBAt desde o ano de 2016, quando o Brasil participou pela primeira vez do Trail World Championship (TWC) e afirma que o fato de a competição, juntamente com o continental, integrar o calendário oficial é muito representativo para o cenário do trail running no Brasil, uma vez que demonstra o reconhecimento e a conquista de espaço das provas de trilha e montanha dentro da instituição, já que o atletismo é composto de diversos tipos de provas, como as de pista, de campo e de rua.

Postagem de Sidney Togumi no Instagram

De acordo com o calendário, o Sul-americano de Trail será disputado em Santiago, no Chile, em 04 de setembro de 2021 e o Campeonato Mundial será em Chiang Mai, na Tailândia, de 11 a 14 de novembro.

Segundo Togumi, os critérios que definirão a composição da delegacão brasileira para esses eventos serão discutidos com a CBAt nas próximas semanas, para que possam comunicar à toda a comunidade de trilha e montanha (trail) do Brasil. “Assim todos os interessados poderão planejar sua temporada de forma mais assertiva”, declara.

Será a primeira edição do Campeonato Mundial tendo unificadas as modalidades Trail Running e Corrida de Montanha. Portanto, o TWC agora passa a ser World Mountain and Trail Running Championships.

Ao longo dos quatro dias, o evento incluirá corridas de montanha em ascensão vertical, corridas de trilha curta e longa para adultos e as corridas de montanha clássicas para adultos e sub-20.

Situada 700 km ao norte de Bangkok, às margens do rio Ping, Chiang Mai oferece as belas paisagens mais inesquecíveis e o maior ponto turístico na parte norte da Tailândia. Os arredores montanhosos e a crescente reputação da cidade para eventos esportivos de massa ao ar livre tornam o lugar perfeito para sediar os primeiros campeonatos mundiais combinados.

Este novo evento bienal desenvolve ainda mais a parceria entre a World Mountain Running Association (WMRA), a International Association of Ultrarunners (IAU) e a International Trail Running Association (ITRA).

Com base na criação de uma definição única para corrida de montanha e trilha dentro da família do atletismo, ela substitui os campeonatos mundiais separados de sucesso, realizados respectivamente pela WMRA e IAU / ITRA. Este novo festival global é projetado para atrair os melhores corredores de trilha de elite e de montanha, bem como fornecer oportunidades para os corredores de participação em massa se testarem nos mesmos percursos. É um desenvolvimento estimulante que visa fornecer aos atletas, marcas, associações de atletismo, mídia e fãs do esporte um produto claro e reconhecível no calendário global desta crescente disciplina de corrida.

O campeonato Mundial contará com Km Vertical e disputas em três distâncias: 10 a 12 km com 500 a 700+; 35 a 40 km com fator Itra 45-74 e 75 a 85 km, com fator Itra 115-154, além do Sub 20, com 5 a 6 km e 250 a 350+.

Mais informações em: https://iau-ultramarathon.org/thailand-to-host-first-ever-joint-world-mountain-and-trail-running-championships-in-2021.html

Trans Peneda Gerês

TransPeneda-Gerês – Corrida dos 4 castelos, é uma prova para conquistadores!


Uma prova para Conquistadores de Castelos e serão 4 os castelos a conquistar na versão completa das 100 milhas.

Conquistadores de Paisagens de tirar o fôlego! À medida que os quilômetros vão avançando a paisagem vai mudando constantemente, tornando a prova surpreendente a cada momento!

Conquistadores de sonhos! Serão centenas que, certamente, ano após ano, vão tentar conquistar o seu sonho! O Ultra Trail tem na distância das 100 milhas uma referência mas, pelo fato de se realizar no Parque Nacional Peneda-Gerês, em Portugal, tem um atrativo ainda mais especial! Para imortalizar todos os finishers conquistadores dos quatro castelos na versão 100 milhas, vamos construir um Mural dos Conquistadores no castelo de Montalegre, onde os 88 finishers de Outubro serão os primeiros a ter os seus nomes ali gravados.

Trans Peneda Gerês

Conquistadores de desnível, e são mais de 9.500m de desnível positivo, tornando a prova um autêntico desafio de superação. E a prova não poderia começar melhor com a primeira subida de Melgaço ao alto de Fiães: 1.200m D+ em cerca de 8 quilómetros! Seguem-se a subida da Sra. da Peneda, a incrível subida à Serra Amarela e a subida da Calcedónia. Já na Vila do Gerês e a meio da prova, seguem-se a subida ao miradouro da Pedra Bela e a subida da Cascata do Thaiti ao alto de Pincães, passando por Fafião. O muro de Cabril será a grande novidade, com cerca de 700m D+ em 2,5 quilómetros. A última subida está reservada no planalto da Mourela à saída de Pitões das Júnias.

Um autêntico carrossel de sobe e desce, com uma identidade muito própria, e um desafio tremendo a quem se proponha conquistar.

Queremos um TPG para todos, para todos que tenham a coragem de se aventurar nestas 100 milhas! Para isso damos 50 horas de tempo limite. Desta forma qualquer atleta que faça uma preparação dedicada e uma boa gestão da prova, terá a oportunidade de concluir com sucesso este grande desafio.

Trans Peneda Gerês

Partilhar este desafio com amigos é uma experiência para a vida e poder correr as 100 milhas em equipes de 3 amigos é um atrativo muito enriquecedor.

O TPG existe também para os que querem subir gradualmente na distâncias. Têm como opção os 27, 55 e 105 quilômetros. Todas estas provas são um enorme desafio e permitem viver a experiência deste magnifico evento da Peneda-Gerês.

O TPG é uma prova competitiva mas é muito mais que isso. É um desafio de superação pessoal, uma oportunidade de viver uma experiência memorável convivendo com uma população e cultura muito ricas, é exploração do único parque nacional português! Estas são algumas das razões pelas quais todos os trail runners deveriam participar nesta prova um dia.

Trans Peneda Gerês

Portanto, a solo ou em equipe, não percas esta oportunidade de se tornar um conquistador do TransPeneda-Gerês! Aproveita até ao final do mês as inscrições a preços mais reduzidos.

Retorno das Provas

Retorno das principais provas de Trail Running no Brasil com protocolos de segurança foi realizado com sucesso!

Por Sinara Piassi


O primeiro final de semana de novembro foi marcado pelo retorno das competições após 8 meses de paralização devido ao enfrentamento e controle da COVID-19 no país.

Com protocolos especiais as provas que marcaram o retorno foram:

Camelbak Mountain Race

No último dia 7 de novembro nas Praias Selvagens em Grumari – Rio de Janeiro – RJ, a prova contou com percursos aproximados de: 7,5km , 12km e 18km.

Camelbak Mountain Race

Desafio das Serras

O maior Circuito de Esportes de Endurance off Road do Nordeste, também foi realizado no primeiro final de semana 07 de novembro em BANANEIRAS/PB, com distancias de 5km, 10km, 25km e 45km.

Desafio das Serras OFf road

Desafio dos Falcões

Foi realizada no dia 07 de novembro no nordeste do país, em meio as  paisagens incríveis do Parque dos Falcões em Itabaiana, Sergipe . Percursos desafiadores com considerável altimeria nos 5km, 13km, 34km.

Desafio dos Falcões

O olhar do atleta

O atleta Sergio Garcia que participou da Camelbak Mountain Race, relatou para nós da RTR a emoção de estar de volta as competições:

Sérgio
“A sensação incrível de estar alinhado em uma linha de largada. Quase dava pra ouvir o pulsar dos demais competidores. A adrenalina, talvez parecida como quem está prestes a pular de um bang jump. O som da buzina, as passadas intercaladas com os demais competidores, hora na frente outras atrás. Os kms passando, o sino e a faixa da linha de chegada. Estou de volta!”

Novos protocolos devido à pandemia

Há alguns meses, flexibilizações nas medidas de isolamento social começaram a permitir a prática de exercícios ao ar livre em diferentes partes do país e, agora, as provas presenciais começam a retornar. Mas com os novos protocolos as provas que abriram o retorno anunciaram as seguintes medidas:

1. Medição de temperatura de todos antes da entrada na arena;

2. Obrigatoriedade de utilização e higienização com álcool gel no acesso ao local do evento;

3. Utilização de máscara em todo o local do evento, somente não houve a necessidade de utilização na corrida;

4. Espaço grupos e assessorias com distanciamento de 10 metros, e permitido somente 5 pessoas por vez no espaço;

5. Vários banheiros para utilização e todos com uma equipe de higienização constante; percursos planejados com vias de deslocamento de média e grande amplitude para fins de passagem entre os atletas e o seu devido distanciamento;

6. Não houve pontos/locais de hidratação coletiva, toda hidratação no evento foi feita com garrafas de água individualizadas;

7. Na chegada da corrida, todos os atletas receberam medalha de participação, água, frutas; em recipiente lacrado.

8- Premiação dos atletas somente com o uso de máscara no pódio.

Que venham as próximas!

O sucesso do novo formato, criado para estes tempos de pandemia, serviu para consolidar as próximas corridas. Espera-se que tudo possa voltar dentro de uma nova normalidade, e que os atletas tenham a sua preocupação e colabore com as medidas. As organizações estão fazendo tudo de modo enérgico e estão tomando todos os cuidados para que pessoas desatentas não venham a colocar todo o planejamento em risco.

Acesse nosso calendário das principais provas do Brasil e da Super Copa Trail, escolha seu próximo desafio e cumpra os protocolos!

VK Catas Altas

Uma prova desafiadora com adversidades e percurso extremamente técnico
Por Sinara Piassi


Horizontes Skyrace, o primeiro VK do Brasil teve a sua estreia no último domingo, 25 de outubro de 2020, no aconchegante município de Catas Altas aos pés de sua imponente montanha de beleza única: Serra do Caraça, localizada a sudeste de Minas Gerais.

A prova

Seguindo protocolos de segurança, com briefing técnico antecedendo a prova, a competição contou com aproximadamente 30 atletas previamente selecionados e já experientes. Com largadas individuais a competição teve uma distância estipulada em 4,4km com 1039m de desnível positivo, onde os atletas tinham como ponto final o cume do Pico Horizontes, com altitude de 1768m.
A chuva que deu início a semana da prova não deu trégua e a largada teve início as 06:30 am, com os atletas em escala curricular de velocidade mais baixa largando primeiro como previsto na regra da modalidade . A subida sinuosa e íngreme até o pico contou com travessias em córregos e cachoeiras com grande volume e força das águas da chuva, pequenos trechos de singletrack em meio a floresta úmida, lamaçal, samambaias cortantes e terreno extremamente escorregadio. Com vento forte e  temperaturas baixas, os últimos 700m até o cume contavam com cordas de segurança, água e staff. Todos os atletas atingiram o cume com segurança finalizando a prova.

O VK (Vertical Kilometer®)
Quilómetro Vertical (Vertical Kilometer®) é uma disciplina da modalidade de Skyrunning, que consiste na ascensão de 1000 metros com uma inclinação significativa e que não ultrapassa os 5 km de extensão linear. O Quilômetro Vertical está dividido em três níveis de altitude (variação de ± 200 metros), a saber, dos 0- 1000 m, 1000-2000 e 2000 a 3000 metros, com 5% de tolerância.

A organização
A Horizontes Skyrace contou com uma grande união de colaboradores e voluntários que foram peças fundamentais para realização desse marco no esporte outdoor: EcoAventuras Esportes, Marcos Lamego, Valmir Lana e a Revista Trail Running. Com apoio da Assetur Caraça e patrocinadores ( Pousada Terra Mineira, Mel Santa Bárbara, Pousada Jardim dos Elefantes).

RESULTADO FINAL

Feminino
Linabel Iramaia 1h19min
Sinara Piassi 1h24min
Cal Nogueira 1h35min
Masculino
Pedro Esteves 54min
Alexandre Santiago 56min
Luis Nei Resende 58min


COM A PALAVRA OS CAMPEÕES
Pedro Esteves
"A primeira edição da Horizontes Skyrace reuniu elementos de grande dificuldade, exigindo dos atletas pré-selecionados extremo esforço e atenção, orientados pela organização impecável. Foi uma honra dividir esse marco do Trail Run nacional com todos os homens e mulheres que também fizeram parte desse desafio.
Ser campeão da primeira prova de quilômetro vertical do Brasil é motivo de muito orgulho, ainda é difícil saber qual o tamanho dessa conquista, mas certamente o tempo vai dizer, já que essa modalidade vem ganhando força pelo mundo afora. Fizemos história!".

Linabel Iramaia

“Após sete meses com apenas o volume de treinos o 1º VK Horizontes Sky Race foi como um presente. Recebido com grande alegria por poder correr em um dia nublado e chuvoso, subindo mais de 1000m de altitude com muitos obstáculos, o tornando mais desafiador. Chegar no Pico dos Horizontes foi uma mega explosão dos melhores sentimentos que o Skyrunning poderia me oferecer, foi recheado de muita adrenalina. “

Vídeo por: Raphael Lopes


Opnião dos idealizadores

Marcos Lamego

“Há 20 anos residindo em Catas Altas, aos pés do Pico dos Horizontes, fui abençoado por poder admirar esta majestosa Serra do Caraça todos os dias, o que me fez indagar: Por que várias crianças que nascem nas praias viram surfistas e poucas que nascem nas montanhas viram montanhistas? Portanto para incentivar uma ocupação e utilização da montanha de forma ordenada e com respeito iniciamos através da Terra Mineira Eventos a valorização dos esportes de Montanha como vetor deste trabalho. Em 2019 fomos os pioneiros a preparar uma prova de Trail Run para a cidade, a 1ª Corrida de Montanha de Catas Altas - EcoAventuras. Dando continuidade neste programa, iniciamos o ano de 2020 realizando a 2ª edição do evento e fomos além com a produção do 1º Km Vertical do Brasil, o Horizontes Skyrace.
Confirmando a vocação natural da charmosa Catas Altas, o pequeno município Mineiro está também sendo carinhosamente chamado de Capital Brasileira dos Esportes de Montanha, consolidando como o destino no Brasil para quem busca qualidade de vida através da prática de atividades esportivas como a Escalada, Montanhismo, Canionismo, Trekking, Trail Run, Mountain Bike, Highline, dentre outros.”

Valmir Lana

“ Descobrir o VK em Catas Altas foi um grande momento para o cenário do trail nacional, principalmente para o cenário Skyrunning, que é uma modalidade muito desenvolvida na Europa.   Catas Altas apresenta montanhas magníficas e imponentes, que é a Serra do Caraça. Tinhamos dificuldade em encontrar uma montanha que tivesse grande nível de dificuldade e alto ganho de elevação em tão pouca quilometragem. Eu como representante do Skyrunning no Brasil, dei a ideia ao Marcos Lamego para qe pudesse organizar o KV. Não ajudei na organização da prova em si mas contribuí com todo o tipo de informação sobre a modalidade desconhecida. Nas divulgações pela Revista Trail Running, consegui atingir grandes atletas do trail no Brasil e leva-los para competição. Foi um evento teste e muito complicado devido as grandes chuvas nos três dias que antecederam a prova. Devido ao clima instável, os staffs não conseguiram atingir o cume e prova foi marcada até o km 4,4 com o ganho menor de elevação, porém homologada como o primeiro VK do Brasil. A realização de uma prova com esse nível de dificuldade, fomenta, e trás uma novidade dentro do cenário trail, sendo como uma nova opção que incentivará mais atletas a participarem. Espero que em breve surjam mais Kms Verticais  Brasil afora. Sonho um dia quem sabe criar um circuito de Km Vertical no Brasil. Buscar, inovar e criar novos atletas de novas modalidades e fazer o trail crescer, passa por essas ações. Demos um passo muito importante e quero parabenizar o organizador Marcos Lamego, por ter tido peito de realizar algo que ele nunca tinha feito antes.   Parabenizo também os staffs que pernoitaram na montanha e os atletas que foram muito corajosos de encarar o grau de dificuldade dessa prova.”

Desafio Espírito Guerreiro da Selva

Senão o primeiro, um dos primeiros eventos esportivos a se realizarem com protocolos aplicados em virtude da pandemia!

1- Quais os procedimentos para adequar o evento às normas locais?

Localmente não há uma norma específica, isso não foi elaborado, nós que tivemos a iniciativa e apresentamos o protocolo que iríamos utilizar para a FVS (fundação de vigilância sanitária), e recomendaram que teríamos que seguir o máximo de participantes conforme rege o decreto atual (menos de 200 pessoas).

2- qual o número de atletas inscritos e qual seria caso não houvesse pandemia?

Para adequar ao número máximo de 200, limitamos as inscrições por modalidade de acordo com o horário de largada e previsão de chegada, com isso conseguimos adequar para até 285 inscritos, pois tínhamos largadas de 6h27min até às 6h50min para as modalidades Guerreiro da Selva (ultra de 56 + MTB + obstáculos) e a ultra de 56k, em seguida a modalidade obstáculos – Competição com largada de 7h15min até 7h45mim, depois trail run de 5,6k de 8h até às 8h15mim, a modalidade obstáculos diversão foi de8h30min até 8h50min a modalidade MTB das 15h às 15h30min e após o MTB em sequência a sua chegada às largadas para obstáculos da modalidade Guerreiro da Selva!

Caso não houvesse a pandemia, teríamos entre 1.200 e 1.500 participantes em todas as modalidades e 2 dias de evento!

3- quais as distâncias disputadas e como se desenvolveu o evento?

– Guerreiro da selva com 56k de trail run, 16,8k de MTB e 5k de obstáculos;
-Ultra Trail com 56k e limite de 8h para cumprir as 10 voltas;
Ultra trail com voltas livres em 8 horas;
– Trail Run de 5,6k;
– corrida de obstáculos com 5k e 16 obstáculos;
– MTB com 16,8k.

Pela manhã iniciamos com a modalidade Guerreiro da Selva seguido da Ultra Trail, e seguindo a sequência de largada conforme citamos na respota anterior!

4- qual foi a aceitação por parte dos atletas em seguirem os protocolos?

Excelente na retirada de Kits, na chegada ao evento até um certo horário, depois com o excesso de calor e redução do número de presentes no evento o uso de máscara foi sendo deixado de lado, e na chegada, percebemos que não há como colocar uma máscara devido ao sprint final e necessidade de recuperação do nível calmo de respiração e ajustamos deixando o atleta em uma área aberta até se recuperar para depois usar a máscara e esse ponto foi meio obedecido, uns iam embora direto outros colocavam e depois uns tiravam ou outros permaneciam, isso é um hábito novo e entendemos perfeitamente, eu mesmo tirei inúmeras vezes para falar ao microfone, beber água, fazer fotos, chamar um Staff, orientar alguma situação etc, é preciso um bom senso nessa percepção do uso da máscara e também lembrar que estávamos em um local verde, aberto e os presentes no aguardo do atleta convivem juntos e vem no mesmo carro, ou seja, entre eles, distanciados dos demais, não trás o risco, e é como culturalmente em Manaus essa situação está acontecendo.

5- Como foi feito o controle de largadas e chegadas?

Para cada modalidade foi criado uma forma de largada, ou de 20 em 20 atletas (Guerreiro e o Trail) ou com 5 atletas (obstáculos) ou 3 atletas (MTB), em todas cada grupo tinha um intervalo de largada, que variava de 3 a 2 min de acordo com a modalidade, e divulgamos previamente cada uma, os atletas já chegavam sabendo da sua largada e no sistema de som fazia uma chamada por número de peito e
Nome, e em seguida o atleta se dirigia ao ponto de acesso para averiguar nome e número e aferir temperatura, aí ele adentrava não arena de largada e se posicionava em um cones equidistantes 1,5m entre si até a o sinal de largada.

A chegada era computado o horário e não tinha a entrega de medalha, frutas e hidratação, apenas um espaço para sua saída e em seguida ele era orientado a colocar a máscara e se direcionava as tendas para hidratar e receber medalha e frutas.

6- podemos dizer que já é possível a normalização dos eventos esportivos? Se sim, sob quais condições?

Manaus sim! As condições são as que utilizamos, os protocolos foram bem recebidos, foi missão real, não era um teste e pequenas adequações voltadas ao bom senso e constante lembrança do uso das Máscaras torna tudo um ótimo ambiente!

7- qual sua avaliação sobre o evento e quais lições pôde-se tirar para os próximos?

Superou em muito nossa expectativa, total união atletas e organização, todos felizes, nos sentimos seguros e tivemos um excelente domingo!
A Lição é policiar mais o uso das máscaras e criar uma área de recuperação para o atleta tem um tempo até ser exigido o uso da máscara novamente!

Raiz trail

Quem somos

A RAIZ TRAIL nasceu oficialmente em 25 de Novembro de 2017 em um evento na zona sul de Porto Alegre com a presença de mais de 200 pessoas de várias cidades do estado.

No evento foi realizado uma corrida em forma de desafio e um percurso de aproximadamente 10km para iniciantes e familiares. O alcance do evento superou as expectativas dos organizadores e ganhou as redes sociais pelo país.

Mas o Projeto RAIZ TRAIL nasceu bem antes em Dezembro de 2016, do desejo de cinco gaúchos apaixonados pelo trailrunning (corrida em trilhas). Rodrigo Berta, Daniel Gohl, Cristiano Fetter, André Siegle e Émerson Corrales.

Estes cinco amigos que as trilhas fizeram o favor em unir decidiram que queriam fazer algo mais pelo esporte e entraram de cabeça nesse sonho.
Mas o que é o Projeto Raiz Trail?

PROJETO MANITU – em Algonquino – energia vital, imanente aos homens, animais, plantas e fenômenos naturais – Projeto Raiz Trail de fomento ao trail gaúcho através de ações voltadas para os atletas e para as comunidades de Porto Alegre e Região.

Dividido nos seguintes subprojetos:

Nipa wa (Team Raiz Trail) em Iorubá – Equipe – Possuir uma equipe de Trail Running inpara incentivar atletas gaúchos a se desenvolverem e, ainda, incentivar o surgimento de novos atletas.
Raràmuri (Escolinha) em Tarahumara – Planta Corredora ou, também, os dos pés ligeiros – Implementar uma Escolinha Trail para crianças e jovens carentes nos locais onde treinamos.
Ibiporã (Meio Ambiente) em Tupi Guarani – Terra Bonita – Realizar ações de preservação do meio ambiente e minimização dos impactos nos morros e locais por onde praticamos nosso esporte.
Aroha (Social) em Maori – Carinho – Ações sociais de apoio e arrecadações para creches, abrigos e asilos das comunidades nesses locais.

A Raiz Trail vê o seu desenvolvimento através dos seguintes ditames:

Missão

Organizar, Divulgar e Desenvolver eventos e atividades voltadas para o Trailrunning , garantindo a prática do esporte em contato com a natureza de forma simples e sustentável, gerando para o público sensação de bem-estar, saúde e felicidade.

Visão

Ser referência e fonte de irradiação do Trailrunning no RS.

Valores:

Simplicidade
Organização
Amizade
Respeito ao Meio Ambiente
Responsabilidade Social
Sustentabilidade
Superação
Amor à Montanha

Xterra

Viemos falar com vocês sobre o Calendário XTERRA Brazil 2020.

Depois de analisarmos bastante todos os cenários possíveis e seguros para realização das nossas etapas, colocando sempre em primeiro lugar a segurança e saúde dos nossos atletas e de toda a equipe, entendemos que ainda não podemos realizar 4 etapas do nosso calendário. São elas:

XTERRA Costa Verde, em Mangaratiba | 8 e 9 de agosto

XTERRA Ibitipoca | 29 e 30 de agosto

XTERRA Brazil, em llhabela | 10 e 20 de setembro

XTERRA Vale do Café | 31 de outubro e 1 de novembro

Nossa previsão é de realizar fisicamente as duas últimas etapas do calendário:

XTERRA Estrada Real – 7 e 8 de novembro

XTERRA Búzios – 5 e 6 de dezembro

O que acontece com a sua inscrição?

Para todos os atletas inscritos nas 4 primeiras etapas do nosso calendário, concedemos 4 opções:

  1. Transferir a sua inscrição para uma das etapas que serão realizadas fisicamente: XTERRA Estrada Real, em Tiradentes (7 e 8 de novembro) e XTERRA Búzios (5 e 6 de dezembro).
  2. Doar o valor da sua inscrição para a instituição AÇÃO DA CIDADANIA, abatendo taxas e impostos. AÇÃO DA CIDADANIA é uma ONG que tem trabalhado bastante durante a pandemia para levar comida à famílias carentes. Saiba mais sobre o ADC aqui https://www.acaodacidadania.com.br/ .
  3. Converter todo o valor da sua inscrição em crédito na XTERRA Store.
  4. As 4 etapas físicas terão versões virtuais, no XTERRA VR Club, com desafios que irão simular os desafios das etapas físicas, além de ranking e premiação exclusivos.

A quarta opção é transferir a sua inscrição física para a virtual com as vantagens de :

  • receber em casa o kit da prova com frete grátis;
  • ganhar um vale comprar no valor de 25% da sua inscrição para usar na XTERRA Store.

Para registrar a sua escolha é simples: basta clicar AQUI e preencher o formulário até o dia 7 de agosto de 2020. A equipe de atendimento entrará em contato após o fechamento do tempo de preenchimento do formulário.

Qualquer dúvida, nossa equipe de atendimento está à disposição para ajudar por e-mail ([email protected]) ou por WhatsApp (21 97131-4797), em dias úteis de 10h às 19h.

A cada dia que passa, mais fortes e mais unidos!

Seguimos juntos todos os dias em nossas redes sociais e agora ainda mais juntos nos finais de semana com os desafios do #XTERRAVR Club, de acordo com as restrições de isolamento social.

Todo 5km é uma grande vitória, somos todos verdadeiros guerreiros na batalha da vida!

Reforçamos a todos que mantenham os cuidados necessários, e que assim como nós, acreditem que dias melhores estão sempre por vir!

A Família XTERRA sempre irá manter acesa a chama que move cada um de nós: o amor pelo esporte e o contato com a natureza.

Um grande abraço a todos!

Se cuidem.

Equipe XTERRA Brazil

Estivemos, a convite da organização, em Nova Trento/SC para fazer o reconhecimento dos percursos da prova que está agendada para dia 27 de setembro deste ano. 

A primeira edição de um evento gera um pouco de desconfiança em relação a tudo, percurso, marcação, estrutura, capacidade de receber os atletas e toda esta desconfiança é justa, vivemos num país onde não temos muitos eventos com apoios de prefeituras e empresas, além de, muitas vezes, os responsáveis serem pessoas que não tem muita experiência em organizar eventos, ainda mais em se tratando de um evento que vem se desenhando grande para o cenário Trail. 

Fizemos um “ao vivo” dia 07 de junho onde falamos sobre todos estes pontos e também sobre muitos outros pontos, este “ao vivo” está disponível no nosso canal do YouTube e também em formato de podcast e você poderá ouvir a qualquer momento e tirar suas dúvidas. 

De qualquer forma, é preciso que falemos sobre estes pontos para que você entenda porque esta prova pode ganhar sua simpatia e lhe proporcionar uma grande experiência, afinal, este é o grande objetivo de 90% dos atletas de Trail e Ultra Trail em qualquer lugar do planeta. 

Estrutura: a primeira coisa que já nos dá segurança é a questão de suporte das autoridades locais e também dos moradores da região. Prefeitura, empresários e moradores abraçaram o evento com muita boa vontade, os proprietários de terrenos onde a prova passa estão liberando a passagem com muita boa vontade, pudemos presenciar um momento de conversa entre os organizadores e um destes proprietários e ficou nítida a boa vontade e disponibilidade deles com a prova. 

Outro ponto importante é patrocínio de empresas e como já havia dito, a Mons tem empresas que abraçaram o evento e isso possibilita que o evento trabalhe com mais tranquilidade. 

Percursos: Serão realizados 5 percursos (12, 25, 55, 85 e 104km), com uma relação média de 70% de trilha, 25% estradão e 5% asfalto. Na verdade, os trechos de estradão e asfalto é praticamente ligação entre uma montanha e outra, o que não tem muito como fugir disso. 

O tipo de terreno é basicamente de floresta fechada, com trilhas técnicas e mais travadas onde correr não é nada fácil, entretanto é possível correr bem e solto por muitos quilômetros, inclusive é um dos pontos mais positivos da prova, o mix de terreno travado e terreno corrível. 

O tênis ideal para prova é com um grip bom e em caso de chuvas, é bom caprichar no grip e proteção no cabedal, pois os chutes em galhos e pedras são inevitáveis. Eu utilizei o Columbia Montrail TransAlps, (cupom 15% no site da equilíbrio esportes: EQUILIBRIORTR), um tênis com muito grip e muita proteção no cabedal, foi uma ótima escolha. 

Uso de luvas é recomendado também por conta de termos muitos locais para nos segurar nas descidas e nos puxar nas subidas, bem como em caso de um tombo você proteger suas mãos. 

Trekking poles é aconselhável para uso em estradas pois elas tem muita subida, nas trilhas aconselhamos utilizar as mãos mesmo. 

Como chegar e onde ficar: Dois aeroportos atendem bem, uma vez que estão praticamente à mesma distância de Nova Trento; você pode chegar por Navegantes ou Florianópolis e pode se hospedar tanto em Nova Trento, Brusque, Tijucas,Porto Belo, até em Balneário Camboriú; opções não faltam. Você pode buscar mais informações de onde se hospedar no site da NeoTur (www.neoturismo.tur.br). As inscrições estão abertas no site da Ticket agora (https://www.ticketagora.com.br/e/mons-ultra-trail-29228)

Odisseia Trail Run

Conversamos com os organizadores da UT Eventos, Maicon Cellarius, Débora e Pamplona.

No bate-papo falamos sobre toda a mística do evento multietapas “Odisseia Trail Run”, evento que foi cancelado em 2020 por conta da pandemia, entretanto, acontece no dia 12 de setembro a versão virtual da prova.

Mais informações da prova pelo site: http://www.uteventos.com.br/odisseiaultratrailrun2020

Acompanhem a entrevista:

Perdidos

Nos dias 12 e 13 de julho, as montanhas paranaenses da região de Tijucas do Sul receberam a tradicional Ultramaratona dos Perdidos, que, neste ano, valeu como a primeira edição do Campeonato Sul Americano de Skyrunning, reunindo 530 atletas de seis seleções: Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela.

A competição foi disputada nas modalidades Sky (45 km e 2.900m+) e Ultra (80 km e 4.100m+) e teve a hegemonia dos atletas brasileiros, que se tornaram os primeiros campeões de Skyrunning da América do Sul. Na modalidade Ultra, os campeões, no masculino e feminino, foram Cleverson del Secchi, com o tempo de 10h09’59” e Maria Lúcia Zanetti, que concluiu em 12h46’54”.  Já na modalidade Sky, Rogério Silvestrin bateu seu próprio recorde por quase 12 minutos e foi o campeão, com o tempo de 04h49’49” e, no feminino, Letícia Saltori foi a campeã, com 06h09’30”.

Confira o pódio completo de cada modalidade do Sul Americano:

80 km – Masculino

1 – Cleverson del Secchi – Brasil – 10h09’59”

2 – Wellington Noronha – Brasil – 10h24’42”

3 – Luis Andrés Scollo – Peru – 10h59’37”

80 km – Feminino

1 – Maria Lúcia Zanetti – Brasil – 12h46’54”.

2 – Elizabete Dias do Prado – Brasil – 13h18’08”

3 – Claudia Nogueira – Brasil – 13h47’45”

45 km – Masculino

1 – Rogério Silvestrin – Brasil – 04h49’49”

2 – Chico Santos – Brasil – 05h12’12”

3 – José Virgínio de Morais – Brasil – 05h29’57”

45 km – Feminino

1 – Letícia Saltori – Brasil – 06h09’30”.

2 – Marylin Enriquez Jurado – Peru – 06h18’17”

3 – Jasieli Dalla Rosa – Brasil – 06h28’49”

De acordo com Ricardo Tourinho Beraldi, coordenador da prova, a competição atendeu às expectativas da organização. “Foi uma experiência muito boa poder ter sediado esse evento, pois tivemos que nos doar ainda mais para que o campeonato não fosse comprometido por falhas internas e externas, o que nos deu ainda mais know how”.

Segundo ele, a inclusão da prova como campeonato continental, sendo a primeira edição Sul Americana, representa um grande fortalecimento para o trail running, em especial o Skyrunning. “É motivador para os atletas e sempre ajuda a elevar o nível, inclusive dos eventos organizados”.

O campeonato continental é realizado de dois em dois anos, intercalado com o mundial da modalidade. Segundo Tourinho, o Brasil poderá sediar novamente o Sul Americano, mas a modalidade precisa atingir os outros países também que merecem este crescimento. “Nossa missão é fazer este intercâmbio com nossos atletas; correndo em outros países conhecemos novas culturas, experiências, terrenos e climas, o que, no final, vai sempre acumular para aquela experiência que o atleta precisa para adquirir sempre mais habilidade”, destaca.

O sucesso dessa primeira edição do Sul Americano foi tão grande, que gerou grande repercussão na mídia internacional especializada. “Isso foi incrível! Mas temos que agradecer a ISF Brasil, que fez um trabalho muito bom e conseguiu dar a notoriedade. Tivemos muitos fatores que, juntos, deram toda esta visibilidade”.

Um desses fatores, segundo o organizador, foi a boa vontade da equipe da ISF Internacional, que estava empolgada com o Continental, pois, para eles, era muito importante o Skyrunning saindo do âmbito europeu. Ele também citou a Revista Trail Running, que deu ótimo suporte, do engajamento de todos os atletas, não só das seleções que, por meio das mídias sociais, deram muita visibilidade positiva ao evento e muitos outros fatores. “E isso foi um passo importante. Esperamos colher frutos lá na frente”.

Apesar de ser uma competição continental, a presença de outros países foi relativamente baixa. Tourinho atribui a situação a alguns fatores. Segundo ele, uma das metas da organização era dar alojamento para as seleções com as refeições completas, no entanto, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar e todos os outros lugares negaram apoio nesse sentido. “Isso foi um grande problema e a organização não tinha como bancar esse cenário ideal. Os países vizinhos da América do Sul também não estão em uma situação financeira boa, então não ter esses benefícios certamente fez com que muitos não viessem. Mas o fato é que, mesmo não sendo de uma seleção, o Continental era em disputa aberta entre todos os inscritos e aí sim senti falta de mais gente de fora, da Argentina principalmente, onde temos uma das grandes potências da América do Sul”.

Quando acreditamos fielmente que somos bons no que fazemos, que temos pessoas comprometidas e atletas que confiam em nosso trabalho, fica muito mais prazeroso.

Os bastidores são compartilhados por poucos, mas de extrema competência e que sabem resolver problemas com muita estratégia. Orgulho em ter feito história com o primeiro campeonato continental de Skyrunning da América do Sul e por ter proporcionado disputas de alto nível, em um percurso que, em minha opinião, é o melhor percurso de CORRIDA EM MONTANHA que temos. Ali tem muito planejamento, esforço, dedicação e conhecimento, além de um engajamento com a comunidade em trilhas espetaculares. Foi ÉPICO!

 

Ricardo Tourinho Beraldi – Organizador da Ultramaratona dos Perdidos