Desafio Espírito Guerreiro da Selva

Senão o primeiro, um dos primeiros eventos esportivos a se realizarem com protocolos aplicados em virtude da pandemia!

1- Quais os procedimentos para adequar o evento às normas locais?

Localmente não há uma norma específica, isso não foi elaborado, nós que tivemos a iniciativa e apresentamos o protocolo que iríamos utilizar para a FVS (fundação de vigilância sanitária), e recomendaram que teríamos que seguir o máximo de participantes conforme rege o decreto atual (menos de 200 pessoas).

2- qual o número de atletas inscritos e qual seria caso não houvesse pandemia?

Para adequar ao número máximo de 200, limitamos as inscrições por modalidade de acordo com o horário de largada e previsão de chegada, com isso conseguimos adequar para até 285 inscritos, pois tínhamos largadas de 6h27min até às 6h50min para as modalidades Guerreiro da Selva (ultra de 56 + MTB + obstáculos) e a ultra de 56k, em seguida a modalidade obstáculos – Competição com largada de 7h15min até 7h45mim, depois trail run de 5,6k de 8h até às 8h15mim, a modalidade obstáculos diversão foi de8h30min até 8h50min a modalidade MTB das 15h às 15h30min e após o MTB em sequência a sua chegada às largadas para obstáculos da modalidade Guerreiro da Selva!

Caso não houvesse a pandemia, teríamos entre 1.200 e 1.500 participantes em todas as modalidades e 2 dias de evento!

3- quais as distâncias disputadas e como se desenvolveu o evento?

– Guerreiro da selva com 56k de trail run, 16,8k de MTB e 5k de obstáculos;
-Ultra Trail com 56k e limite de 8h para cumprir as 10 voltas;
Ultra trail com voltas livres em 8 horas;
– Trail Run de 5,6k;
– corrida de obstáculos com 5k e 16 obstáculos;
– MTB com 16,8k.

Pela manhã iniciamos com a modalidade Guerreiro da Selva seguido da Ultra Trail, e seguindo a sequência de largada conforme citamos na respota anterior!

4- qual foi a aceitação por parte dos atletas em seguirem os protocolos?

Excelente na retirada de Kits, na chegada ao evento até um certo horário, depois com o excesso de calor e redução do número de presentes no evento o uso de máscara foi sendo deixado de lado, e na chegada, percebemos que não há como colocar uma máscara devido ao sprint final e necessidade de recuperação do nível calmo de respiração e ajustamos deixando o atleta em uma área aberta até se recuperar para depois usar a máscara e esse ponto foi meio obedecido, uns iam embora direto outros colocavam e depois uns tiravam ou outros permaneciam, isso é um hábito novo e entendemos perfeitamente, eu mesmo tirei inúmeras vezes para falar ao microfone, beber água, fazer fotos, chamar um Staff, orientar alguma situação etc, é preciso um bom senso nessa percepção do uso da máscara e também lembrar que estávamos em um local verde, aberto e os presentes no aguardo do atleta convivem juntos e vem no mesmo carro, ou seja, entre eles, distanciados dos demais, não trás o risco, e é como culturalmente em Manaus essa situação está acontecendo.

5- Como foi feito o controle de largadas e chegadas?

Para cada modalidade foi criado uma forma de largada, ou de 20 em 20 atletas (Guerreiro e o Trail) ou com 5 atletas (obstáculos) ou 3 atletas (MTB), em todas cada grupo tinha um intervalo de largada, que variava de 3 a 2 min de acordo com a modalidade, e divulgamos previamente cada uma, os atletas já chegavam sabendo da sua largada e no sistema de som fazia uma chamada por número de peito e
Nome, e em seguida o atleta se dirigia ao ponto de acesso para averiguar nome e número e aferir temperatura, aí ele adentrava não arena de largada e se posicionava em um cones equidistantes 1,5m entre si até a o sinal de largada.

A chegada era computado o horário e não tinha a entrega de medalha, frutas e hidratação, apenas um espaço para sua saída e em seguida ele era orientado a colocar a máscara e se direcionava as tendas para hidratar e receber medalha e frutas.

6- podemos dizer que já é possível a normalização dos eventos esportivos? Se sim, sob quais condições?

Manaus sim! As condições são as que utilizamos, os protocolos foram bem recebidos, foi missão real, não era um teste e pequenas adequações voltadas ao bom senso e constante lembrança do uso das Máscaras torna tudo um ótimo ambiente!

7- qual sua avaliação sobre o evento e quais lições pôde-se tirar para os próximos?

Superou em muito nossa expectativa, total união atletas e organização, todos felizes, nos sentimos seguros e tivemos um excelente domingo!
A Lição é policiar mais o uso das máscaras e criar uma área de recuperação para o atleta tem um tempo até ser exigido o uso da máscara novamente!

Raiz trail

Quem somos

A RAIZ TRAIL nasceu oficialmente em 25 de Novembro de 2017 em um evento na zona sul de Porto Alegre com a presença de mais de 200 pessoas de várias cidades do estado.

No evento foi realizado uma corrida em forma de desafio e um percurso de aproximadamente 10km para iniciantes e familiares. O alcance do evento superou as expectativas dos organizadores e ganhou as redes sociais pelo país.

Mas o Projeto RAIZ TRAIL nasceu bem antes em Dezembro de 2016, do desejo de cinco gaúchos apaixonados pelo trailrunning (corrida em trilhas). Rodrigo Berta, Daniel Gohl, Cristiano Fetter, André Siegle e Émerson Corrales.

Estes cinco amigos que as trilhas fizeram o favor em unir decidiram que queriam fazer algo mais pelo esporte e entraram de cabeça nesse sonho.
Mas o que é o Projeto Raiz Trail?

PROJETO MANITU – em Algonquino – energia vital, imanente aos homens, animais, plantas e fenômenos naturais – Projeto Raiz Trail de fomento ao trail gaúcho através de ações voltadas para os atletas e para as comunidades de Porto Alegre e Região.

Dividido nos seguintes subprojetos:

Nipa wa (Team Raiz Trail) em Iorubá – Equipe – Possuir uma equipe de Trail Running inpara incentivar atletas gaúchos a se desenvolverem e, ainda, incentivar o surgimento de novos atletas.
Raràmuri (Escolinha) em Tarahumara – Planta Corredora ou, também, os dos pés ligeiros – Implementar uma Escolinha Trail para crianças e jovens carentes nos locais onde treinamos.
Ibiporã (Meio Ambiente) em Tupi Guarani – Terra Bonita – Realizar ações de preservação do meio ambiente e minimização dos impactos nos morros e locais por onde praticamos nosso esporte.
Aroha (Social) em Maori – Carinho – Ações sociais de apoio e arrecadações para creches, abrigos e asilos das comunidades nesses locais.

A Raiz Trail vê o seu desenvolvimento através dos seguintes ditames:

Missão

Organizar, Divulgar e Desenvolver eventos e atividades voltadas para o Trailrunning , garantindo a prática do esporte em contato com a natureza de forma simples e sustentável, gerando para o público sensação de bem-estar, saúde e felicidade.

Visão

Ser referência e fonte de irradiação do Trailrunning no RS.

Valores:

Simplicidade
Organização
Amizade
Respeito ao Meio Ambiente
Responsabilidade Social
Sustentabilidade
Superação
Amor à Montanha

Xterra

Viemos falar com vocês sobre o Calendário XTERRA Brazil 2020.

Depois de analisarmos bastante todos os cenários possíveis e seguros para realização das nossas etapas, colocando sempre em primeiro lugar a segurança e saúde dos nossos atletas e de toda a equipe, entendemos que ainda não podemos realizar 4 etapas do nosso calendário. São elas:

XTERRA Costa Verde, em Mangaratiba | 8 e 9 de agosto

XTERRA Ibitipoca | 29 e 30 de agosto

XTERRA Brazil, em llhabela | 10 e 20 de setembro

XTERRA Vale do Café | 31 de outubro e 1 de novembro

Nossa previsão é de realizar fisicamente as duas últimas etapas do calendário:

XTERRA Estrada Real – 7 e 8 de novembro

XTERRA Búzios – 5 e 6 de dezembro

O que acontece com a sua inscrição?

Para todos os atletas inscritos nas 4 primeiras etapas do nosso calendário, concedemos 4 opções:

  1. Transferir a sua inscrição para uma das etapas que serão realizadas fisicamente: XTERRA Estrada Real, em Tiradentes (7 e 8 de novembro) e XTERRA Búzios (5 e 6 de dezembro).
  2. Doar o valor da sua inscrição para a instituição AÇÃO DA CIDADANIA, abatendo taxas e impostos. AÇÃO DA CIDADANIA é uma ONG que tem trabalhado bastante durante a pandemia para levar comida à famílias carentes. Saiba mais sobre o ADC aqui https://www.acaodacidadania.com.br/ .
  3. Converter todo o valor da sua inscrição em crédito na XTERRA Store.
  4. As 4 etapas físicas terão versões virtuais, no XTERRA VR Club, com desafios que irão simular os desafios das etapas físicas, além de ranking e premiação exclusivos.

A quarta opção é transferir a sua inscrição física para a virtual com as vantagens de :

  • receber em casa o kit da prova com frete grátis;
  • ganhar um vale comprar no valor de 25% da sua inscrição para usar na XTERRA Store.

Para registrar a sua escolha é simples: basta clicar AQUI e preencher o formulário até o dia 7 de agosto de 2020. A equipe de atendimento entrará em contato após o fechamento do tempo de preenchimento do formulário.

Qualquer dúvida, nossa equipe de atendimento está à disposição para ajudar por e-mail ([email protected]) ou por WhatsApp (21 97131-4797), em dias úteis de 10h às 19h.

A cada dia que passa, mais fortes e mais unidos!

Seguimos juntos todos os dias em nossas redes sociais e agora ainda mais juntos nos finais de semana com os desafios do #XTERRAVR Club, de acordo com as restrições de isolamento social.

Todo 5km é uma grande vitória, somos todos verdadeiros guerreiros na batalha da vida!

Reforçamos a todos que mantenham os cuidados necessários, e que assim como nós, acreditem que dias melhores estão sempre por vir!

A Família XTERRA sempre irá manter acesa a chama que move cada um de nós: o amor pelo esporte e o contato com a natureza.

Um grande abraço a todos!

Se cuidem.

Equipe XTERRA Brazil

Estivemos, a convite da organização, em Nova Trento/SC para fazer o reconhecimento dos percursos da prova que está agendada para dia 27 de setembro deste ano. 

A primeira edição de um evento gera um pouco de desconfiança em relação a tudo, percurso, marcação, estrutura, capacidade de receber os atletas e toda esta desconfiança é justa, vivemos num país onde não temos muitos eventos com apoios de prefeituras e empresas, além de, muitas vezes, os responsáveis serem pessoas que não tem muita experiência em organizar eventos, ainda mais em se tratando de um evento que vem se desenhando grande para o cenário Trail. 

Fizemos um “ao vivo” dia 07 de junho onde falamos sobre todos estes pontos e também sobre muitos outros pontos, este “ao vivo” está disponível no nosso canal do YouTube e também em formato de podcast e você poderá ouvir a qualquer momento e tirar suas dúvidas. 

De qualquer forma, é preciso que falemos sobre estes pontos para que você entenda porque esta prova pode ganhar sua simpatia e lhe proporcionar uma grande experiência, afinal, este é o grande objetivo de 90% dos atletas de Trail e Ultra Trail em qualquer lugar do planeta. 

Estrutura: a primeira coisa que já nos dá segurança é a questão de suporte das autoridades locais e também dos moradores da região. Prefeitura, empresários e moradores abraçaram o evento com muita boa vontade, os proprietários de terrenos onde a prova passa estão liberando a passagem com muita boa vontade, pudemos presenciar um momento de conversa entre os organizadores e um destes proprietários e ficou nítida a boa vontade e disponibilidade deles com a prova. 

Outro ponto importante é patrocínio de empresas e como já havia dito, a Mons tem empresas que abraçaram o evento e isso possibilita que o evento trabalhe com mais tranquilidade. 

Percursos: Serão realizados 5 percursos (12, 25, 55, 85 e 104km), com uma relação média de 70% de trilha, 25% estradão e 5% asfalto. Na verdade, os trechos de estradão e asfalto é praticamente ligação entre uma montanha e outra, o que não tem muito como fugir disso. 

O tipo de terreno é basicamente de floresta fechada, com trilhas técnicas e mais travadas onde correr não é nada fácil, entretanto é possível correr bem e solto por muitos quilômetros, inclusive é um dos pontos mais positivos da prova, o mix de terreno travado e terreno corrível. 

O tênis ideal para prova é com um grip bom e em caso de chuvas, é bom caprichar no grip e proteção no cabedal, pois os chutes em galhos e pedras são inevitáveis. Eu utilizei o Columbia Montrail TransAlps, (cupom 15% no site da equilíbrio esportes: EQUILIBRIORTR), um tênis com muito grip e muita proteção no cabedal, foi uma ótima escolha. 

Uso de luvas é recomendado também por conta de termos muitos locais para nos segurar nas descidas e nos puxar nas subidas, bem como em caso de um tombo você proteger suas mãos. 

Trekking poles é aconselhável para uso em estradas pois elas tem muita subida, nas trilhas aconselhamos utilizar as mãos mesmo. 

Como chegar e onde ficar: Dois aeroportos atendem bem, uma vez que estão praticamente à mesma distância de Nova Trento; você pode chegar por Navegantes ou Florianópolis e pode se hospedar tanto em Nova Trento, Brusque, Tijucas,Porto Belo, até em Balneário Camboriú; opções não faltam. Você pode buscar mais informações de onde se hospedar no site da NeoTur (www.neoturismo.tur.br). As inscrições estão abertas no site da Ticket agora (https://www.ticketagora.com.br/e/mons-ultra-trail-29228)

Odisseia Trail Run

Conversamos com os organizadores da UT Eventos, Maicon Cellarius, Débora e Pamplona.

No bate-papo falamos sobre toda a mística do evento multietapas “Odisseia Trail Run”, evento que foi cancelado em 2020 por conta da pandemia, entretanto, acontece no dia 12 de setembro a versão virtual da prova.

Mais informações da prova pelo site: http://www.uteventos.com.br/odisseiaultratrailrun2020

Acompanhem a entrevista:

Perdidos

Nos dias 12 e 13 de julho, as montanhas paranaenses da região de Tijucas do Sul receberam a tradicional Ultramaratona dos Perdidos, que, neste ano, valeu como a primeira edição do Campeonato Sul Americano de Skyrunning, reunindo 530 atletas de seis seleções: Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela.

A competição foi disputada nas modalidades Sky (45 km e 2.900m+) e Ultra (80 km e 4.100m+) e teve a hegemonia dos atletas brasileiros, que se tornaram os primeiros campeões de Skyrunning da América do Sul. Na modalidade Ultra, os campeões, no masculino e feminino, foram Cleverson del Secchi, com o tempo de 10h09’59” e Maria Lúcia Zanetti, que concluiu em 12h46’54”.  Já na modalidade Sky, Rogério Silvestrin bateu seu próprio recorde por quase 12 minutos e foi o campeão, com o tempo de 04h49’49” e, no feminino, Letícia Saltori foi a campeã, com 06h09’30”.

Confira o pódio completo de cada modalidade do Sul Americano:

80 km – Masculino

1 – Cleverson del Secchi – Brasil – 10h09’59”

2 – Wellington Noronha – Brasil – 10h24’42”

3 – Luis Andrés Scollo – Peru – 10h59’37”

80 km – Feminino

1 – Maria Lúcia Zanetti – Brasil – 12h46’54”.

2 – Elizabete Dias do Prado – Brasil – 13h18’08”

3 – Claudia Nogueira – Brasil – 13h47’45”

45 km – Masculino

1 – Rogério Silvestrin – Brasil – 04h49’49”

2 – Chico Santos – Brasil – 05h12’12”

3 – José Virgínio de Morais – Brasil – 05h29’57”

45 km – Feminino

1 – Letícia Saltori – Brasil – 06h09’30”.

2 – Marylin Enriquez Jurado – Peru – 06h18’17”

3 – Jasieli Dalla Rosa – Brasil – 06h28’49”

De acordo com Ricardo Tourinho Beraldi, coordenador da prova, a competição atendeu às expectativas da organização. “Foi uma experiência muito boa poder ter sediado esse evento, pois tivemos que nos doar ainda mais para que o campeonato não fosse comprometido por falhas internas e externas, o que nos deu ainda mais know how”.

Segundo ele, a inclusão da prova como campeonato continental, sendo a primeira edição Sul Americana, representa um grande fortalecimento para o trail running, em especial o Skyrunning. “É motivador para os atletas e sempre ajuda a elevar o nível, inclusive dos eventos organizados”.

O campeonato continental é realizado de dois em dois anos, intercalado com o mundial da modalidade. Segundo Tourinho, o Brasil poderá sediar novamente o Sul Americano, mas a modalidade precisa atingir os outros países também que merecem este crescimento. “Nossa missão é fazer este intercâmbio com nossos atletas; correndo em outros países conhecemos novas culturas, experiências, terrenos e climas, o que, no final, vai sempre acumular para aquela experiência que o atleta precisa para adquirir sempre mais habilidade”, destaca.

O sucesso dessa primeira edição do Sul Americano foi tão grande, que gerou grande repercussão na mídia internacional especializada. “Isso foi incrível! Mas temos que agradecer a ISF Brasil, que fez um trabalho muito bom e conseguiu dar a notoriedade. Tivemos muitos fatores que, juntos, deram toda esta visibilidade”.

Um desses fatores, segundo o organizador, foi a boa vontade da equipe da ISF Internacional, que estava empolgada com o Continental, pois, para eles, era muito importante o Skyrunning saindo do âmbito europeu. Ele também citou a Revista Trail Running, que deu ótimo suporte, do engajamento de todos os atletas, não só das seleções que, por meio das mídias sociais, deram muita visibilidade positiva ao evento e muitos outros fatores. “E isso foi um passo importante. Esperamos colher frutos lá na frente”.

Apesar de ser uma competição continental, a presença de outros países foi relativamente baixa. Tourinho atribui a situação a alguns fatores. Segundo ele, uma das metas da organização era dar alojamento para as seleções com as refeições completas, no entanto, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar e todos os outros lugares negaram apoio nesse sentido. “Isso foi um grande problema e a organização não tinha como bancar esse cenário ideal. Os países vizinhos da América do Sul também não estão em uma situação financeira boa, então não ter esses benefícios certamente fez com que muitos não viessem. Mas o fato é que, mesmo não sendo de uma seleção, o Continental era em disputa aberta entre todos os inscritos e aí sim senti falta de mais gente de fora, da Argentina principalmente, onde temos uma das grandes potências da América do Sul”.

Quando acreditamos fielmente que somos bons no que fazemos, que temos pessoas comprometidas e atletas que confiam em nosso trabalho, fica muito mais prazeroso.

Os bastidores são compartilhados por poucos, mas de extrema competência e que sabem resolver problemas com muita estratégia. Orgulho em ter feito história com o primeiro campeonato continental de Skyrunning da América do Sul e por ter proporcionado disputas de alto nível, em um percurso que, em minha opinião, é o melhor percurso de CORRIDA EM MONTANHA que temos. Ali tem muito planejamento, esforço, dedicação e conhecimento, além de um engajamento com a comunidade em trilhas espetaculares. Foi ÉPICO!

 

Ricardo Tourinho Beraldi – Organizador da Ultramaratona dos Perdidos

Xc - Run

No ano de 2009, com a ideia e o objetivo de oferecer aos corredores um novo desafio e conceito de prova, surgiu uma maratona trail com belíssimas paisagens, passando por variados terrenos, em uma junção de esporte, natureza, viagem e amigos. Assim o próprio organizador, Bernardo Tillman, define a XC Run, competição que é realizada em duas ocasiões, em locais distintos, porém icônicos, lindos e desafiadores, ambos no estado do Rio de Janeiro: Itaipava e Búzios, cidades com diversos atrativos turísticos para os corredores e toda a família.

Nas provas, os atletas poderão desfrutar da experiência de correr em diversos pisos, desde trechos de asfalto e paralelepípedos, passando por estradas de terra, dunas, costões e, claro, muita trilha técnica, com direito a travessias de cursos d’água.

A prova pode ser disputada nas modalidades solo e com revezamento (dupla e quarteto). Segundo Bernardo, não é todo mundo que consegue completar uma maratona, portanto, a organização optou por oferecer a opção de revezamento, estendendo a oportunidade de participação para mais atletas.

Ao longo dos anos, a prova vem crescendo e conquistando mais atletas. Na primeira edição foram pouco mais de 150 e, na quarta edição, esse número já havia aumentado em 10 vezes, reunindo 1500 atletas. A partir da sexta edição, os organizadores tiveram que limitar a 2200 participantes. De acordo com Bernando, os principais fatores do sucesso da XC Run foram o crescimento consciente da prova e a energia dos atletas. “Por parte da organização, temos um cuidado especial com cada detalhe, para que a experiência do atleta seja a melhor possível, da retirada do kit, até a premiação e a festa de confraternização”, afirma.

Mesmo com grandes desafios, como a burocracia e a falta de apoio e cultura do esporte por parte da sociedade em geral e também de patrocinadores, a organização driblou os obstáculos, consolidando a XC Run como uma das provas mais desejadas do país.

Bernardo destaca, ainda, que a expectativa para os próximos anos é continuar proporcionando uma experiência única para os atletas e investir cada vez mais nas provas kids, além de criar uma prova dentro da XC Run para os adolescentes, incentivando as futuras gerações de atletas.

Quem não correu a XC Run e bateu a vontade de conhecer os belos percursos de Itaipava e Búzios, confira as datas e informações detalhadas no site oficial da prova: www.xcrun.com.br

Silvestrim

Corri a prova Indomit Pedra do Baú 50km no ano de 2017, uma semana antes de correr os 7 dias de Peneda Gerês Trail Adventure em Portugal.

Por: Valmir Lana Jr.

Corri a prova Indomit Pedra do Baú 50km no ano de 2017, uma semana antes de correr os 7 dias de Peneda Gerês Trail Adventure em Portugal.

Não fui com foco em performance, pois poderia atrapalhar minha prova em Portugal e, parece que por correr assim, sem pressão, sem compromisso em fazer o melhor, curtimos um pouco mais e corremos felizes. E foi bem isso que aconteceu, foi uma das provas que corri mais feliz, o percurso era incrível, bem variado e tínhamos grandes nomes no start list, o que deixou a prova bem disputada.

Dois anos se passaram e hoje vejo o quanto esta mesma prova se desenvolveu em todos os quesitos, sei que agora ela tem muito mais trilha, sei que agora ela passa na Pedra do Baú, o que já me deixa louco para estar lá. Mas tem alguns outros pontos que a deixa com aquele “Status” de imperdível:

1- Ela é seletiva direta para o Mundial de Ultra Trail que acontece em junho em Portugal – quem não quer ter esta oportunidade? Com certeza a grande maioria dos atletas fortes (elites ou não) estarão lá para disputar metro-a-metro as 2 (duas) vagas para a seleção, tanto no masculino quanto no feminino.

2- Ela é a primeira prova do Circuito Ultra da ISF – Brasil (Skyrunning Brasil) que também dá vaga, ao final do circuito, para a seleção brasileira de Skyrunning, oportunidade de começar bem na pontuação Skyrunning.

3- Pontos ITRA, então se você tem intenção de correr uma das provas do UTMB, esta é uma boa oportunidade para conseguir estes tão suados pontos.

Eu, como atleta, digo que esta prova entraria no meu calendário com extrema facilidade, ela consegue reunir todos os pontos de um grande evento, esta é daquelas provas que a gente guarda dinheiro, treina focado, abdica de fins de semana para ir lá e nos divertir.

Eu, como mídia, digo que esta prova é uma das maiores do cenário trail nacional, este que vem crescendo e amadurecendo muito nos últimos anos, com toda certeza estaremos lá para mostrar tudo para vocês que nos acompanham.

Eu, como um apaixonado pelo Trail Running, digo que esta é aquela prova que valeria estar lá só para assistir (com um balde de pipoca) o pega dos atletas que andam lá na frente.

Ainda dá tempo de se inscreverem pelo site da Indomit (http://indomit.com.br/saobento/)

La Misión Brasil

A La Mision Brasil é uma prova de corrida em montanha realizada na cidade de Passa Quatro, no sul de Minas Gerais e que, desde seu renascimento, em 2017, sob a organização da Tambo TrailRun, empresa que tem como diretor Paulo Lamin, morador de Passa Quatro e um grande conhecedor da Serra Fina, local onde se passam a maioria dos percursos do evento, vem crescendo muito, com base na qualidade da organização, seja em estrutura, informação, marcação de percursos ou nos caprichos e envolvimento da cidade na prova.

Para se ter uma noção, o evento de 2017 (primeiro ano sob administração da Tambo) reuniu cerca de 250 atletas. Em 2018 o número foi quase três vezes superior e contou com 700 atletas. Já em 2019 este número chegou à incrível marca de 1.150 atletas, um crescimento de mais de 60% em relação a 2018 e quase cinco vezes superior em relação a 2017.

Segundo Paulo Lamin, isso se deve ao acolhimento da cidade de Passa Quatro para com o evento e investimentos em estrutura organizacional com objetivo de oferecer uma grande experiência ao atleta que corre a La Misión.

Paulo nos confidenciou que esse sucesso todo era parte de um trabalho a médio-longo prazo. Esperava-se que esse número de atletas fosse alcançado em 2021, ou seja, com cinco anos de administração da Tambo e, com apenas três anos, a meta já foi alcançada, um verdadeiro sucesso, que premiou o grande e consistente trabalho realizado até o momento.

Outro ponto de grande destaque foi o número de parceiros no evento: grandes marcas estavam ao lado da organização, como Salomon, umas das gigantes do cenário trail mundial e o canal “Off”, da Globo Sat, o que dá mais força ao evento.

O evento sofreu um impacto inesperado com a mudança repentina de percurso dos 50km. Houve pessoas muito insatisfeitas com a mudança, inclusive por ter acrescentado mais 09km na prova. Entretanto, a organização prontamente tratou de se desculpar pelo ocorrido de forma pública e esclareceu os motivos que os obrigaram a isso.

Paulo Lamin explicou como ele e sua equipe reagiram a essa difícil decisão de mudar o percurso de última hora e como foi administrar a situação, tanto na hora em que o evento acontecia, como no pós-prova, para demonstrar a boa fé da organização.

“Trabalhamos sempre com os planos A e B na execução dos percursos. Ao sabermos da possibilidade do incidente, nós acionamos o plano B para o percurso. Esperamos até o último momento, que seria no congresso técnico, manter o plano A, mas, por medidas de segurança, foi impossível, sendo necessária a aplicação do plano B. Na execução do plano B aconteceu um erro da organização, que foi a entrada dos atletas na Flona, o que aumentou em 09km o percurso.

Como uma forma de reconhecer e amenizar a frustração dos atletas por não terem percorrido o plano A divulgado e também terem executado uma quilometragem maior, a organização autorizou a entrega dos fleeces a todos os atletas e deu assistência pessoal e com notas explicativas, atendendo por meio de todos os meios para explicar todo o ocorrido, sem contar que estamos preparando uma ação especial para todos os inscritos nos 50km, para que esses retornem em 2020 e vivam a verdadeira experiência de ser missioneiro.”

Na distância de 15km também houve um pequeno incidente, onde alguns atletas acabaram passando por um trecho errado e mais corrível que o trecho correto e acabaram chegando primeiro que muitos atletas que fizeram o percurso correto, ocasionando muita insatisfação nos atletas.

Paulo também explicou o que houve nessa distância e quais as providências a organização tomou para que a verdade viesse à tona e ninguém fosse prejudicado.

“Os atletas mais rápidos, ao passarem pelo PC Guaranita, onde era distribuída Guaranita apenas aos atletas de 15km, alguns se confundiram na continuação da prova, saindo para um trecho de asfalto, onde mais a frente se encontrava marcação para o percurso de 35km. Com isso, nove atletas foram classificados paralelamente, uma vez que a organização não viu má-fé em seus atos. Quem executou o percurso original teve a classificação oficial da prova”.

Como diz o lema da La Misión Brasil, “não é só correr” e isso foi o maior exemplo de como uma organização de eventos deve fazer, um belíssimo trabalho pré-prova, uma grande estrutura, informação o tempo todo em todos os formatos, inclusive com uma belíssima revista, que contou a história da prova, da cidade, prestigiou os parceiros e comércio, fez um ótimo trabalho durante o evento e deu show no pós-prova, solucionando de forma clara, objetiva e satisfatória todos os problemas que ocorreram.

Agora é se programar para 2020, com a edição que será realizada no dia 15 de agosto. Mais detalhes nos contatos:

Instagram: @lamisionbrasil

Facebook: https://www.facebook.com/lamisionbrasil/

Site: www.lamisionbrasil.com.br

KTR Serra Fina

A prova longa (50km) teve largada em Itamonte e com 90% da prova por trilhas muito técnicas, onde somente na largada e chegada que o atleta passava por lugares que não por trilhas.

 Distâncias: 6km, 12km, 21km, e 50km

Local de retirada de kit: houve retirada na Estação Ferroviária de Passa Quatro. Foi muito bacana esta mudança para o centro da cidade pois facilita para os atletas e promove a interação com a cidade.

Arenas: Montada na Pousada Pedra da Mina, local de fácil acesso, bem pertinho da entrada da cidade e com muito espaço para receber todos os atletas, amigos e familiares. Estrutura de banheiro, alimentação e muita sombra para todos.

Informações: O site da prova está dentro de um outro site (XKR – Sports) onde é possível acessar qualquer etapa da KTR.
As informações disponíveis são suficientes para o atleta tirar suas dúvidas e se preparar, tem disponibilizado os mapas e perfis altimétricos, o regulamento mas existem alguns pontos a serem tratados com mais atenção, como os horários descritos no regulamento e os divulgados em redes sociais, claro que o que vale na real é o que for dito no congresso técnico, mas caso alguém não consiga assistir (o que é péssimo pois a organização fez o congresso até mesmo online – ponto positivo) pode se confundir  e comprometer sua prova.

Tirando isso, a comunicação foi eficiente, inclusive nos abasteceu de informação pertinente aos acontecimentos e divulgação das colocações.

Congresso Técnico: O congresso começou no horário marcado e com uma ótima explanação sobre todos os pontos e sanaram todas as dúvidas advindas dos atletas, o responsável, Rafael Campos, diretor de percurso, desempenhou uma grande aula.

Provas: Os percursos da KTR são muito famosos, especialmente os da Serra Fina, uma vez que na principal distância se chega ao quarto ponto mais alto do Brasil, a Pedra da Mina.

A prova longa (50km) teve largada em Itamonte e com 90% da prova por trilhas muito técnicas, onde somente na largada e chegada que o atleta passava por lugares que não por trilhas. As outras distâncias percorreram grande parte dos percursos também em trilhas e tiveram o visual das montanhas mineiras como inspiração para concluir seus desafios.

Premiação: Premiação em dinheiro para os 3 campeões gerais das provas longa, média e curta com a ressalva de ser devido somente se o evento contar com o mínimo de 500 pagantes.

Há premiação com troféu para os 3 primeiros campeões gerais e 3 primeiros de cada faixa etária para todas as distâncias.

Marcação: A marcação estava bem feita, não teve problemas e tudo transcorreu certo. Em conversa com alguns atletas de todas as distâncias não houve um só relato de marcação ruim ou falta de marcação, não houve, até onde sabemos, de atletas perdidos.

Resumo da prova: 
Participamos dos 21km (prova média), a prova se desenvolveu bem, com rigor nos horários de largada e premiação, trilhas bem marcadas, terreno técnico e muita subida e descida, como é de se esperar de uma KTR.

O cenário da Serra Fina é um espetáculo à parte, subir a mais de 2.000m de altitude, olhar para o lado e ver aquela imensidão de montanhas ao seu redor é recompensador.

Tivemos muitos atletas de elite e com grande nome no cenário nacional. Diversão garantida para todos, ótima estrutura organizacional, percursos desafiadores, competitividade e muita diversão.

A KTR – Serra Fina conseguiu fazer um grande evento, parabéns a todos envolvidos, desde Staffs, fotógrafos, organizadores e todos que lá estiveram fazendo e garantindo a diversão de tanta gente.