Hoka One One Clifton 7 – Review

Clifton 7

Novo modelo da marca francesa, ele grante Agilidade, propulsão, conforto e amortecimento.


Um tênis para treinos e provas curtas e médias, tem Cabedal muito respirável e pra quem gosta e faz questão, este é um tênis VEGANO, ou seja, não utiliza nenhum processo que envolva animais.

Cabedal e respirabilidade: A malha do cabedal é incrivelmente aberta o que proporciona muita respirabilidade, e leveza, além de propiciar uma ótima vasão de água caso passe por rios e córregos… Entretanto justamente por ter esta malha aberta não foi legal para correr em dunas.

Solado: A sola é composta de um material muito resistente a abrasão, fiz mais de 160km de treinos no sol do meio dia e como podem ver o solado ainda continua “novo”.

Entressola: Entressola em EVA com muito amortecimento e propulsão, tem também a base mais plana fazendo com que o contato com o solo seja maior e garante ao mesmo tempo estabilidade e conforto na pisada.

Amarração: Cadarço bem fino e elástico, com boa fixação, durante todos os treinos e provas ele não desamarrou nenhuma vez e isso é raríssimo. Mas vc não precisa de testar isso, aconselho a sempre dar o laço duplo.

Drop: São 5mm de diferença entre o calcanhar e a parte da frente do tênis.

Peso: 164 gramas.


Teste:

Apesar de ser atleta de Ultra Trail, eu, como a maioria dos atletas, treino no asfalto durante a semana e querendo ou não preciso de tênis bons para treinos de rodagem, fartlek e tiros.

E além disso, eu tinha uma prova de 47km em Dunas e areia fofa lá no Piauí, o Desafio Delta do Parnaíba e me indicaram um tênis com a base maior para não afundar na areia e que fosse muito confortável para as partes de areia dura… Então, pensei “Hoka One One”.

Fiz muitos treinos com o Clifton 7 e estava confiante para fazer uma belíssima prova, e quer saber o que aconteceu?

A base larga ajudou para não afundar tanto, mas não teve jeito, afundei bastante nas dunas e o que levou a outro problema… o cabedal é bem arejado e isso fez com que a areia entrasse muito facilmente e acabei correndo com o tênis lotado de areia por 14km.

Depois que tirei a areia e começou o trecho de praia foi tudo perfeito, o amortecimento e a base plana fez a diferença e consegui concluir bem a prova.

RESUMO:

Em suma é o típico tênis feito para correr na rua, com muita respirabilidade, conforto extremo, propulsão na segunda fase da pisada e muito, mas muito leve… além disso tudo, o que me atraiu bastante é o drop de apenas 5mm.

A sensação de conforto é algo impressionante, sua pisada fica macia e o tempo todo você aproveita a corrida.

E o clifton 7 você encontra na Equilíbrio Esportes na faixa de R$ 899,90 e pra vc que ta assistindo este review, com o cupom EQUILIBRIORTR você garante um bom desconto e para quem é assinante da Revista Trail Running já sabe, você tem desconto exclusivo na compra deste e de muitos outros equipamentos na Equilíbrio Esportes.

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Pés fortes para correr

Pés Fortes

Por Fernanda Rizzo
Fisioterapeuta 


O pé é uma estrutura complexa, composto por várias articulações, músculos, ligamentos e tendões. Além de ser nossa base de apoio quando ficamos em pé, parados, durante a caminhada e corrida ele deve se tornar adaptável a atenuar “as cargas” impostas ao corpo, e nos “empurrar” para frente ao final de cada passada na corrida.

Podemos comparar a função de seus músculos e tendões durante a corrida com uma “mola” que armazena e libera energia a cada passo.

No treinamento físico e reabilitação o conceito de “CORE” é bem conhecido para a região do abdômen (engloba também região da pelve e coluna). Mas o que quer dizer esse conceito? Ele vem da idéia de que, através da ação em conjunto de músculos locais (“estabilizadores”) e músculos globais (executores) geramos movimentos das pernas e braços muito mais eficientes e com qualidade.

O mesmo conceito foi atribuído ao pé e é bastante utilizado e disseminado por um grupo de pesquisadores liderado pela fisioterapeuta Irene Davies (Harvard). O CORE do pé pode ser descrito como o conjunto de 3 subsistemas:

1 – Passivo: ossos, ligamentos e cápsulas articulares que mantém os 4 arcos do pé

2 – Ativo: músculos e tendões intrínsecos e extrínsecos

3 – Neural: receptores sensoriais localizados na fáscia plantar, ligamentos, cápsulas articulares, músculos e tendões

Alguns estudos sugerem que fortalecer os pés ajuda na prevenção de lesões relacionadas a corrida, além de melhorar a biomecânica da corrida.

A seguir algumas dicas de exercícios!!

Short Foot – Sentado, com 90 graus de flexão do joelho e tornozelo, aproxime a cabeça do primeiro metatarso em direção ao calcanhar sem flexão dos dedos, “encurtando” os pés. A parte da frente do pé e o calcanhar não devem sair do chão.

Pe forte 1

Sentado, com o calcanhar fixo e em contato com o chão, levante o dedão mantendo o dedinho no chão. Depois eleve os outros dedos do pé e mantenha o dedão no chão. Faça isso devagar e sob controle total.

Pés fortes 2                      Pés fortes 3

Sentado, com 90 graus de flexão do joelho e tornozelo, abduza (abra) e aduza (feche) os dedos dos pés ritmicamente.

Pés fortes 4

Fortalecimento de panturrilha: elevação do calcanhar em pé. Você pode começar com os dois pés e evoluir para 1 pé só.

Pés fortes 5

Além dos exercícios, andar de descalço também ajuda a fortalecer os pés!!

E atenção!! Se você pensa em correr descalço ou migrar para um tênis minimalista, considere realizar uma transição progressiva (pelo menos 3 meses). Não tenha pressa!!

Aberta a temporada de Trail Camp!

RTR Trail Camp

Após proporcionar uma experiência incrível aos atletas presentes no Trail Camp Passa Quatro, a Revista Trail Running e a AM2 já estão nos preparativos para os próximos.
Por Sinara Piassi


Se a palavra CAMP é nova no seu “dicionário trail”, aí vai a explicação: Em resumo, CAMP é a abreviação da palavra em inglês camping que significa acampamento. No caso da corrida de montanha, esse acampamento acontece em um local propício para a prática do esporte, reunindo os atletas para um final de semana (ou mais) de treinamento, aprendizado, desafios, lazer e gastronomia.

O Camp RTR

E foi assim que aconteceu o Primeiro Camp Trail da Revista Trail Running, na belíssima cidade de Passa Quatro, terras altas da  Mantiqueira, com sua imensa e surpreedente  Serra Fina. Entre os dias 16 e 18 de outubro, atletas e parceiros de vários lugares do Brasil se uniram para viver intensamente o trail.

Recepcionados pelo Tamboo Lodge, um chalé de montanha localizado a apenas 4,5km do centro de Passa Quatro, em um cenário perfeito, cercado pela Serra da Mantiqueira e localizado a 1.220m de altitude. Um local perfeito para se desconectar e sentir o que a natureza tem de melhor a oferecer.

Tambo Lodge
Uma experiência completa

Organizado pela AM2 Marketing Esportivo, muito além do tradicional, o camp foi a entrega de uma EXPERIÊNCIA COMPLETA; com planejamento antecipado, atenção aos detalhes e momentos inesquecíveis.
Os convidados e parceiros tornaram a experiência de apenas um final de semana um aprendizado para a vida toda, esses foram:

- Gastronomia de surpreendente com o chefe Paulinho Martins.

- Palestras sobre alimentação, suplementação e estilo de vida com a Nutricionista e chef Pamela Sarkis.

-Técnicas de treinamento, alongamento e fortalecimento para atletas de corrida com o treinador Pablo Simoneti da Universo Trail.

- Um papo sobre equipamentos, tênis e experiências com Sergio Garcia da Loja de materiais esportivos Equilibrio Esportes.

- As Fisioterapeutas locais, Gabriela Cordeiro Paiva e Cibelia de Oliveira Lima, prepararam um recovery no capricho para os atletas após os dias de treino.

- Os guias e atletas João Luiz Silva e Rafael Silva, que conhecem cada pedacinho do local, levaram os atletas por passeios surpreendentes.

- Os parceiros e patrocinadores do evento que fizeram os momentos ainda mais especiais foram:

MY SAFE SPORT  @mysafesport

A My Safe Sport garante por 24h o serviço de assistência ao Atleta que envolve identificação, intermediação em situações de emergência, seguro de acidentes pessoais e reembolsos para despesas médicas em caso de acidentes.

My Safe Sports

MONARO   @monarosports

A Monaro é uma empresa especializada na criação e produção de camisetas esportivas para grupos e corridas de rua. Qualidade e tecnologia no desenvolvimento de novos produtos: Sistema CAD de modelagem, Enfesto automática, Confecção própria, Estamparia automática, Sublimação digital

Monaro

PLENA PRINT @plenaprintgrafica

Situada na Região de Guarulhos a Plenaprint é uma empresa do mercado gráfico e tem o que há de mais moderno e eficaz em tecnologia o seu maquinário oferece um versátil leque de opções para atender de forma rápida e eficaz.

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WINE GROUP @wine.group_

Seu canal de consultoria no Universo dos Vinhos, vendas e roteiros das melhores marcas, apresentação dos rótulos e ofertas. Compre seus vinhos com descontos e recomendações dos melhores someliers.

Venha viver essa experiência. Venha para a Wine Group.

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A Vivência

Um CAMP nada mais é do que uma celebração ao esporte e a vida. É ali que, depois de um dia intenso, cheio de atividades por lugares especiais, fazemos um brinde, cercados por novos amigos para trocar as experiências e compartilhar os momentos vividos. Sonhando os próximos dias, as próximas provas e planejando viagens.

Fica um convite

Temos um convite para você que está se preparando para sua primeira prova de trail, ou para o seu décima ultra, ou para você que só quer tirar alguns dias de férias recheados de corrida nas montanhas mais lindas do Brail: Participe dos próximos Trail Camps conosco e viva a experiência completa de um verdadeiro CAMP. Comece hoje as suas melhores memórias, pois, como costumamos dizer, a vida é agora venha viver com a gente o TRAIL! #nósvivemostrail

Os futuros Camps em nossos planos serão:

Tiradentes em Maio
Ubatuba em Junho
Passa Quatro em Outubro
Fernando de Noronha em Dezembro

Assista ao vídeo e sinta o que foi o nosso primeiro camp!
(link vídeo feito por Valmir Lana)

 

Primeiro VK do Brasil é realizado em Minas Gerais na Serra do Caraça

VK Catas Altas

Uma prova desafiadora com adversidades e percurso extremamente técnico
Por Sinara Piassi


Horizontes Skyrace, o primeiro VK do Brasil teve a sua estreia no último domingo, 25 de outubro de 2020, no aconchegante município de Catas Altas aos pés de sua imponente montanha de beleza única: Serra do Caraça, localizada a sudeste de Minas Gerais.

A prova

Seguindo protocolos de segurança, com briefing técnico antecedendo a prova, a competição contou com aproximadamente 30 atletas previamente selecionados e já experientes. Com largadas individuais a competição teve uma distância estipulada em 4,4km com 1039m de desnível positivo, onde os atletas tinham como ponto final o cume do Pico Horizontes, com altitude de 1768m.
A chuva que deu início a semana da prova não deu trégua e a largada teve início as 06:30 am, com os atletas em escala curricular de velocidade mais baixa largando primeiro como previsto na regra da modalidade . A subida sinuosa e íngreme até o pico contou com travessias em córregos e cachoeiras com grande volume e força das águas da chuva, pequenos trechos de singletrack em meio a floresta úmida, lamaçal, samambaias cortantes e terreno extremamente escorregadio. Com vento forte e  temperaturas baixas, os últimos 700m até o cume contavam com cordas de segurança, água e staff. Todos os atletas atingiram o cume com segurança finalizando a prova.

O VK (Vertical Kilometer®)
Quilómetro Vertical (Vertical Kilometer®) é uma disciplina da modalidade de Skyrunning, que consiste na ascensão de 1000 metros com uma inclinação significativa e que não ultrapassa os 5 km de extensão linear. O Quilômetro Vertical está dividido em três níveis de altitude (variação de ± 200 metros), a saber, dos 0- 1000 m, 1000-2000 e 2000 a 3000 metros, com 5% de tolerância.

A organização
A Horizontes Skyrace contou com uma grande união de colaboradores e voluntários que foram peças fundamentais para realização desse marco no esporte outdoor: EcoAventuras Esportes, Marcos Lamego, Valmir Lana e a Revista Trail Running. Com apoio da Assetur Caraça e patrocinadores ( Pousada Terra Mineira, Mel Santa Bárbara, Pousada Jardim dos Elefantes).

RESULTADO FINAL

Feminino
Linabel Iramaia 1h19min
Sinara Piassi 1h24min
Cal Nogueira 1h35min
Masculino
Pedro Esteves 54min
Alexandre Santiago 56min
Luis Nei Resende 58min


COM A PALAVRA OS CAMPEÕES
Pedro Esteves
"A primeira edição da Horizontes Skyrace reuniu elementos de grande dificuldade, exigindo dos atletas pré-selecionados extremo esforço e atenção, orientados pela organização impecável. Foi uma honra dividir esse marco do Trail Run nacional com todos os homens e mulheres que também fizeram parte desse desafio.
Ser campeão da primeira prova de quilômetro vertical do Brasil é motivo de muito orgulho, ainda é difícil saber qual o tamanho dessa conquista, mas certamente o tempo vai dizer, já que essa modalidade vem ganhando força pelo mundo afora. Fizemos história!".

Linabel Iramaia

“Após sete meses com apenas o volume de treinos o 1º VK Horizontes Sky Race foi como um presente. Recebido com grande alegria por poder correr em um dia nublado e chuvoso, subindo mais de 1000m de altitude com muitos obstáculos, o tornando mais desafiador. Chegar no Pico dos Horizontes foi uma mega explosão dos melhores sentimentos que o Skyrunning poderia me oferecer, foi recheado de muita adrenalina. “

Vídeo por: Raphael Lopes


Opnião dos idealizadores

Marcos Lamego

“Há 20 anos residindo em Catas Altas, aos pés do Pico dos Horizontes, fui abençoado por poder admirar esta majestosa Serra do Caraça todos os dias, o que me fez indagar: Por que várias crianças que nascem nas praias viram surfistas e poucas que nascem nas montanhas viram montanhistas? Portanto para incentivar uma ocupação e utilização da montanha de forma ordenada e com respeito iniciamos através da Terra Mineira Eventos a valorização dos esportes de Montanha como vetor deste trabalho. Em 2019 fomos os pioneiros a preparar uma prova de Trail Run para a cidade, a 1ª Corrida de Montanha de Catas Altas - EcoAventuras. Dando continuidade neste programa, iniciamos o ano de 2020 realizando a 2ª edição do evento e fomos além com a produção do 1º Km Vertical do Brasil, o Horizontes Skyrace.
Confirmando a vocação natural da charmosa Catas Altas, o pequeno município Mineiro está também sendo carinhosamente chamado de Capital Brasileira dos Esportes de Montanha, consolidando como o destino no Brasil para quem busca qualidade de vida através da prática de atividades esportivas como a Escalada, Montanhismo, Canionismo, Trekking, Trail Run, Mountain Bike, Highline, dentre outros.”

Valmir Lana

“ Descobrir o VK em Catas Altas foi um grande momento para o cenário do trail nacional, principalmente para o cenário Skyrunning, que é uma modalidade muito desenvolvida na Europa.   Catas Altas apresenta montanhas magníficas e imponentes, que é a Serra do Caraça. Tinhamos dificuldade em encontrar uma montanha que tivesse grande nível de dificuldade e alto ganho de elevação em tão pouca quilometragem. Eu como representante do Skyrunning no Brasil, dei a ideia ao Marcos Lamego para qe pudesse organizar o KV. Não ajudei na organização da prova em si mas contribuí com todo o tipo de informação sobre a modalidade desconhecida. Nas divulgações pela Revista Trail Running, consegui atingir grandes atletas do trail no Brasil e leva-los para competição. Foi um evento teste e muito complicado devido as grandes chuvas nos três dias que antecederam a prova. Devido ao clima instável, os staffs não conseguiram atingir o cume e prova foi marcada até o km 4,4 com o ganho menor de elevação, porém homologada como o primeiro VK do Brasil. A realização de uma prova com esse nível de dificuldade, fomenta, e trás uma novidade dentro do cenário trail, sendo como uma nova opção que incentivará mais atletas a participarem. Espero que em breve surjam mais Kms Verticais  Brasil afora. Sonho um dia quem sabe criar um circuito de Km Vertical no Brasil. Buscar, inovar e criar novos atletas de novas modalidades e fazer o trail crescer, passa por essas ações. Demos um passo muito importante e quero parabenizar o organizador Marcos Lamego, por ter tido peito de realizar algo que ele nunca tinha feito antes.   Parabenizo também os staffs que pernoitaram na montanha e os atletas que foram muito corajosos de encarar o grau de dificuldade dessa prova.”

RYAN SANDES, O SUL AFRICANO MOVIDO A ULTRA DESAFIOS

Ryan Sandes

Por Wanderson Nascimento

A data de 25 de março de 2018 ficou marcada na história dos esportes outdoor e, em 2020, completaram-se dois anos do grande feito obtido pelo ultramaratonista sul africano Ryan Sandes, atleta Red Bull, que, junto com seu amigo Ryno Griesel, atingiu a fronteira do Nepal, estraçalhando todos os recordes da Grande Trilha do Himalaia, cumprindo o desafio em três dias a menos que o antigo recordista Andrew Porter o percurso de nada mais, nada menos, que 1.504 km de montanha em um clima assustadoramente hostil e traiçoeiro.

Não satisfeito, no ano seguinte, em mais um de seus “devaneios aventureiros”, Sandes criou um Desafio dos 13 Picos, unindo as maiores montanhas ao redor de sua cidade e, mais uma vez, contou com a companhia de um amigo. Dessa vez, o “maluco” escolhido foi Kane Reilly, acostumado a dividir outras aventuras com Ryan.

Em abril passado, Sandes ganhou novamente destaque na mídia esportiva durante a quarentena, quando correu 100 milhas no quintal de casa, na Cidade do Cabo. Mas nosso espaço aqui será para destacar os dois grandes desafios superados pelo atleta em 2018 e 2019, que ele contou para nós em entrevista à Revista Trail Running.

Vamos começar falando sobre a Grande Trilha do Himalaia (GTH). O que levaria uma pessoa a querer passar mais de 25 dias percorrendo montanhas, enfrentando cansaço, privação de sono, queimaduras de frio, encarando ou desafiando tão de perto a morte? De acordo com Sandes, executar a GTH já era um sonho antigo e, além disso, as montanhas do Himalaia são icônicas e o povo nepalês, incrível. “Eu sabia que esse seria um enorme desafio mental e físico”, declara.

Great Himalaya
Ryan Sandes e Ryno Griesel

E, obviamente, nada melhor do que dividir um momento tão especial e entrar em uma verdadeira “enrascada” com um bom amigo, não é?  Sandes afirma que já teve Rynon com parceiro em outras aventuras, como a Drakensberg Grand Traverse, como parte do projeto da Red Bull intitulado ‘Travailen’, em 2014. “Desde então nos tornamos bons amigos. Ele é o grande parceiro de aventura e nos unimos muito bem. Ele é atlético, muito forte e tem muita experiência em grandes montanhas”, explica.

O recorde anterior da travessia era de 28d13h56m. Para quebrar a marca, um grande e trabalhoso planejamento estratégico foi essencial. O objetivo, segundo Sandes, era moverem-se o mais leve e rápido possível nas montanhas. Dia a dia, eles foram cumprindo cada etapa. “Nós carregávamos equipamentos limitados e planejamos otimizar nossa rota e ver onde poderíamos dormir e conseguir comida. Era importante para nós fazer um dia de cada vez e não focar no objetivo final, pois isso estava muito longe”.

Para aumentar ainda mais o nível de dificuldade, Sandes explica que, em 2018, o inverno no Nepal foi um pouco atrasado, o que atrasou o derretimento do gelo e da neve, que dificultaram muito a navegação, afetando também o ritmo.  “Ficou muito frio e Ryno ficou congelado muito cedo em nossa aventura, o que foi um grande desafio. Acho que se não fosse pela navegação de Ryno, ainda posso estar lá no Himalaia (risos)”. No final, a privação de sono nos últimos dias deixou a dupla muito cansada. Eles dormiram cerca de 4 ou 5 horas nos últimos dias e isso também impactou diretamente seu emocional. “Senti muita falta da minha família durante os últimos dias do projeto, o que foi realmente difícil para mim”. Ryno foi o responsável pela navegação, utilizando principalmente um GPS portátil e backup de mapas.

Quem corre uma ultramaratona de algumas horas de duração, sabe que passam vários filmes em nossa cabeça, que problemas são resolvidos e sofremos muitos altos e baixos, imagine então todos esses dias praticamente escalando montanhas geladas? Sandes explica que o povo nepalês foi incrivelmente gentil e acolhedor durante a travessia, salvando a vida da dupla algumas vezes, permitindo-lhes dormir em suas casas e dando-lhes comida. “A maior lição que aprendi foi a importância de ser gentil, pois você nunca conhece a circunstância de outra pessoa. Ver o quão difícil Ryno teve que se esforçar para continuar depois que ele havia congelado era insano e isso me fez perceber o quão forte a mente humana é. Uma lição valiosa que aprendi no projeto nunca foi tomar as pequenas coisas da vida como garantidas”, destaca.

Os últimos 300 quilômetros foram feitos com pequenos cochilos de 10 a 20 minutos no caminho, e com paradas pontuais para alimentação. Nesses 25 dias, Ryan e Griesel enfrentaram extremos: o cansaço, a dor, queimaduras de frio, uma lesão feia na perna de Ryno e diversos outros “perrengues”, mas concluíram o desafio com sucesso absoluto, podendo ser considerados como loucos pela maioria das pessoas, mas como super homens por aqueles que amam as montanhas e vivem o trail, como nós.

 UM ANO DEPOIS, MAIS UM DESAFIO PARA QUEM SE ALIMENTA DE ADRENALINA

Ryan Sandes parece mesmo ser movido a desafios. A adrenalina é o combustível para o sul africano. Pouco mais de um ano depois de esmagar o recorde da Grande Trilha do Himalaia, em um belo dia, ele começou a desenhar mentalmente um percurso que uniria os 13 maiores picos ao redor da Cidade do Cabo e resolveu cumprir esse percurso em apenas um dia. O que começou como um desafio pessoal, transformou-se em uma aventura acessível a “todos”. “Adoro aventuras e experiências épicas, por isso estou muito empolgado com o que o Desafio dos 13 Picos pode se tornar”, declara.

Mais uma vez, Sandes precisava de um comparsa para dividir momentos tão especiais e o escolhido, dessa vez, foi Kane Reilly, um grande amigo que também já tinha um histórico de parceira com Ryan em outras aventuras, porém, nunca havia corrido mais de 60 km em um único dia. Em seu desenho de percurso, Sandes estimava que seriam apenas 40 ou 50 km e estava ansioso para ter aquele dia divertido nas montanhas com seu amigo Reilly. No entanto, a realidade do percurso pegou ambos de surpresa. Os 40 ou 50 km, na verdade, a rota ultrapassava os 100 km. E agora? Perrengue à vista!

Desenho do Percurso 13 Picos

Eles saíram cedo e planejavam estar em casa antes das três da tarde, porque Kane tinha que ajudar sua namorada com uma mudança. Naquele clássico esquema de trilheiros de que “a gente volta cedo”, ou “vai ser tranquilo”, a aventura acabou se prolongando muito mais que o previsto. “Estávamos mal preparados e nossas baterias das lanternas acabaram subindo o último pico. Felizmente, percorremos uma ou duas cidades e recebemos algum apoio da família, o que ajudou. Foi uma aventura muito divertida para nós e foram apenas os 15 km finais que foram realmente difíceis”.

As oito horas e 50 km previstos acabaram se transformando em 19 horas, 102 km e 5800m de ganho de elevação. A missão foi abortada justamente nessa última subida, devido à falta de baterias das lanternas, mass Sandes afirma que eles não se frustraram. “Era importante colocar a segurança em primeiro lugar, pois as montanhas sempre estarão lá. Estávamos muito, muito cansados, mas felizes, pois tivemos 19 horas incríveis nas montanhas. Foi apenas no dia seguinte que pensei que isso seria incrível, criando um desafio pessoal para todos”.

Ryan explica que houve um momento em que diversão meio que se dissipou e ele começou a ter uns flashbacks dos Himalaias… daqueles dias realmente intermináveis em que pensava apenas em seguir adiante. “No final, vencemos 12 picos e meio e não conseguimos dar a volta final, mas foi um daqueles dias épicos que ficarão na minha memória para sempre”.

Sandes conclui explicando que o melhor desse percurso é que você pode correr e caminhar por vários dias, dois dias ou um dia, por exemplo. É uma aventura para todos e existem muitas maneiras diferentes de experimentar a montanha. “Acho que o principal desafio é conhecer a rota e a Table Mountain pode ser uma montanha pequena, mas o tempo ainda pode ficar muito frio, molhado e ventoso lá em cima”, conclui.

Como dissemos anteriormente, Ryan Sandes não se aquietou nem durante o período de quarentena e resolveu percorrer 100 milhas, completando 1500 voltas ao redor de sua casa, em pouco mais de 26 horas, com um desnível total de 4500m. Realmente Ryan Sandes não sabe brincar!

  • Great Himalaya
  • Great Himalaya 13 picos

Placa de carbono The North Face

The North Face

Placas de carbono chegam ao mundo Trail Running.

As solas de carbono que foram sinônimo de recordes nas corridas de rua, agora ganha vez nas trilhas. A The North Face utilizou no desafio Breaking20 e alguns dias antes em um FKT do atleta, Dylan Bowman, no Mount Rainer.

A marca nunca esteve à frente das principais concorrentes no quesito (tecnologia trail). Porém, acaba de dar um passo importante ao incorporar a placa de carbono em sua sola.

O novo modelo Flight Vect será o carro-chefe para distâncias longas e performance. Segue o comunicado sobre o modelo:

“VECTIV é um sistema de tecnologia para atletas completamente novo, patenteado é comprovado, que promove impulso e propulsão para atender às demandas dos melhores atletas do mundo”.

  • The North Face

Cumes da Mantiqueira

Cumes da mantiqueira

Itamonte (Minas Gerais, Brasil) e seu entorno é lugar perfeito para os amantes do ecoturismo, das trilhas e montanhas.

Por: Fabrício Cavalcante Frauzino e Thomaz Tassinari

Itamonte (Minas Gerais, Brasil) e seu entorno é lugar perfeito para os amantes do ecoturismo, das trilhas e montanhas. 

O município está próximo de seis dos onze maiores cumes do Brasil, destacando o lendário Pico das Agulhas Negras, com 2.791,5 metros de altitude, o quinto cume do Brasil justo na divisa do Estado do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, encravado na Parte Alta do Parque Nacional de Itatiaia que tem 60% da sua área localizada no município de Itamonte. 

Dentro desse mesmo Parque estão outros míticos cumes como o Morro do Couto, com 2.680 metros, no Rio de Janeiro, o oitavo do Brasil; a Pedra do Sino de Itatiaia, com 2.670 metros, em Minas Gerais, nono cume do país; e a Pedra do Altar, com 2.665 metros, localizado no Rio de Janeiro, sendo o décimo primeiro cume brasileiro. 

Uma das trilhas mais desejadas pelos amantes da montanha é a “Travessia da Serra Fina”, sendo que parte dela transcorre por dentro da RPPN Alto-Montana em Itamonte. É uma travessia técnica com um dos maiores desníveis do Brasil, que impõe ao montanhista várias dificuldades, desde a obtenção de água até a navegação. 

O PROJETO 6 CUMES DA MANTIQUEIRA realizado no dia 01 de abril de 2018, também intitulado SIX, teve como objetivo divulgar o Instituto Alto-Montana da Serra Fina, como uma referência no ecoturismo e turismo de aventura no Circuito Terras Altas da Mantiqueira. O Projeto foi realizado mediante expedição idealizada pelos amigos Thomaz Tassinari, Engenheiro Agrícola de Lavras (MG) e por Fabrício Cavalcante Frauzino, Médico do Esporte de Palmas (TO) partindo de um sonho de infância de Fabrício, que era conhecer o Pico das Agulhas Negras. 

A expedição também foi composta por Alberto Guimarães de Resende (RJ), Guia de Montanha e Condutor cadastrado no Parque Nacional de Itatiaia; Germano Viegas, Documentarista de Resende (RJ); Charles Llosa, Documentarista de Passa-Quatro (MG); Cláudio Eduardo Gargiulo, de Belo Horizonte (MG), proprietário da G7 Comunicação Multimídia e idealizador do Projeto Ecoturistando; Paulo Pêgas, Gestor da RPPN Alto-Montana / Instituto Alto-Montana da Serra Fina; e por Tani Oreggia, de São Paulo (SP), Gestor da empresa de materiais esportivos kailash®️ e eventos KTR®️. 

Para esta expedição, foi gentilmente criado pela equipe da G7 Comunicação Multimídia o nome SIX, que batizou nosso projeto, além de logomarca do mesmo. O nome foi pensado devido à ideia de realizarmos seis dos onze maiores picos do Brasil em menos de 48 horas, tendo como acampamento-base a própria RPPN do Instituto Alto-Montana da Serra Fina.

Faça o download gratuitamente AQUI.

Primeiro campeonato Sul-americano de Skyrunning

Por Valmir Lana
Foto por: Emanuel Galafassi

No ano de 2018 foi realizado o primeiro Circuito brasileiro Skyrunning e os melhores atletas das modalidades SkyRace, SkyMarathon e UltraSkyMarathon tiveram a oportunidade de vestir a camisa e representar a seleção brasileira de Skyrunning!

O evento foi sediado em Tijucas do Sul, no Paraná e o evento escolhido foi a famosa e temida Ultramaratona dos Perdidos.

Os antes 100km se transformaram em 80km e os 45km clássicos foram disputados por 5 países, Brasil, Peru, Chile, Equador e Bolívia!

O campeonato continental tem a característica de ser uma prova aberta, onde os atletas das seleções competem de igual pra igual com todos os atletas em uma só largada e vença o melhor, em outras palavras, o campeão sul-americano de Skyrunning pode ser um atleta que não faz parte de nenhuma seleção!

O Brasil, donos da casa, estava com a maior delegação e com grandes nomes do cenário nacional, o clima era de grande festa desde os primeiros momentos do evento e com grandes disputas, notava-se o grande empenho de todos os atletas, o esforço, comprometimento e alegria em estar ali!

Fizemos nosso dever de casa e vencemos no masculino e no feminino nas duas modalidades do campeonato com Cleverson Del Secchi (Fantasma) vencendo os 80km seguido de Wellington Noronha e do atleta do Peru Luís Andrés Oliveira, no feminino Maria Lucia Zanetti venceu seguida de Elizabete Prado e Cal Nogueira.

Rogério Silvestrin venceu a SkyMarathon e com quebra do antigo recorde da prova seguido por Chico Santos e José Virgínio de Morais, Letícia Saltori teve uma grande batalha com a Peruana Marylin Enriquez mas acabou vencendo com a atleta do Peru em segundo e Jasiele Tagliari em terceiro lugar.

Nas outras duas distâncias 25km e 13km não foram diferente, disputas e muita garra de todos atletas, que a pesar de não fazerem parte do campeonato sul-americano de Skyrunning, houveram atletas da seleção que também haviam se classificado na modalidade SkyRace.

Nos 25km o atleta Rodrigo Neves fez uma grande prova e venceu de ponta-a-ponta seguido por Eloi de Souza e Wilton do Nascimento, já no feminino Lucia Magalhães fez uma prova consistente e garantiu a primeira colocação numa disputa com grandes nomes do cenário, Ana Paula Silveira ficou com a segunda colocação, seguida de Elisa Lamego.

O jovem Caio Lima, atleta da seleção brasileira juvenil de Skyrunning venceu os 13km seguido por Genir dos Santos e Luís Eduardo de Oliveira, já no feminino a atleta Ana Karlla de Oliveira foi a campeã seguida por Aline Trevizan e Márcia dos Santos.

Um grande sucesso e com imenso prazer é orgulho de todos os atletas que ali estiveram competindo e dando o seu melhor.

Parabéns aos organizadores, staffs, amigos, voluntários que fizeram um grande trabalho.

Gratidão à Mantle, empresa que se dispôs a apoiar a seleção com o uniforme, o qual ficou lindo e com qualidade máxima.

Em 2020 teremos o mundial de Skyrunning e o circuito Nacional Series está a todo vapor, a próxima prova será no próximo mês com a La Misión Brasil em Passa Quatro.

Nos vemos lá!