Trail Running nos lençóis maranhenses

Quando pensamos em trail running, pensamos de imediato em correr junto da natureza, isso por si só já motiva qualquer um a querer estar lá, seja na serra, na montanha, no cerrado ou floresta, no frio, neve ou no calor escaldante. Mas existem lugares que a natureza caprichou quando preparou, fez e jogou a receita fora. São lugares únicos, que não tem outro igual em nenhuma parte do planeja.

Um desse lugares de natureza única são os famosos lençóis maranhenses , uma gigantesca formação de dunas que só pra vocês terem uma ideia é maior que a cidade de São Paulo, a titulo de números, os lençóis tem 1.550 km² e a cidade de São Paulo 1.521km² . Sem falar que dependendo do período do ano a paisagem muda, em épocas de chuvas que vão de janeiro à março formam-se milhares de lagoas entre as dunas, chegando a mais de 36 mil espalhadas por toda aquela imensidão .

Dito isso, esse foi um dos motivos que me levou a correr lá, saber que eu estaria correndo em cima de um lugar único no planeta. Quando soube de um evento de Trail Running que haveria na região de pronto procurei me organizar para ir (pois estava vindo de outro evento totalmente oposto, no Ushuaia) sai do frio extremo com muita neve e em menos de 15 dias estava no sol escaldante e rodeado de dunas. A prova em si não era cheia de pompas nem mega estrutura, tinha o básico necessário. Tiveram quatro distâncias no evento, 10k, 18k, 30k e 55k, eu optei em ir na maior para exatamente vivenciar o máximo possível daquela região fantástica.

Essa prova fazia parte do circuito corridas de montanhas, troféu norte-nordeste que tem várias etapas em locais distintos das duas regiões (achei muito bacana ver que o Trail tá chegando em locais onde antes não existia), além dessa etapa dos lençóis as outras são, Chapada Diamantina, Palmas, Marajó, Serra da Canastra (etapa final) . Isso mostra que nossa modalidade tá adentrando cada vez mais no nosso país , em cidades e regiões onde poucos conhecem mas que tem muita beleza escondida.

Voltando para os lençóis a prova contou com pontos de apoio que tinham em média 7k de distância um do outro, e que contavam com água, isotônico e frutas, os apoios estavam  exatamente nos locais onde foi informado pela organização, e pra dar um toque a mais de pancadaria para os atletas dos 55k a organização nos informou que teria um trecho de aproximadamente 17km sem nenhum apoio e que o local seria 100% de dunas (me senti pela primeira vez andando num deserto) com direito a urubus voando em cima de mim, acho que só esperando alguém dar mole pra terem um lanchinho. Isso deu um toque especial no desafio, pois quem errou na estratégia e levou menos água teve que se socorrer nas lagoas que tinham pelo caminho.

Por fim posso dizer que me surpreendi com o grau de dificuldade dessa prova, subestimei aquelas dunas e achei que seria mais tranqüilo, mesmo sendo acostumado posso dizer que foi uma das provas de praia (e dunas) mais difíceis que já corri. Pra vocês terem uma Idea, 45km dos 55k totais da prova foram literalmente de dunas e areia bem frouxa, até bem próximo da chegada ainda percorríamos estradinhas de areia bem solta.

Pra quem nunca correu em areia de duna (bem fina e solta) se prepare pra duas coisas, 1- sua musculatura vai se desgastar bem mais, e se acelerar vai quebrar  2 – vai entrar muita areia no seu tênis e meias seja ele qual for, e isso vai lixar teus pés formando alguns belos calos (as vezes parar e tirar o excesso é uma boa estratégia). Ah, quase me esqueci de falar de outra coisinha, o calor, que nessa época do ano é maior naquela região, deixando a areia bem mais fina e quente, dando uma sensação de estar em cima de uma panela. O lado bom é que esse período por lá é também de muitos ventos (a turma do kite surf chega em peso por lá) isso ameniza um pouco toda essa sensação de desgaste, ainda mais quando você dá um mergulho nas lagoas pelo caminho (eu particularmente dei vários)

Não sei o que mais motiva vocês no trail running, mas uma das coisas que mais me motiva é poder correr em lugares únicos como os lençóis maranhenses, confesso sem medo que mesmo se não tivesse prova alguma lá eu já tinha planos de fazer a travessia dos lençóis, até mesmo sozinho, só para ter aquela sensação de estar colocando meus pés num lugar tão raro, único e cheio de belezas. Ano que vem quero estar lá novamente, e já soube que a organização pensa em colocar a prova mais para o meio de ano, período pós chuvas onde as lagoas estão ainda mais cheias, e claro bem mais lindas.

Catas Altas Vertical

Por: Valmir Dias Lana Júnior

No último fim de semana (29, 30 e 31/07) foi realizado um evento marcante no cenário nacional, o Catas Altas Vertical, pela primeira vez a cidade recebe prova no seu cartão postal, o Pico Horizontes e o Pico Baianinho.

O evento tem a certificação da Skyrunning Brasil e contou com 2 (dois) quilômetros verticais (VK), uma distância de 21km e uma de 12km. No sábado foi dada largada para o VK do Horizontes, 4,8k com 1.100m de desnível positivo, enquanto 30 minutos antes foi dada largada para os 21km da SkyRace.

O VK do Horizontes faz parte do Circuito VK Open mundial e teve a vitória do campeão continental de VK, André Mapa, já no feminino a atleta, Linabel Iramaia, foi a grande campeã. O Percurso é considerado pelos próprios atletas como o mais técnico e difícil do Brasil por ser um terreno muito rochoso com lajes de pedra e muita exposição.

Com a vitória, a atleta, Linabel Iramaia, assegura sua segunda colocação no Mundial Open de VK e poderá ainda melhorar sua colocação com um bom resultado na grande final que acontece em Forno Grande na Insanity no mês de Outubro.

Já no percurso de 21km, os atletas enfrentaram a subida do Pico do Tamanduá, percorreram a crista da montanha até a base do Pico Horizontes e desceram por onde os atletas do VK do horizontes subiram para após cruzarem a linha de chegada. A prova se desenvolveu com belíssimas performances com destaque para o atleta, Hoslany Fernandes, que fechou a prova em, incríveis, 3h05min e pela atleta, Gleycilene Linhares com 4h49min.

O domingo foi marcado pelo VK do baianinho, um percurso de 3,5km com 1.200m de desnível positivo, neste VK o terreno é bem diferente do VK do Horizontes, marcado por muita terra e inclinação ainda maior que o VK do Horizontes.

A prova foi vencida mais uma vez por André Mapa e Linabel Iramaia, desta forma se tornaram, no somatório dos dois VK’s, os campeões da 1ª Copa Minas de VK.

Os resultados estão disponíveis no link abaixo:

Resultados: GPS Control – Cronometragem (gpscontrolcrono.com.br)


O evento em si foi um grande sucesso, em nossa análise levamos em conta a arena de largada, pontualidade, marcação, pontos de apoio, nível técnico das provas, segurança, premiação e pós prova.

A arena foi de tamanho muito bom, com espaço para crianças, recovery para atletas e acompanhantes com massagem, comida e bebida da melhor qualidade, fácil acesso e funcional entrega de kits.

Todas largadas que acompanhamos foram feitas dentro do horário previsto e isso é um ponto crucial para o bom desenvolvimento das provas.

A marcação foi muito eficiente, fitas com cores diferentes para cada percurso e sempre se destacando na vegetação local, não havia como errar o percurso, foi fácil e simples seguir todo trajeto, pontos de apoio em uma prova de pura montanha como essa é algo muito complicado, no percurso de 21km tivemos um ponto de apoio no km 9 e depois não tem a menor viabilidade de se fazer outro ponto de apoio, por isso foi divulgado o perfil autossuficiente da prova.

A prova é ESSENCIALMENTE de Skyrunning e o nível técnico é altíssimo como deve ser, nota 10 para os percursos de Catas Altas, um evento que deve fazer parte do calendário de todos que amam este esporte.

Um dos pontos mais altos da prova foi a segurança e competência do Time CAV (Catas Altas Vertical), o Time Alta Montanha foi formado por Montanhista, escaladores e corredores locais junto com dois integrantes do corpo de bombeiros de Minas Gerais, profissionais com domínio de resgate em áreas remotas deixaram o percurso seguro mesmo em áreas que são muito expostas e com grau muito elevado de dificuldade, haviam pontos de corda, pontos que foram colocados via ferrata (aquelas escadinhas de ferro que vemos em montanhas europeias). Havia ambulância na arena e muitos staffs ao longo de todo percurso dando segurança e sinalização fundamental para que nada acontecesse. E, graças a Deus, não houve nenhum acidente e todos voltaram felizes para suas casas.

Além disso tudo, os campeões (masc/fem) do VK do Horizontes ainda foram premiados com 200 euros ofertado pela “Aquino Mão e Microcirurgia”.

Para o pós prova, muita resenha, comida gostosa, recovery e uma cervejinha gelada.

Não houve nem sequer um ponto em que poderíamos dizer que não foi bom, simplesmente e naturalmente ótimo. Algo difícil de se ver e por isso deixamos nossos parabéns a todos responsáveis pelo belíssimo evento.


Catas Altas Vertical pode ser considerado um dos melhores eventos de skyrunning do Brasil sem dúvidas nenhuma. Tem tudo que todo amante do esporte gosta e com um dos visuais de alto de montanha mais impressionantes do Brasil.

Se ficou curioso, visite a página do evento (AQUI)


Empresas parceiras:
– Vale, Samarco e Sicoob.
– Prefeitura Municipal de Catas Altas e RPPN do Caraça.

 

WTR – Miguel Pereira

WTR: ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE MIGUEL PEREIRA (RJ) RECEBE NESTE FIM DE SEMANA PROVAS DE TRAIL RUN E MTB
WTR Miguel Pereira terá três percursos de Trail Run (Short 7km, Mid 16km e Full 30km), no sábado, com largada no Lago Javary
Mais de 900 inscritos comprova a pesquisa realizada no início da temporada pela WTR que apontou que Miguel Pereira é uma das cidades preferidas dos atletas.


Julho de 2023 – Após desbravar trilhas, montanhas e praias de Grumari, Teresópolis e Arraial do Cabo, a World Trail Races chega neste fim de semana, 8 e 9, à Estância Climática de Miguel Pereira, também no Rio de Janeiro. De volta à cidade que marcou a etapa inédita no ano passado, a quarta prova do calendário abre as disputas de Mountain Bike da temporada e terá mais de 900 inscritos. Realizada pela 213 Sports, vertical de esportes da V3A, e pela Speed Eventos Esportivos, a WTR Miguel Pereira promete desafios e experiências de muita adrenalina em meio à região serrana.

A maior liga de esportes de montanha do Brasil preparou percursos para todos os níveis e para quem curte a natureza. Para os atletas de Trail Run, a prova será no sábado com percursos Short 7km, Mid 16km e Full 30km, além da Kids Race, com largada e chegada no Lago Javary. Já no domingo, as provas de Mountain Bike (MTB) terão dois percursos: a Light de 27 km e a Pro de 52 km. Para a galera do pedal, a largada será na Estação Ferroviária de Portela, mas todas as atividades pós-prova serão na Arena WTR, a poucos metros da Estação. Já o Desafio WTR Zerando a Montanha by Strava acontecerá em duas provas especificamente e terá premiação à parte. No sábado será no percurso de 16km de Trail Run e, no domingo, durante o percurso de MTB de 52km.

Yuri Binder, sócio-diretor da 213 Sports, ressalta que uma pesquisa realizada pela WTR no início da temporada apontou que Miguel Pereira é uma das cidades preferidas pelos atletas. “Essa pesquisa nos mostrou que tivemos muita assertividade em relação ao percurso e também que o trabalho que vem sendo executado na cidade tem agradado. Tanto que tivemos aumento de aproximadamente 50% no número de inscritos para Miguel Pereira. Isso mostra que é um destino muito apropriado para a WTR e estamos muito felizes de voltar para o segundo ano à cidade”, explica.

A Arena WTR será montada às margens do Lago Javary para receber os competidores, familiares e é aberta ao público, que também poderá usufruir das atrações. Haverá shows de bandas locais, Bar Patagonia, ativações de patrocinadores, WTR Store com venda de produtos oficiais da Liga, food park e Área Kids. Já para os atletas, recovery gratuito com massagem e piscina de crioterapia e test drive de tênis da On Running.

Percursos pelos pontos turísticos de Miguel Pereira – Seja para os corredores ou para os ciclistas os percursos e altimetrias diferenciadas terão terrenos irregulares, trilhas, subidas, descidas para todos os níveis de preparo. Isso tudo cruzando os principais pontos turísticos da cidade.

No Trail Run o percurso de 7km passará pelo Lago Javary, Mirante Divinéa e Estação Ferroviária de Portela. No 16 km, atravessará todos esses pontos citados no percurso Short, além de passar pela Gruta dos Escravos, Pórtico de entrada da cidade e Morro do Francês. Já no de 30 km, os atletas seguem pelo Lago Javary, Parapente, Fazenda Santa Cecília e Ponte de Ferro Paulo de Frontin.

Treino pré-etapa – Os praticantes de trail running levam muito a sério o preparo para os circuitos da World Trail Races. Tanto que no dia 24 de junho a WTR, em parceria com a Mude, realizou um treino especialmente para a WTR Miguel Pereira, na Floresta da Tijuca (RJ), e teve aprovação geral dos apaixonados por montanha. “Foi o primeiro treinão da WTR com a Mude e esgotamos as vagas em menos de 1 hora. Dia incrível com várias atividades ao ar livre no Alto da Boa Vista. Treino foi focado em técnicas de Trail Run para aperfeiçoar a performance dos atletas e tivemos outras ações, como degustação de géis energéticos da Mombora, kit para os participantes com garrafa CamelBak, copo personalizado e repelente da Exposis, além de um café da manhã com frutas, doces, YoPro da Danone e, claro, um brinde com cerveja Patagonia ao final. Certamente organizaremos outros a partir de agora, foi um sucesso!”, afirma Gabriela Corrêa, gerente de projetos da 213 Sports.

A WTR Miguel Pereira conta com patrocínios de On Running e Cerveza Patagonia, apoios da Prefeitura de Miguel Pereira, Exposis, Mombora, YoPro, Strava, My Safe Sport e Guaraí. Transfer oficial: Lobos Adventure. Foto Oficial: Foco Radical. Mídia oficial do evento: Revista Trail Running e MUDE. Mais informações no site da WTR e no Instagram @worldtrailraces.

Sobre a 213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu no ano de 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia. Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.


Programação WTR Arraial Miguel Pereira – 4ª etapa

 

Sábado – 8/7 (Provas Trail Run)
 7h15 – LARGADA – Trail Run Mid 16km
7h35 – LARGADA – Trail Run Full 30km
8h – LARGADA – Trail Run Short 7km
8h30 às 9h30 – Show
9h30 às 10h30 – Premiação Trail Run Short 7km (Geral e Categoria)
10h30 às 11h30 – Kids Race
11h30 às 12h30 – Premiação Trail Run Mid 16km (Geral e Categoria) e Desafio STRAVA
12h30 às 13h – Show
13h às 14h – Premiação Trail Run Full 30km (Geral e Categoria)
14h às 15h – Show
Local: Arena WTR – Lago Javary, Miguel Pereira (RJ)

Domingo – 9/7 (Provas de Mountain Bike)
 8h – LARGADA – MTB Light 27km e Pro 52km (Estação da Portela – Maria Fumaça)
10h às 11h30 – Show
12h às 13h – Premiação MTB Light 27km, Pro 52km e Desafio STRAVA
13h às 14h – Show
14h – Encerramento da WTR Miguel Pereira
Local: Arena WTR – Lago Javary, Miguel Pereira (RJ)

P.S. – Horários e programação sujeitos a alteração

Calendário World Trail Races 2023
8 e 9/07 – WTR Miguel Pereira (Trail Run e MTB) – Miguel Pereira/RJ
2 e 3/9 – WTR On Campos do Jordão (Trail Run e MTB) – Campos do Jordão/SP
25 e 26/11 – WTR Serra do Mar (Trail Run e MTB) – Vale das Videiras (Petrópolis/RJ)

Campeonato Sul-americano de SkyRunning

No último fim de semana aconteceu o 2º campeonato sul-americano de skyrunning no Brasil, o evento foi sediado pela Insanity Mestre Álvaro na cidade de Serra/ES e contou com as distâncias SkyRace (35km), SkyUltra (50km) e quilômetro vertical (5km – 1000m D+).

As seleções do Brasil, Peru, Equador, Chile e Bolívia fizeram grandes disputas em todas as modalidades, sendo que o Brasil, no fim, foi o grande campeão com 4 medalhas de ouro, 5 de prata e 4 de bronze, somando 13 medalhas.

O evento ainda contou com as distâncias abertas ao público de quilômetro vertical, 12, 21, 35 e 50km e o sucesso foi expressivo em todas modalidades. Em conversa com os participantes era nítida a satisfação com a marcação do percurso e dificuldade do terreno, a Insanity Mestre Álvaro é uma das mais difíceis e temidas provas do Brasil por ser altamente íngreme e técnica. Para se ter uma ideia, os 35km tem incríveis 3.300m de desnível positivo e os 50km tem inacreditáveis 4.500m de desnível positivo, algo único em se tratando de Brasil.

A arena da prova foi cuidadosamente planejada para dar aos atletas e acompanhantes muito conforto, espaço com mesas e cadeiras, guarda-volumes, área do atleta com fartura em comida e bebidas, café da manhã diferenciado, trabalho de mídia muito bem feito, internet e um ambiente muito favorável e propício para todos se alimentarem e apreciarem belíssimas disputas e chegadas alucinantes.

O clima de junho foi fator diferencial em relação aos últimos anos, na sexta-feira, dia do km vertical, o dia estava lindo, mas não foi quente, estava muito agradável. Já no sábado, principal dia do evento, fez um clima de montanha com bastante neblina e frio, o que propiciou grandes performances e emoções até o fim do dia.

Na disputa do km vertical, o Brasil estava muito bem representado e garantiu a Prata e o Bronze na disputa feminina com Maria Clara Hillmann e Mirlene Picin, sendo que o Chile foi medalha de ouro com a atleta Valéria Correa. Já no Masculino, André Mapa fez uma belíssima disputa e alcançou o bronze para nossa seleção, com dois peruanos nas duas primeiras posições, ouro para Jhoseph Mamani e a prata para Emerson Trujillo.

Com largada às 4h da manhã, os 50km da SkyUltra foram de muita paciência para os atletas, muitas horas na trilha e muito desnível acumulado, nosso fantasma (Cleverson Del Secchi) liderou grande parte da prova, mas o Peruano Emerson Trujillo, que já havia sido prata no km vertical, conquistou o ouro com o emocionado fantasma com a prata e para fechar o pódio de maneira brilhante, Felipe Silva, o mais versátil atleta brasileiro fez uma prova consistente e conquistou o bronze para nossa seleção. No feminino, brilho da atleta rio-grandense, Ivania Rambo, que venceu e garantiu a medalha de ouro, seguida pela peruana, Lorena Ricalde, que ficou com a medalha de prata e a brasileira, Mariana Scarpelli, que garantiu mais uma medalha para o Brasil, bronze.

Nos 35km da modalidade Sky, os brasileiros Sandro Arcanjo e André Mapa, ambos mineiros, confirmaram o favoritismo e fizeram dobradinha no sul-americano com ouro e prata respectivamente, para fechar o pódio o equatoriano, Christopher Guevara conquistou a medalha de bronze. No feminino assistimos mais um show da chilena, Valéria Correa, fechando a prova com o ouro, a brasileira, Francielle Kiekow, que liderou grande parte da prova ficou com a medalha de prata e em uma disputa por centímetros a equatoriana, Nancy martinez ficou com a medalha de bronze.

Houve também a premiação para o combinado das distancias km vertical e sky e André Mapa levou a medalha de ouro, o peruano, Jhoseph Mamani com a prata e o também peruano, Marcos Salinas, fechou com o bronze. No feminino a atleta chilena, Valéria Correa, recebeu sua terceira medalha dourada, a prata ficou com a brasileira Maria Clara Hillmann e o bronze com a peruana, Lucy Mejia.

O sucesso do evento foi muito notório e nós da Revista Trail Running saudamos todas as seleções e especialmente toda delegação brasileira que mais uma vez executaram um grande trabalho, não somente nas trilhas, mas todo o trabalho pela Skyrunning Brasil ao longo dos anos. Estamos no caminho certo.


Resultados da corrida

VERTICAL

Men

Gold – Jhosep Mamani Palomino (PER) 52’07”

Silver – Emerson Robert Trujillo Flores (PER) 53’35”

Bronze – André Luiz Mapa (BRA) 54’28”

Women

Gold – Valeria Correa (CHI) 1h01’31”

Silver – Maria Clara Ruschell Hillmann (BRA) 1h04’43”

Bronze – Mirlene Picin (BRA) 1h05’17”

SKY

Men

Gold – Sandro Arcanjo (BRA) 6h13’44”

Silver – André Luiz Mapa (BRA) 6h20’16”

Bronze – Christopher Guevara (ECU) 6h37’47”

Women

Gold – Valeria Correa (CHI) 7h04’59”

Silver – Francieli Kiekow (BRA) 7h09’00”

Bronze – Nancy Martinez (ECU) 7h32’56”

SKYULTRA

Men

Gold – Emerson Trujillo Flores (PER) 8h50’25”

Silver – Cleverson Del Secchi (BRA) 8h55’57”

Bronze – Felipe Costa (BRA) 9h14’06”

Women

Gold – Ivania Rambo (BRA) 10h03’16”

Silver – Lorena Ricalde (PER) 10h43’52”

Bronze – Mariana Pipolo Scarpelli (BRA) 11h30’18”

COMBINED

Men

Gold – André Luiz Mapa (BRA)

Silver – Jhosep Mamani Palomino (PER)

Bronze – Marcos Salinas (PER)

Women

Gold – Valeria Correa (CHI)

Silver – Maria Clara Ruschell Hillmann (BRA)

Bronze – Lucy Mejia (PER)


Medal count

VERTICAL results

SKY results

SKYULTRA results

Paraty Brazil by UTMB: O Evento de Trail Running Mais Esperado do Ano

Paraty, 15 de junho de 2023


O Paraty Brazil by UTMB ocorrerá entre os dias 21 e 24 de setembro de 2023, e promete oferecer uma experiência extraordinária para corredores e entusiastas do trail running. Pela primeira vez no Brasil, o evento faz parte do UTMB World Series, o maior circuito de trail do mundo, trazendo consigo a emoção, a competição e a aventura características da UTMB (Ultra-Trail du Mont-Blanc).

Como um dos eventos mais icônicos e desafiadores do mundo, a UTMB é realizada anualmente nos Alpes Franceses, atraindo atletas de elite e entusiastas apaixonados pelo desafio de percorrer trilhas deslumbrantes e exigentes. Agora, o Brasil tem o privilégio de receber essa tradição, permitindo que corredores de todo o mundo experimentem a magia de nossas trilhas e desfrutem da hospitalidade única do país.

O Paraty Brazil by UTMB será realizado na charmosa e acolhedora cidade de Paraty, localizada entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no litoral sudeste brasileiro. Rodeada por majestosas montanhas e exuberantes florestas, Paraty é um destino conhecido por sua beleza natural e rica história colonial. Com seu centro histórico preservado e suas ruas de paralelepípedos, a cidade proporcionará uma recepção calorosa aos corredores, familiares e amigos.

Esse evento oferece uma oportunidade única para os participantes explorarem a riqueza natural de Paraty. Desde praias paradisíacas até montanhas desafiadoras, cada passo dado nas trilhas revelará uma nova paisagem de tirar o fôlego. A conexão com a natureza será intensa, permitindo que os corredores experimentem a grandiosidade desse ambiente espetacular.

O Parque Nacional da Serra da Bocaina, uma das jóias naturais do Brasil, servirá como pano de fundo deslumbrante para o evento. Com mais de 100.000 hectares de área protegida da Mata Atlântica, essa região intocada é um tesouro a ser preservado.

O Paraty Brazil by UTMB não apenas proporcionará uma experiência inesquecível aos corredores, mas também destacará a importância da conservação ambiental e sustentabilidade. Em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), o evento está empenhado em promover uma abordagem responsável e respeitosa em relação ao ambiente natural da Serra da Bocaina. Os corredores e entusiastas do trail running terão a oportunidade de se tornarem embaixadores da preservação ambiental, contribuindo para a conservação desse tesouro natural para as gerações futuras.

Paraty e o Parque Nacional da Serra da Bocaina foram considerados Patrimônio Mundial pela UNESCO por sua cultura, fauna e flora excepcionais.

O Paraty Brazil by UTMB oferecerá quatro percursos desafiadores, adequados para diferentes níveis de habilidade e condicionamento físico:

UTSB 110

Ultra-Trail Serra da Bocaina 110: Com uma distância de 110 km e um ganho de elevação de 5700 metros, este percurso é uma verdadeira prova de resistência para os corredores mais experientes. As inscrições estão esgotadas.

PTR 55

Paraty Trail Run 55: Com 54 km de distância e um ganho de elevação de 2800 metros, este percurso oferece uma mistura de desafios técnicos e paisagens deslumbrantes. As inscrições estão esgotadas.

PTR 35

Paraty Trail Run 35: Com 34 km de distância e um ganho de elevação de 1300 metros, este percurso é perfeito para corredores intermediários em busca de uma experiência desafiadora. As inscrições estão abertas.

PTR 20

Paraty Trail Run 20: Com uma distância de 23 km e um ganho de elevação de 660 metros, este percurso é ideal para corredores iniciantes que desejam experimentar a emoção do trail running. As inscrições estão abertas.

Com corredores inscritos de mais de 28 nacionalidades, o Paraty Brazil by UTMB se torna um ponto de encontro para pessoas de todo o mundo. Essa diversidade cultural cria um ambiente enriquecedor, onde corredores podem compartilhar suas experiências e celebrar a paixão comum pelo trail running.

O evento também contará com a presença de renomados atletas de elite. Mais de 20 atletas excepcionais estarão presentes para competir nas diferentes distâncias, proporcionando um espetáculo de alto nível para os espectadores e inspirando outros participantes a superarem seus próprios limites.

Outro destaque do Paraty Brazil by UTMB é a participação feminina. Com mais de 37% das inscrições sendo mulheres, esse evento é reconhecido por ter uma das maiores proporções de participação feminina entre as provas da UTMB World Series. Isso demonstra o crescente interesse e envolvimento das mulheres no trail running, refletindo a natureza inclusiva e acessível do esporte para todos os gêneros.

A Expo é outro ponto alto do Paraty Brazil by UTMB. Nessa exposição, expositores e patrocinadores têm a oportunidade de apresentar suas marcas e produtos, proporcionando um ambiente propício para networking, lançamentos, ativações e descoberta de produtos relacionados ao trail running e esportes outdoor. É uma experiência interativa e enriquecedora para todos os presentes e atrairá cerca de 10 mil visitantes, incluindo atletas, familiares, entusiastas do esporte e público em geral.

Com a combinação de participantes de diferentes nacionalidades, a presença de atletas de elite e uma participação feminina expressiva, o Paraty Brazil by UTMB se destaca como um evento verdadeiramente inclusivo, diversificado e  emocionante. A energia e a paixão compartilhadas entre os participantes criam uma atmosfera única e inspiradora, onde todos têm a oportunidade de se superar, se conectar com a natureza e desfrutar de uma experiência extraordinária no trail running.

Milhares de atletas farão parte dessa jornada épica, Paraty Brazil by UTMB reunirá desde corredores experientes e iniciantes em busca de um novo desafio no mundo do Trail Running. Paraty Brazil by UTMB é o evento imperdível de 2023.

Para mais informações sobre o Paraty Brazil by UTMB e como participar, visite o  site oficial do evento em https://paraty.utmb.world/pt

Siga o Paraty Brazil by UTMB nas redes sociais:

Fotos: CLIQUE AQUI

Para solicitar entrevistas ou obter materiais de imprensa, entre em contato com:


Rafael Miranda

Diretor Geral

[email protected]

+55 11 98179-7404

Ultra Trail Caparaó

POR: VALMIR LANA


Viva o EXTRAORDINÁRIO, esta é a frase que o evento Ultra Trail Caparaó utiliza como guia.

Estivemos presentes no evento para cobrir de dentro, ou seja, correndo a prova maior. Eu, Valmir Lana, estava inscrito nos 100km, sempre gosto de viver tudo que há pra viver, mas a distância foi cancelada então passei para os 50km. O evento tomou todas providências para que todos fossem notificados a tempo da mudança e foi sucesso.

O primeiro ponto que eu analiso é sempre a comunicação do evento para nortear o atleta. Deixo claro que o atleta é o primeiro responsável por seu sucesso no evento e este deve fornecer todos os dados técnicos e necessários para que isso possa acontecer. Neste quesito, acredito que se saíram muito bem, claro que há o que melhorar, mas ninguém ficou sem informação, o GPX foi disponibilizado no dia anterior, mas não vejo problemas nisso, já que o percurso, altimetria e tipo de terreno já havia sido disponibilizado com bastante antecedência.

Como não sou adepto de “super kits”, achei o kit da prova ótimo, não foi um gigante como vi que foi o do ano passado, mas isso não é um ponto de importância para mim, então, se o Kit tiver numero de peito e chip tá ótimo. O da prova tinha uma camisa de tecido de algodão com uma arte lindíssima de uma moradora local, a Iside Perdigão, número de peito, chip, um energético, copo sanfonado e um cupom de desconto para um curso de trail da Bita Lapertosa.

O kit tava ótimo, a arena foi bem planejada, o pórtico inovador, algo com jogo de luzes, bambus e cordas coloridas, achei fantástico fugir do tradicional, aliás, a arena toda é sustentável, tendas, palco, gradil, tudo bem inovador, mas vamos falar mais de arena no fim. O congresso técnico creio que pode ser melhorado, não foi ruim, ainda mais com a presença e condução de Manuel Lago, treinador e atleta renomado no mundo trail, ele ficou responsável por todo percurso e logística “que também trataremos oportunamente”, mas acredito que além da informação falada, poderiam ter colocado imagem e mostrar no mapa altimétrico tudo que os atletas passariam, onde teriam os pontos de abastecimentos, os pontos mais técnicos, em suma, fornecer mais alternativas para entendimento do que nos aguardava.

A prova larga de uma pousada parceira do evento em Alto Caparaó, sobe cerca de 8km até chegar na tronqueira, local que começa mesmo a trilha pra valer, a largada às 3h45min, a princípio, não me agradou, mas pegar o nascer do sol a quase 3000m de altitude me fez agradecer profundamente por aquele momento (valeu, organização, mantenham este horário de largada). Este trecho até o ponto mais alto da ida, é bem técnico, bem técnico mesmo, alguns trechos você consegue desenvolver bem a corrida, mas outros é mão no joelho e seja feliz.

Foto: Fernando Biagioni

A descida do Pico para o lado Capixaba tinha até gente pra ajudar em alguns pontos de tão alto que era o nível, mas as belezas do alto do Brasil me fizeram parar e esquecer a corrida para, simplesmente, admirar e agradecer pela vida e saúde. Foi algo singular, uma visão tão ampla, tão linda, tão reveladora que nos faz sentir o privilégio que temos em estar vivos.

Foram quase 5km de descida técnica e mais 8km de estrada e bloquetes e as descidas eram muito inclinadas, difícil segurar, então aproveita e solta as pernas, porque, na volta, você terá que subir tudo de novo e aí que a coisa fica feia, já com 27km nas pernas e sabendo o que te aguarda é algo que faz você flertar com o pensamento de abandono, mas você segue, forte, determinado e vai.

Subida vencida e enfim, Pico da Bandeira, o cume mais alto (acessível) do Brasil (2.891,32m) e o terceiro no geral, perdendo somente para o Pico da Neblina e 31 de março que ficam na floresta amazônica. Agora a descida é para curtir, terreno típico, bem próximo ao que estou acostumado em BH, então soltei e fui assim até o km 50 quando há o último trecho da prova, são 6km desse trecho, no início uma descida em pasto em ingrime e com 50km nas pernas não é fácil soltar, depois um zigue-zague no cafezal subindo uns 200m para enfim cruzar a linha de chegada com 56km e 3.955m de desnível positivo acumulado.

Foto: Fernando Biagioni

Tenho que falar e elogiar a marcação da prova, as fitas foram feitas uma a uma com refletivos e na cor ROSA, nunca vi algo tão efetivo em termos de marcação quanto este desenvolvido pelo diretor, Klaus Pettersen. A equipe do Manuel Lago fez um brilhante trabalho, não houve nem uma dúvida sequer durante todo o percurso, tudo como deve ser, meus parabéns.

Os pontos de abastecimentos foram suficientes, poderia ter um mais, mas os 3 na ida e os mesmos na volta garantiram que não faltasse nada do básico. Poderia colocar mais um ponto de Coca Cola e mais um com sanduba, ficaria bem “Gourmet” e eu não acharia nada ruim.

Arena da prova como antecipei, ficou muito boa, com opções de hamburguer, churrasco, açaí, cerveja, refrigerante, cadeiras e mesas pra galera, show no final pra todos e muita festa.

Tenho que pontuar duas coisas que servem de análise da equipe:

1- ouvi muita gente reclamando que não teve premiação de categoria, eu entendo a importância disso, não sou defensor de categoria de idade, mas podem repensar isso, de todo o caso, bastava os atletas lerem o regulamento e veriam que não há premiação de categoria de idade, então não tem do que reclamar.

2- a parte final, descida no pasto e subida em zigue-zague no cafezal, no meu ver é desnecessário e digo o porque: a prova é essencialmente de montanha, com 50km o atleta está 100% feliz com a prova, afinal ele está prestes a cruzar a linha de chegada e poderá descansar, se alimentar, às vezes tomar aquela merecida cervejinha e aqueles 6km adicionais jogam este sentimento e expectativa fora, eu senti exatamente assim, a prova daria 53km com mais de 3.800m D+, alcançando o topo da 3ª mais alta montanha do Brasil 2 vezes, não há argumento que me convença que aquilo é uma boa ideia. Sei que a organização quer oportunizar uma vivencia dentro do cafezal, mas creio que haveria outras formas disso acontecer, pois uma vivencia acrescida no trail tem que ser uma vivencia boa e não um martírio.

Resumo: A Ultra Trail Caparaó é uma baita corrida em montanha, essencialmente de montanha, lindíssima, muito bem organizada, com alguns pontos que podem ser avaliados e explorados melhor, mas são pontos pequenos, eles acertaram na maioria e mais importantes coisas que se pode avaliar num percurso.

Vale a pena? CLARO QUE VALE!!! Um evento imperdível, eu diria, tem que estar no calendário de todos atletas que amam uma boa competição, tenham certeza que, se Deus me permitir, estarei lá outras vezes para sentir a mesma sensação de PRAZER EM ESTAR VIVO que senti durante esta prova.

Parabéns aos organizadores, aos atletas, staffs, exército e a Deus por me permitir viver o EXTRAORDINÁRIO!

Foto: Fernando Biagioni

A distância curta é a mais difícil?

Por: Bruno Mattos

A distância curta é a mais difícil?
Para muitos, 50km é curto e 20km é longo. Depende da intensidade aplicada em cada distância.

Fiquei meio ano correndo distâncias de até 12km e confesso que não é nada agradável agonizar da largada até a chegada. São os tipos de prova que requerem muita concentração.

Um percurso mais curto não admite erros: Qualquer falha ou desconcentração durante aqueles minutos custam sua colocação e tornam improvável a recuperação.

Quanto mais diminuímos a distância, mais performance precisamos ter, a ponto de precisarmos ser quase perfeitos. Tudo acontece muito rápido!

Tomo como exemplo uma prova de 100m – a prova mais nobre e curta do atletismo – na qual os tempos beiram os 9″ a 10″ + seus milésimos.
É de se imaginar que o mínimo de erro custe ao atleta sua vitória naquela curta faixa entre largada e chegada.

Bruno durante a Insanity Pico da Bandeira

Numa alusão a uma prova de redação, na qual todos começam com 100pts, cada erro de concordância e ortografia é descontado da pontuação.
Transferindo isso para a corrida, todos começam com 100pts na largada e a cada passada errada ou perda de tempo são descontados pontos. O que restar com mais pontos, leva a vitória.

Em distâncias longas, tudo é mais complexo: gerir uma boa alimentação, fazer uma estratégia de ritmo e conhecer bem o percurso. Esses pontos são primordiais para uma boa performance nas distâncias maiores.

Nas competições ultra, o erro pode ser tornar até aliado e amigo dos corredores. São distâncias nas quais ir do céu ao inferno é algo comum. Obviamente o treinamento é primordial – e é necessário focar sua energia nele – mas largar em provas de 100 milhas sabendo que os adversários podem quebrar é só mais uma possibilidade para poder vencer (e que não depende diretamente do seu treino).

Para reforçar meu raciocínio, observo que muitos atletas – ao finalizarem suas provas – contestam sua performance e acreditam que poderiam ter dado muito mais (ou que se não fosse aquele empecilho, etc, baixariam mais seus tempos).

Essa situação exemplifica bem o exemplo da redação.
Somos seres humanos e estamos em evolução e aprendizado sempre.

Provavelmente será impossível fazer uma corrida perfeita, já que errar sempre fez e sempre fará parte do jogo!

A 1ª mulher a correr uma Maratona

Há 63 anos, a primeira mulher a completar uma maratona nos Estados Unidos correu até o topo de Pikes Peak e desceu novamente.


Um grupo de corredores de Colorado Springs nas “She Moves Mountain” subiu Pikes Peak em 17 de agosto de 2019, vestidas de shorts brancos, top sem mangas e chapéus para comemorar a corrida de Arlene Pieper Stine em 1959 na Maratona de Pikes Peak. Stine foi a primeira mulher a completar uma maratona oficial nos Estados Unidos. (Foto fornecida pela Pikes Peak Sports Inc.)

Agora, centenas de mulheres se reúnem todos os anos para seguir as trilhas de Arlene Pieper Stine no maior desafio da corrida, o Pikes Peak Ascent and Marathon.

De short branco, blusa sem mangas e tênis baratos, Arlene Pieper Stine, 29, estava na linha de largada da Maratona Pikes Peak de 1959, parecendo mais Marilyn Monroe do que uma alpinista.

Mas Pieper Stine, então proprietária de um clube de saúde em Colorado Springs, não apenas terminou a corrida de 26 milhas, com seus cansativos 2.438m de ganho vertical até o cume de 4.302m, ela se tornou a primeira mulher a completar uma maratona oficial nos Estados Unidos.

Oito anos depois, Kathrine Switzer seria a primeira mulher a cruzar a linha de chegada na Maratona de Boston em um ato dramático de desafio de gênero.

Em 2009, após uma longa busca, um historiador da Pikes Peak Ascent e Marathon rastreou Pieper Stine, que havia se mudado há muito tempo e morava perto de Fresno, Califórnia.

Ela não tinha ideia de seu lugar na história da corrida.

“Ainda me lembro como se fosse ontem”, disse ela em uma entrevista de 2014. “Você pode ser uma esposa e mãe maravilhosa, mas fazer a corrida me mostrou que, se há algo que você realmente deseja fazer, deve fazê-lo.”

Uma foto em preto e branco da largada da corrida mostra Pieper Stine junto com sua filha de 9 anos, Kathie, e seu marido, que correu com ela para oferecer apoio moral.

Pieper Stine disse que teve a ideia de fazer a corrida como forma de promover o Arlene’s Health Studio. A Maratona de Pikes Peak nunca proibiu as mulheres de participar.

“Naquela época, não tínhamos postos de socorro como agora, e meus tênis de corrida eram, na verdade, apenas aqueles tênis que você ganha nas cinco e dez centavos”, disse ela. “E cerca de uma semana após a corrida, todas as minhas 10 unhas dos pés caíram!”

Pieper Stine, agora com 93 anos, às vezes retorna a Manitou Springs para marcar o início oficial da corrida. “Que emoção olhar para fora e ver todas essas pessoas se preparando para correr.”

Ela foi introduzida no “Colorado Springs Sports Hall of Fame em 2016” e se tornou uma figura cult na comunidade de corrida local.

Indomit Pedra do Baú 2023

Por: Bruno Mattos


Nos dias 9, 10 e 11 de março, a Indomit Pedra do Báu regressa para sua 9 edição. A principal etapa do Circuito Indomit, espera receber grandes nomes para uma grande disputa.

Falta pouco! Contagem regressiva para uma das competições mais importantes do primeiro semestre. A icônica cidade de São Bento do Sapucaí, celeiro de grandes atletas, já foi seletiva da seleção brasileira e fez parte do Circuito Nacional de Skyrunning. Desde a sua primeira edição em 2014, a prova vem conquistando os corredores pelos seus percursos desafiadores, organização impecável e alto nível competitivo.

“A Indomit Pedra do Baú – Ultra Trail te levará para as trilhas da Pedra do Baú em São Bento do Sapucaí em sua 9ª edição. Com paisagens deslumbrantes e um percurso desafiador, será uma experiência para a resto da vida ao lado de grandes atletas do cenário mundial. Muito mais que uma corrida, uma experiência de vida!”

O encontro para essa grande disputa será no coração de São Bento. A praça do coreto será mais uma vez o palco para a largada de todas as distâncias do evento. Seguindo pelas enigmáticas trilhas da cidade, a Pedra do Baú estará ao fundo mais uma vez acompanhando todos os corredores até a linha de chegada na Pousada do Quilombo.

Cobertura Oficial da Revista Trail Running
Um grande evento necessita de uma grande cobertura. Desde 2016, A Revista esteve em todas as edições trazendo os bastidores, entrevistas e emoções que essa prova nos proporciona. A partir do dia 09, sexta-feira, nosso Diretor (Valmir Lana), estará conectando e transportando virtualmente todos os internautas para essa grande festa.

Lembrando que no ano passado, tivemos um recorde absoluto de audiência. Com mais de 260 mil visualizações, 28 mil curtidas e mais de 1.000 comentários, a Indomit Pedra do Baú ainda mantém o posto mais alto de engajamento. Nosso empenho em expandir o cenário trail é fundamental para o crescimento e visibilidade de todas as provas em território nacional. Fiquem ligados em nossas redes!

Confira as distâncias e recordes:
Desde 2018, os percursos de 50k e 35k sofreram alterações. Nas respectivas edições, a prova sempre apresentou um leque que atendeu todos os perfis de atletas.

80km

GERAL FEMININO 80K:
DIANA BELLON
11:57:17

GERAL MASCULINO 80K:
CLEVERSON LUIS DEL SECCHI
09:29:42

50km

GERAL FEMININO 50K:
ANA PAULA SILVEIRA
05:42:04

GERAL MASCULINO 50K:
JOVADIR JUNIOR ACEDO
04:47:05

35km

GERAL FEMININO 35K:
EMILY INACIO BARBOSA
04:19:21
GERAL MASCULINO 35K:
JOSE VIRGINIO
03:38:24

21km

GERAL FEMININO 21K:
LUCIANA DE PAULA CUNHA
02:21:53
GERAL MASCULINO 21K:
AYSLAN MIRAGAIA
01:55:52

12km

GERAL FEMININO 12K:
PATRICIA SIQUEIRA DE PAULA
01:17:40
GERAL MASCULINO 12K:
IVAN PIRES
00:57:49


FAVORITOS 80K

Masculino: André Ristow, André Siegle, Célio Augusto, Cesar Picinin, Fantasma, Gleison Alves, Jeferson Dias, Jiuliano de Souza, Raphael Bonatto, Roger Darrigrand, Marconi André e Sergio Garcia.

Feminino: Cristiane Campello, Diana Bellon, Elizabete Prado, Emily Inacio, Fatima Baltazar, Nadjala Richard Joao, Patricia Honda, Rosilene Baptista, Fátima Baltazar, Patrícia Santos e Sandra Rosa.

FAVORITOS 50K

Masculino: Diego Marabesi, Diego Tales, Felipe Costa, Hoslany Fernandes, Ivan dos Reis Prado, Jeyvidison Diego Ferreira, Jovadir Junior Acedo, Nonato Mota, Rogerio Silvestrin, Sandro Alberto Arcanjo, Thiago Gonzaga da Silva, Wanderson Nascimento, Wellington Noronha,

Feminino: Ana Paula Silveira, Giovanna Martins, Jasieli Tagliari, Leticia Saltori,
FAVORITOS 35K

Masculino: Ayslan Miragaia, Joao Luiz da Silva, Joelso Cordeiro, Jose Virginio, Vicente Vieira Machado, Weliton Carius, Wilton Lucio.

Feminino: Franciele Kiekow, Silva Durigon.

FAVORITOS 21K

Masculino: Victor Resende, Brendon Bresssan, Aloísio Cabruto.

Feminino: Mahira Braga, Paula Carvalho

FAVORITOS 12K
 
Masculino: Brendow Victor, Luiz Edmar Caetano, Pedro Henrique Marques.

Feminino: Sem nomes favoritos em nossa avaliação.