Pat Run

Com estritos protocolos sanitários, foi realizada em San Martín de los Andes uma nova edição do Patagonia Run Columbia Montrail onde o nascido em Junín de los Andes, Sergio Pereyra, foi coroado nas 100km com um tempo de: 21hs 30 min 25seg.

O pódio foi completado com Luciano Pilatti com 21h 58 min 18 seg, em terceiro lugar Gabriel Santos Rueda com 22h 08 min 42 seg e o quarto colocado foi para Facundo Romera com o tempo de 22h 23 min 14 seg.

As 100mi feminino foram para Adriana Vargas com 26h 26 min 25 seg, em segundo lugar, Tania Diaz Slater 26h 30min 27seg, Veronica Ramirez em terceiro lugar 26hs 55min 23seg e Sofia Cantilo com 29hs 40 min 18seg.

Em relação aos 110k, foi Jesus Agüero quem liderou, em segundo lugar, Miguel Lottero e Nicolas Alfageme completam o pódio. Os 110k femininos ficaram com Eliana Marinero, a segunda colocada foi Martina Demateo e a terceira de Elisa Maria García.

Os 70k masculinos foram para Ricardo Manzur, Ramiro Torres e Marcos Suhit, enquanto a categoria feminina Emilia Moreno, Ma de los Angeles Oyarbide Corvalan e Alejandra Pennissi.

A premiação dos 42k masculino ficou assim: o primeiro lugar para Hugo Rodriguez, o segundo lugar para Joaquin Narvaez e o terceiro lugar para Diego Simon, enquanto o pódio feminino Roxana Flores foi a campeã, seguida de Yennifer Castro e Ruth Onate.

Para ver a classificação completa, acesse: https://www.patagoniarun.com/es/resultados/resultados-2021

A competição faz parte do Spartan Trail World Championship é “CROWN LABEL” e seu prêmio em dinheiro totaliza US $ 25.000 para as categorias Elite (100Mi e 42k).

A cidade de San Martín de los Andes se vestiu como uma anfitriã para receber competidores que vivenciaram adrenalina, aventura e paisagens de tirar o fôlego. No marco da pandemia, Patagonia Run Columbia Montrail se realizou e aprovou protocolos sanitários rigorosos na província de Neuquén para cuidar dos corredores que vinham desfrutar de cada percurso do National Park Lanín.

Capa Site Boi Preto
Por: Valmir Lana Jr.

Era 23:40h da noite de uma sexta-feira quando desci do carro na escuridão para percorrer os longos e solitários 84 quilômetros da Boi Preto (@boipretoultra).

Sem eu saber a Gabi (@gabspaschoalini), minha esposa, filmou o momento, eu já estava pilhado e procurava um local para “guardar” minha garrafa de 1,5L de água numa moita pois passaria neste mesmo local por volta de 03:00h da madruga com 28km nas pernas...

Noite sem lua, trilha dos escravos escorregava muito, como de costume, muito cuidado pra não machucar nesta descida difícil de 3,5k com -400m de desnível.

Durante o percurso de 10k em estrada pude correr tranquilo, até aparecer uns 10 cachorros pra testar o sangue frio do cidadão aqui...

Enfim cheguei ao bar do Riva e segui pra trilha que levaria a primeira cachoeira e ao topo da montanha da Serra da Moeda, o trecho conhecido como “fim do mundo”...

No meio da subida a neblina veio como um lençol em conjunto com a luz da lanterna, não conseguia ver onde pisava, mas tbm não queria andar, mais tropicava que corria, mas fui, finalizei os 28km em 3h 15’, um pouco acima do pretendido, mas tava feliz de ter chegado na minha garrafa que tinha escondido na moita!

Agora era hora de pegar mais 10km do trecho conhecido como “Topo do Mundo”, a neblina havia ficado pra trás, mas a escuridão de uma noite sem lua não me dava visão além do que a lanterna iluminava, era somente olho na trilha e segue o jogo...

Quem conhece este trecho sabe como tem subida, curtas, mas bem íngremes e técnicas... mas pra mim foi muito corrivel, me lembro de andar umas duas vezes ou três, no máximo... desta vez fiz o trecho um pouco mais rápido que o planejado...

Cheguei no final do Topo do Mundo feliz, já tinha passado de 5h de corrida e 38km... agora viria uma longa e penosa descida de uns 10km e mais 5k com subidas e descidas até chegar ao pé da trilha que da nome ao desafio...

Eu tentava decifrar uma passagem e acabei caindo dentro de uma vala que não dava pra ver... fiquei assustado pois ainda estava escuro e não sabia a profundidade ou o que teria la dentro... bati meu lado esquerdo bem forte e sai rápido dali e nem olhei o Wikiloc, sai num vara mato pois sabia que a trilha estava praquele lado... e realmente encontrei!

Dei aquele confere na perna esquerda e vi que foram so escoriações leves e segui em ritmo bom, a descida é forte, em asfalto, o dia amanhecia, podia ver o sol iluminando a parte debaixo de algumas nuvens, o ar fresco ainda arrepiava a pele e sentia que o dia, dali pra frente, seria quente!

Não tinha jeito, aquela descida faz vc travar todos os passos e vai moendo sua musculatura... não dava pra soltar as pernas pois pagaria caro la na frente mas travar tbm não era um bom negócio...

No fim da descida aproveitei para comer mais, me hidratar bem e jogar o lixo fora... passei em Piedade do Paraopeba com 6h e pouco de corrida e me permiti andar um pouco, comi uns doces com calma, bebi água tranquilo e quando fui voltar a correr senti uma dor na minha virilha, em seguida doeu “meio que a cabeça do meu fêmur esquerdo”; voltei a andar, apalpei e não doeu... pensei que teria sido a pancada no capote na vala... voltei a correr pra ver se parava, mas não parou, não estava insuportável, mas estava lá!

Quando cheguei no km 53, entrada da trilha da Boi Preto, pensei: “agora que vai ficar difícil”... - lembro que tinha feito este mesmo trecho no sábado anterior, são 31km com 1900+ muito travado - me questionei se valia a pena seguir e decidi abortar e ir direto pra Casa Branca (+ 6km).

Em 3 semanas eu estaria na Patagônia Run para correr as 100 milhas e arriscar uma lesão tão próximo seria mais que imprudência, seria burrice mesmo!

Segui feliz pra Casa Branca sabendo que tinha feito um BAITA treino, foram 58km com 2400+ em 7h40’.

Na chegada uma boa Coca gelada, um torrone e aquela msg pra patroa, “pode me buscar já”...

No fim das contas, sabadão ainda tomei café da manhã com minha mulher e comi muita porcaria o resto do fds!

Minha história com a Boi Preto ta 2x1 pra ele... mas tá longe do apito final... em breve teremos mais!

Como é bom ter algo como a Boi Preto do lado de casa pra te por medo, te derrubar e, às vezes, você conseguir finalizar! Muito aprendizado envolvido!

Bandagem

Por: Fernanda Rizzo


O entorse de tornozelo é comum entre os praticantes de corrida de trilhas.
Algumas pessoas “torcem” o tornozelo com frequência, nesse caso, é recomendado realizar bandagem para evitar novos entorses!
Neste vídeo, a atleta Patrícia Honda, nos mostra como fazer “auto-bandagem”.
Não se preocupe se a bandagem não sair “perfeita” nas primeiras tentativas. O importante é que ela “segure” o movimento do pé para dentro (mecanismo mais comum de entorse).
Você pode utilizar esparadrapo ou qualquer bandagem “rígida”. No vídeo utilizamos uma bandagem chamada Leukotape.

1. Primeiro prepare as fitas! Com a parte sem cola da fita, medir o tamanho ao redor do pé/tornozelo;
2. A fita deve cobrir até a parte “média” da perna, mais ou menos;
3. Separar uma fita maior para fazer um “8”;
4. Comece aplicando a fita pela parte de dentro da perna, passando por cima do “ossinho” de dentro e de fora do tornozelo (maléolo medial e lateral);
5. Fixe bem a fita! Passe a mão por toda a fita, para colar bem! Coloque as fitas cobrindo 50% da fita anterior;
6. Para fazer o “8”, comece pelo lado de fora, passar pela frente da perna;
7. Para finalizar, “feche a bandagem”. Coloque fitas ao redor de toda a bandagem.
Bons treinos!!
Fisioterapeuta Fernanda Rizzo @ferizzo.fisio
* Agradecimento a atleta: Patrícia Honda @pattihonda

Pés Fortes

Por Fernanda Rizzo
Fisioterapeuta 


O pé é uma estrutura complexa, composto por várias articulações, músculos, ligamentos e tendões. Além de ser nossa base de apoio quando ficamos em pé, parados, durante a caminhada e corrida ele deve se tornar adaptável a atenuar “as cargas” impostas ao corpo, e nos “empurrar” para frente ao final de cada passada na corrida.

Podemos comparar a função de seus músculos e tendões durante a corrida com uma “mola” que armazena e libera energia a cada passo.

No treinamento físico e reabilitação o conceito de “CORE” é bem conhecido para a região do abdômen (engloba também região da pelve e coluna). Mas o que quer dizer esse conceito? Ele vem da idéia de que, através da ação em conjunto de músculos locais (“estabilizadores”) e músculos globais (executores) geramos movimentos das pernas e braços muito mais eficientes e com qualidade.

O mesmo conceito foi atribuído ao pé e é bastante utilizado e disseminado por um grupo de pesquisadores liderado pela fisioterapeuta Irene Davies (Harvard). O CORE do pé pode ser descrito como o conjunto de 3 subsistemas:

1 – Passivo: ossos, ligamentos e cápsulas articulares que mantém os 4 arcos do pé

2 – Ativo: músculos e tendões intrínsecos e extrínsecos

3 – Neural: receptores sensoriais localizados na fáscia plantar, ligamentos, cápsulas articulares, músculos e tendões

Alguns estudos sugerem que fortalecer os pés ajuda na prevenção de lesões relacionadas a corrida, além de melhorar a biomecânica da corrida.

A seguir algumas dicas de exercícios!!

Short Foot – Sentado, com 90 graus de flexão do joelho e tornozelo, aproxime a cabeça do primeiro metatarso em direção ao calcanhar sem flexão dos dedos, “encurtando” os pés. A parte da frente do pé e o calcanhar não devem sair do chão.

Pe forte 1

Sentado, com o calcanhar fixo e em contato com o chão, levante o dedão mantendo o dedinho no chão. Depois eleve os outros dedos do pé e mantenha o dedão no chão. Faça isso devagar e sob controle total.

Pés fortes 2                      Pés fortes 3

Sentado, com 90 graus de flexão do joelho e tornozelo, abduza (abra) e aduza (feche) os dedos dos pés ritmicamente.

Pés fortes 4

Fortalecimento de panturrilha: elevação do calcanhar em pé. Você pode começar com os dois pés e evoluir para 1 pé só.

Pés fortes 5

Além dos exercícios, andar de descalço também ajuda a fortalecer os pés!!

E atenção!! Se você pensa em correr descalço ou migrar para um tênis minimalista, considere realizar uma transição progressiva (pelo menos 3 meses). Não tenha pressa!!

Iogurte Natural com Coco
Iogurte Natural com Coco

IOGURTE NATURAL DE COCO

 

INGREDIENTES:

 

- 1 xícara de iogurte natural

- 1/4 de xícara de leite de coco

- 3 colheres de sopa de coco ralado

- 2 colheres de sopa de açúcar de coco

 

MODO DE PREPARO:

 

- Coloque todos os ingredientes no liquidificador.

 

- Bata por cerca de 1 minuto.