MegaMaratona UpRise Brasil

Por: Valmir Lana Jr.

Um evento feito no capricho! É o que podemos dizer da MegaMaratona UpRise Brasil que aconteceu no Sesc Domingos Martins no Espírito Santo.

Com toda certeza o Espírito Santo é um destino que precisa estar na lista dos atletas de Trilha do Brasil, são inúmeros locais fantásticos para a prática do nosso esporte.

 

A UpRise nos brindou com um evento com MTB, Uma maratona de 43km e uma prova noturna de 5km.

O evento foi sediado no belíssimo Sesc Domingos Martins, local com trilhas no seu entorno deliciosas e muito bem cuidadas.

A arena foi bem pensada, tinha toda estrutura para receber com conforto atletas e convidados, comida e bebida a vontade.

Na sexta-feira foi dia de retirada de kit e também dos 5km noturno, o evento contou com a presença do melhor atleta do Brasil, Rogério Silvestrim e também o treinador da seleção brasileira de Trail, Raphael Bonatto, que também é treinador do Rogério. Não houve nenhuma surpresa, Silvestrim, apesar de estar com foco na maratona, quis aproveitar os 5km para soltar as pernas e foi o vencedor, seguido de um jovem atleta de 14 anos e de Raphael Bonatto.

Sábado, 7h15min foi dada a largada para os 43km da MegaMaratona, grandes nomes dividiam a atenção do público, Wanderley, atleta experiente da região conseguiu ir junto de Silvestrim por longos 18km, momento em que os aclives ficaram fortes e Silvestrim impôs seu ritmo para não perder mais, fechando a prova em 3h26min, Wanderley foi o segundo colocado e Carlos Gusmão em terceiro, já no feminino, a atleta Lucia Helena Helmer foi a grande campeã com 4h43min.

                                

A marcação da prova foi feita com bastante cuidado, em contato com os atletas, todos, sem exceção elogiaram muito, bem como os pontos de abastecimento que foram muito bem distribuídos e com tudo que foi informado.

A região de Domingos Martins é belíssima, trilhas fantásticas e até as estradas tem visual que agrada muito aos olhos.

A conclusão que tiramos é que a UpRise deu um show em organização, belíssima estrutura, percurso, cuidado com atleta e tudo que um grande evento precisa para estar no calendário de quem realmente gosta de uma boa prova.

Este ano ainda tem mais, dias 06, 07 e 08 de outubro acontece a grande final no mesmo local, SESC – Domingos Martins, no Espírito Santo.

www.uprisebrasil.com.br

Paraty Brazil by UTMB: O Evento de Trail Running Mais Esperado do Ano

Paraty, 15 de junho de 2023


O Paraty Brazil by UTMB ocorrerá entre os dias 21 e 24 de setembro de 2023, e promete oferecer uma experiência extraordinária para corredores e entusiastas do trail running. Pela primeira vez no Brasil, o evento faz parte do UTMB World Series, o maior circuito de trail do mundo, trazendo consigo a emoção, a competição e a aventura características da UTMB (Ultra-Trail du Mont-Blanc).

Como um dos eventos mais icônicos e desafiadores do mundo, a UTMB é realizada anualmente nos Alpes Franceses, atraindo atletas de elite e entusiastas apaixonados pelo desafio de percorrer trilhas deslumbrantes e exigentes. Agora, o Brasil tem o privilégio de receber essa tradição, permitindo que corredores de todo o mundo experimentem a magia de nossas trilhas e desfrutem da hospitalidade única do país.

O Paraty Brazil by UTMB será realizado na charmosa e acolhedora cidade de Paraty, localizada entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no litoral sudeste brasileiro. Rodeada por majestosas montanhas e exuberantes florestas, Paraty é um destino conhecido por sua beleza natural e rica história colonial. Com seu centro histórico preservado e suas ruas de paralelepípedos, a cidade proporcionará uma recepção calorosa aos corredores, familiares e amigos.

Esse evento oferece uma oportunidade única para os participantes explorarem a riqueza natural de Paraty. Desde praias paradisíacas até montanhas desafiadoras, cada passo dado nas trilhas revelará uma nova paisagem de tirar o fôlego. A conexão com a natureza será intensa, permitindo que os corredores experimentem a grandiosidade desse ambiente espetacular.

O Parque Nacional da Serra da Bocaina, uma das jóias naturais do Brasil, servirá como pano de fundo deslumbrante para o evento. Com mais de 100.000 hectares de área protegida da Mata Atlântica, essa região intocada é um tesouro a ser preservado.

O Paraty Brazil by UTMB não apenas proporcionará uma experiência inesquecível aos corredores, mas também destacará a importância da conservação ambiental e sustentabilidade. Em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), o evento está empenhado em promover uma abordagem responsável e respeitosa em relação ao ambiente natural da Serra da Bocaina. Os corredores e entusiastas do trail running terão a oportunidade de se tornarem embaixadores da preservação ambiental, contribuindo para a conservação desse tesouro natural para as gerações futuras.

Paraty e o Parque Nacional da Serra da Bocaina foram considerados Patrimônio Mundial pela UNESCO por sua cultura, fauna e flora excepcionais.

O Paraty Brazil by UTMB oferecerá quatro percursos desafiadores, adequados para diferentes níveis de habilidade e condicionamento físico:

UTSB 110

Ultra-Trail Serra da Bocaina 110: Com uma distância de 110 km e um ganho de elevação de 5700 metros, este percurso é uma verdadeira prova de resistência para os corredores mais experientes. As inscrições estão esgotadas.

PTR 55

Paraty Trail Run 55: Com 54 km de distância e um ganho de elevação de 2800 metros, este percurso oferece uma mistura de desafios técnicos e paisagens deslumbrantes. As inscrições estão esgotadas.

PTR 35

Paraty Trail Run 35: Com 34 km de distância e um ganho de elevação de 1300 metros, este percurso é perfeito para corredores intermediários em busca de uma experiência desafiadora. As inscrições estão abertas.

PTR 20

Paraty Trail Run 20: Com uma distância de 23 km e um ganho de elevação de 660 metros, este percurso é ideal para corredores iniciantes que desejam experimentar a emoção do trail running. As inscrições estão abertas.

Com corredores inscritos de mais de 28 nacionalidades, o Paraty Brazil by UTMB se torna um ponto de encontro para pessoas de todo o mundo. Essa diversidade cultural cria um ambiente enriquecedor, onde corredores podem compartilhar suas experiências e celebrar a paixão comum pelo trail running.

O evento também contará com a presença de renomados atletas de elite. Mais de 20 atletas excepcionais estarão presentes para competir nas diferentes distâncias, proporcionando um espetáculo de alto nível para os espectadores e inspirando outros participantes a superarem seus próprios limites.

Outro destaque do Paraty Brazil by UTMB é a participação feminina. Com mais de 37% das inscrições sendo mulheres, esse evento é reconhecido por ter uma das maiores proporções de participação feminina entre as provas da UTMB World Series. Isso demonstra o crescente interesse e envolvimento das mulheres no trail running, refletindo a natureza inclusiva e acessível do esporte para todos os gêneros.

A Expo é outro ponto alto do Paraty Brazil by UTMB. Nessa exposição, expositores e patrocinadores têm a oportunidade de apresentar suas marcas e produtos, proporcionando um ambiente propício para networking, lançamentos, ativações e descoberta de produtos relacionados ao trail running e esportes outdoor. É uma experiência interativa e enriquecedora para todos os presentes e atrairá cerca de 10 mil visitantes, incluindo atletas, familiares, entusiastas do esporte e público em geral.

Com a combinação de participantes de diferentes nacionalidades, a presença de atletas de elite e uma participação feminina expressiva, o Paraty Brazil by UTMB se destaca como um evento verdadeiramente inclusivo, diversificado e  emocionante. A energia e a paixão compartilhadas entre os participantes criam uma atmosfera única e inspiradora, onde todos têm a oportunidade de se superar, se conectar com a natureza e desfrutar de uma experiência extraordinária no trail running.

Milhares de atletas farão parte dessa jornada épica, Paraty Brazil by UTMB reunirá desde corredores experientes e iniciantes em busca de um novo desafio no mundo do Trail Running. Paraty Brazil by UTMB é o evento imperdível de 2023.

Para mais informações sobre o Paraty Brazil by UTMB e como participar, visite o  site oficial do evento em https://paraty.utmb.world/pt

Siga o Paraty Brazil by UTMB nas redes sociais:

Fotos: CLIQUE AQUI

Para solicitar entrevistas ou obter materiais de imprensa, entre em contato com:


Rafael Miranda

Diretor Geral

[email protected]

+55 11 98179-7404

Ultra Trail Caparaó

POR: VALMIR LANA


Viva o EXTRAORDINÁRIO, esta é a frase que o evento Ultra Trail Caparaó utiliza como guia.

Estivemos presentes no evento para cobrir de dentro, ou seja, correndo a prova maior. Eu, Valmir Lana, estava inscrito nos 100km, sempre gosto de viver tudo que há pra viver, mas a distância foi cancelada então passei para os 50km. O evento tomou todas providências para que todos fossem notificados a tempo da mudança e foi sucesso.

O primeiro ponto que eu analiso é sempre a comunicação do evento para nortear o atleta. Deixo claro que o atleta é o primeiro responsável por seu sucesso no evento e este deve fornecer todos os dados técnicos e necessários para que isso possa acontecer. Neste quesito, acredito que se saíram muito bem, claro que há o que melhorar, mas ninguém ficou sem informação, o GPX foi disponibilizado no dia anterior, mas não vejo problemas nisso, já que o percurso, altimetria e tipo de terreno já havia sido disponibilizado com bastante antecedência.

Como não sou adepto de “super kits”, achei o kit da prova ótimo, não foi um gigante como vi que foi o do ano passado, mas isso não é um ponto de importância para mim, então, se o Kit tiver numero de peito e chip tá ótimo. O da prova tinha uma camisa de tecido de algodão com uma arte lindíssima de uma moradora local, a Iside Perdigão, número de peito, chip, um energético, copo sanfonado e um cupom de desconto para um curso de trail da Bita Lapertosa.

O kit tava ótimo, a arena foi bem planejada, o pórtico inovador, algo com jogo de luzes, bambus e cordas coloridas, achei fantástico fugir do tradicional, aliás, a arena toda é sustentável, tendas, palco, gradil, tudo bem inovador, mas vamos falar mais de arena no fim. O congresso técnico creio que pode ser melhorado, não foi ruim, ainda mais com a presença e condução de Manuel Lago, treinador e atleta renomado no mundo trail, ele ficou responsável por todo percurso e logística “que também trataremos oportunamente”, mas acredito que além da informação falada, poderiam ter colocado imagem e mostrar no mapa altimétrico tudo que os atletas passariam, onde teriam os pontos de abastecimentos, os pontos mais técnicos, em suma, fornecer mais alternativas para entendimento do que nos aguardava.

A prova larga de uma pousada parceira do evento em Alto Caparaó, sobe cerca de 8km até chegar na tronqueira, local que começa mesmo a trilha pra valer, a largada às 3h45min, a princípio, não me agradou, mas pegar o nascer do sol a quase 3000m de altitude me fez agradecer profundamente por aquele momento (valeu, organização, mantenham este horário de largada). Este trecho até o ponto mais alto da ida, é bem técnico, bem técnico mesmo, alguns trechos você consegue desenvolver bem a corrida, mas outros é mão no joelho e seja feliz.

Foto: Fernando Biagioni

A descida do Pico para o lado Capixaba tinha até gente pra ajudar em alguns pontos de tão alto que era o nível, mas as belezas do alto do Brasil me fizeram parar e esquecer a corrida para, simplesmente, admirar e agradecer pela vida e saúde. Foi algo singular, uma visão tão ampla, tão linda, tão reveladora que nos faz sentir o privilégio que temos em estar vivos.

Foram quase 5km de descida técnica e mais 8km de estrada e bloquetes e as descidas eram muito inclinadas, difícil segurar, então aproveita e solta as pernas, porque, na volta, você terá que subir tudo de novo e aí que a coisa fica feia, já com 27km nas pernas e sabendo o que te aguarda é algo que faz você flertar com o pensamento de abandono, mas você segue, forte, determinado e vai.

Subida vencida e enfim, Pico da Bandeira, o cume mais alto (acessível) do Brasil (2.891,32m) e o terceiro no geral, perdendo somente para o Pico da Neblina e 31 de março que ficam na floresta amazônica. Agora a descida é para curtir, terreno típico, bem próximo ao que estou acostumado em BH, então soltei e fui assim até o km 50 quando há o último trecho da prova, são 6km desse trecho, no início uma descida em pasto em ingrime e com 50km nas pernas não é fácil soltar, depois um zigue-zague no cafezal subindo uns 200m para enfim cruzar a linha de chegada com 56km e 3.955m de desnível positivo acumulado.

Foto: Fernando Biagioni

Tenho que falar e elogiar a marcação da prova, as fitas foram feitas uma a uma com refletivos e na cor ROSA, nunca vi algo tão efetivo em termos de marcação quanto este desenvolvido pelo diretor, Klaus Pettersen. A equipe do Manuel Lago fez um brilhante trabalho, não houve nem uma dúvida sequer durante todo o percurso, tudo como deve ser, meus parabéns.

Os pontos de abastecimentos foram suficientes, poderia ter um mais, mas os 3 na ida e os mesmos na volta garantiram que não faltasse nada do básico. Poderia colocar mais um ponto de Coca Cola e mais um com sanduba, ficaria bem “Gourmet” e eu não acharia nada ruim.

Arena da prova como antecipei, ficou muito boa, com opções de hamburguer, churrasco, açaí, cerveja, refrigerante, cadeiras e mesas pra galera, show no final pra todos e muita festa.

Tenho que pontuar duas coisas que servem de análise da equipe:

1- ouvi muita gente reclamando que não teve premiação de categoria, eu entendo a importância disso, não sou defensor de categoria de idade, mas podem repensar isso, de todo o caso, bastava os atletas lerem o regulamento e veriam que não há premiação de categoria de idade, então não tem do que reclamar.

2- a parte final, descida no pasto e subida em zigue-zague no cafezal, no meu ver é desnecessário e digo o porque: a prova é essencialmente de montanha, com 50km o atleta está 100% feliz com a prova, afinal ele está prestes a cruzar a linha de chegada e poderá descansar, se alimentar, às vezes tomar aquela merecida cervejinha e aqueles 6km adicionais jogam este sentimento e expectativa fora, eu senti exatamente assim, a prova daria 53km com mais de 3.800m D+, alcançando o topo da 3ª mais alta montanha do Brasil 2 vezes, não há argumento que me convença que aquilo é uma boa ideia. Sei que a organização quer oportunizar uma vivencia dentro do cafezal, mas creio que haveria outras formas disso acontecer, pois uma vivencia acrescida no trail tem que ser uma vivencia boa e não um martírio.

Resumo: A Ultra Trail Caparaó é uma baita corrida em montanha, essencialmente de montanha, lindíssima, muito bem organizada, com alguns pontos que podem ser avaliados e explorados melhor, mas são pontos pequenos, eles acertaram na maioria e mais importantes coisas que se pode avaliar num percurso.

Vale a pena? CLARO QUE VALE!!! Um evento imperdível, eu diria, tem que estar no calendário de todos atletas que amam uma boa competição, tenham certeza que, se Deus me permitir, estarei lá outras vezes para sentir a mesma sensação de PRAZER EM ESTAR VIVO que senti durante esta prova.

Parabéns aos organizadores, aos atletas, staffs, exército e a Deus por me permitir viver o EXTRAORDINÁRIO!

Foto: Fernando Biagioni

Paraty Brazil by UTMB

O UTMB World Series chega à América do Sul pela primeira vez com dois novos eventos confirmados para 2023


– Um novo evento, Paraty Brazil by UTMB, fará a estreia da UTMB World Series no Brasil.

Os organizadores do UTMB® World Series confirmam que o circuito global de 2023 dará aos corredores a chance de explorar alguns
dos cenários mais épicos da América do Sul pela primeira vez, em Valhöll Argentina by UTMB e Paraty Brazil by UTMB.

Paraty Brazil by UTMB acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2023 e Valhöll Argentina by UTMB acontecerá de 12 a 14 de maio.

O anúncio vem logo após a confirmação de um novo evento na França, Trail Alsace Grand Est by UTMB, e segue o lançamento de um novo evento no sul da Tailândia, Amazean Jungle Thailand by UTMB, que foi confirmado no início deste ano.

 

O UTMB World Series visa dar a todos os corredores, da elite aos amadores apaixonados, a chance de experimentar a aventura UTMB nos melhores locais de corrida do mundo. A inclusão de dois novos eventos na América do Sul, será saudada pelos milhares de corredores da região, bem como viajantes exigentes que desejam explorar novos territórios e trilhas como parte da busca pela qualificação para as finais do UTMB World Series.

A presidente e co-fundadora do Grupo UTMB, Catherine Poletti, disse: “U T M B são 4 letras que unem uma grande comunidade de corredores, amigos e voluntários em todo o mundo, conectando pessoas com a natureza e compartilhando aventuras. Estamos entusiasmados em poder confirmar dois eventos na América do Sul em belos destinos, e estamos animados em poder expandir nossa oferta para ainda mais corredores, dando-lhes a chance de descobrir a aventura do UTMB.

No UTMB, nosso propósito é dar brilho a territórios, culturas, homens e mulheres, e o UTMB World Series oferece a todos, não importa onde estejam, a possibilidade de conhecer o seu extraordinário. Estamos empolgados em desenvolver ainda mais a família UTMB em 2023 e convidamos todos os corredores para conhecer Valhöll Argentina by UTMB e Paraty Brazil by UTMB”.

UTMB World Series chega ao Brasil pela primeira vez com Paraty Brazil by UTMB.

A charmosa e acolhedora cidade de Paraty, localizada entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no litoral sudeste brasileiro, sediará o mais novo evento Paraty Brazil by UTMB, de 22 a 24 de setembro de 2023, com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Prefeitura de Paraty e do ICMBio.

Rodeada por grandes montanhas e florestas, Paraty promete uma recepção calorosa para os corredores, com seu famoso centro histórico colonial, primorosamente preservado, e suas ruas de paralelepípedos que abrigam edifícios dos séculos XVII e XVIII. Com mais de 50 praias exuberantes, pertencentes à famosa Costa Verde, Paraty é um dos destinos mais visitados do Brasil.

A cidade é rodeada pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina, Patrimônio Mundial da UNESCO com mais de 106.000 hectares, compostos em sua maioria por Mata Atlântica nativa.

Os corredores descobrirão as diferentes paisagens da região, desde praias ao redor de Paraty até uma das serras mais imponentes do Brasil – com picos de até 1840m de altitude – , através de trilhas que conectam o litoral às matas nativas, montanhas e vilarejos locais.

Sobre o Paraty Brazil by UTMB, Catherine Poletti disse: “Os corredores terão a oportunidade de descobrir uma área de beleza natural exuberante, ao redor do Parque Nacional da Serra de Bocaina. E, além de não vermos a hora de explorar as novas trilhas da região, esperamos também ressaltar a importância de proteger e trabalhar em harmonia com esta região prioritária de conservação global.”

As inscrições serão abertas em dezembro de 2022, e os corredores poderão escolher entre 23km, 35km, 55km e 110km para esta primeira edição, explorando uma das áreas naturais mais ricas do planeta, repleta de espécies endêmicas de fauna e flora.

Rafael Miranda, CEO do Paraty Brazil by UTMB disse: “Trazer o UTMB World Series para o Brasil é um sonho. A emoção de organizar este evento é a mesma que senti na largada do meu primeiro CCC. O Brasil está pronto para sediar uma corrida extraordinária! Tenho certeza que o Brasil vai surpreender até os atletas mais experientes, com sua hospitalidade, natureza exuberante e percursos desafiadores. Em setembro de 2023 vamos tornar esse sonho realidade!”

Rafael Miranda conheceu o fundador do grupo UTMB, Michel Poletti, em 2019 durante o evento Oman by UTMB, onde correram juntos parte do percurso de 100 milhas daquele ano. Na ocasião, Michel Poletti compartilhou seu sonho de realizar uma etapa do UTMB no Brasil com Rafael, e a partir daquele dia, o brasileiro que também tinha esse desejo, começou a se dedicar para tornar este sonho realidade.

Percursos desenhados por atletas
Quem assume a direção técnica do Paraty Brazil by UTMB é o atleta e organizador de eventos esportivos Rafael Campos.

Atleta de corridas de aventura, fundador e líder da equipe Quasarlontra, com participação em 7 mundiais e muitas vitórias ao longo da carreira, Rafael Campos traz para o evento toda a sua experiência técnica organizando eventos esportivos de alta complexidade há mais de 10 anos.

Além das exímias habilidades em navegação, resgate e técnicas verticais, Rafael Campos tem se destacado no cenário brasileiro dos esportes outdoor como Diretor Técnico do Brasil Ride, o maior evento de Mountain Bike do país.

Rafael Campos disse: “As expectativas para a primeira edição do UTMB no Brasil são muito boas. O local escolhido é um local épico, com uma logística de fácil acesso dos grandes centros, onde conseguiremos receber muito bem os atletas brasileiros e também muitos atletas estrangeiros.

Paraty é uma região linda que fica perto do mar, mas também está muito próximo da montanha. Nós conseguiremos sair do nível do mar e atingir picos com quase 2.000m de altitude, com diferentes tipos de vegetação e trilhas bastante desafiadoras. Tenho certeza que vamos surpreender os corredores e suas famílias aqui em Paraty. A cidade é muito acolhedora e é palco perfeito para grandes eventos.”

Seu caminho mais fácil para Chamonix

A partir de 2023, pelas novas regras do circuito UTMB World Series, os atletas que desejarem correr a UTMB Finals (UTMB®, CCC® e OCC®), na famosa e icônica cidade de Chamonix, na França, precisarão buscar seu índice qualificatório, além de coletar Running Stones nos 29 eventos do circuito ao redor do mundo.

Paraty Brazil by UTMB será, portanto, a única prova do país que permitirá aos atletas somarem as desejadas Running Stones, possibilitando seu ingresso no sorteio para o UTMB® Mont-Blanc, na França.


Para mais informações, acesse www.utmb.world.

Eventos confirmados do UTMB World Series 2023 em 4 de outubro de 2022:

• Tarawera™ Ultramarathon by UTMB® (Nova Zelândia), 11 a 12 de fevereiro
• Amazean Jungle Thailand by UTMB (Tailândia), 17-19 de fevereiro
• Istria 100 by UTMB® (Croácia), 13-16 de abril
• Canyons Endurance Runs by UTMB® (EUA), 28 a 29 de abril
• Transvulcania by UTMB® (Espanha), 4-6 de maio
• Ultra-Trail Snowdonia by UTMB® (País de Gales), 12 a 14 de maio
• Trail Alsace Grand Est by UTMB® (França), 19 a 21 de maio
• Ultra-Trail Australia™ by UTMB® (Austrália), 11-14 de maio
• Trail du Saint-Jacques by UTMB® (França), 3-4 de junho
• mozart 100™ by UTMB® (Áustria), 17-18 de junho
• Valhöll Argentina by UTMB® (Argentina), 12-14 de maio
• La Sportiva® Lavaredo Ultra-Trail® by UTMB® (Itália), 22-25 de junho
• Trail 100 Andorra™ by UTMB® (Andorra), 24-25 de junho
• Western States® 100-Mile Endurance Run (EUA), 24 a 25 de junho
• Val d’Aran by UTMB® (Espanha), 6 a 9 de julho
• Restonica Trail by UTMB® (França), 6-8 de julho
• Trail Verbier Saint-Bernard by UTMB® (Suíça), 7 a 9 de julho
• Eiger Ultra Trail by UTMB® (Suíça), 12 a 16 de julho
• Speedgoat Mountain Races by UTMB® (EUA), 21-22 de julho
• Finais do UTMB® World Series; UTMB® Mont-Blanc (França, Itália, Suíça),
28 de agosto a 3 de setembro
• Wildstrubel by UTMB® (Suíça), setembro
• Paraty Brazil by UTMB® (Brasil), 22-24 de setembro
• Julian Alps Trail Run by UTMB® (Eslovênia), setembro
• Nice Côte d’Azur by UTMB® (França), setembro
• Puerto Vallarta México by UTMB® (México), outubro
• Kullamannen by UTMB®, (Suécia) novembro
• TransLantau™ by UTMB® (Hong Kong), novembro
• Doi Inthanon Tailândia by UTMB® (Tailândia), 9-11 de dezembro
• Ultra-Trail Kosciuszko by UTMB® (Austrália), dezembro

Sergio Pereyra vence a Patagonia Run Columbia Montrail 100 milhas

Pat Run

Com estritos protocolos sanitários, foi realizada em San Martín de los Andes uma nova edição do Patagonia Run Columbia Montrail onde o nascido em Junín de los Andes, Sergio Pereyra, foi coroado nas 100km com um tempo de: 21hs 30 min 25seg.

O pódio foi completado com Luciano Pilatti com 21h 58 min 18 seg, em terceiro lugar Gabriel Santos Rueda com 22h 08 min 42 seg e o quarto colocado foi para Facundo Romera com o tempo de 22h 23 min 14 seg.

As 100mi feminino foram para Adriana Vargas com 26h 26 min 25 seg, em segundo lugar, Tania Diaz Slater 26h 30min 27seg, Veronica Ramirez em terceiro lugar 26hs 55min 23seg e Sofia Cantilo com 29hs 40 min 18seg.

Em relação aos 110k, foi Jesus Agüero quem liderou, em segundo lugar, Miguel Lottero e Nicolas Alfageme completam o pódio. Os 110k femininos ficaram com Eliana Marinero, a segunda colocada foi Martina Demateo e a terceira de Elisa Maria García.

Os 70k masculinos foram para Ricardo Manzur, Ramiro Torres e Marcos Suhit, enquanto a categoria feminina Emilia Moreno, Ma de los Angeles Oyarbide Corvalan e Alejandra Pennissi.

A premiação dos 42k masculino ficou assim: o primeiro lugar para Hugo Rodriguez, o segundo lugar para Joaquin Narvaez e o terceiro lugar para Diego Simon, enquanto o pódio feminino Roxana Flores foi a campeã, seguida de Yennifer Castro e Ruth Onate.

Para ver a classificação completa, acesse: https://www.patagoniarun.com/es/resultados/resultados-2021

A competição faz parte do Spartan Trail World Championship é “CROWN LABEL” e seu prêmio em dinheiro totaliza US $ 25.000 para as categorias Elite (100Mi e 42k).

A cidade de San Martín de los Andes se vestiu como uma anfitriã para receber competidores que vivenciaram adrenalina, aventura e paisagens de tirar o fôlego. No marco da pandemia, Patagonia Run Columbia Montrail se realizou e aprovou protocolos sanitários rigorosos na província de Neuquén para cuidar dos corredores que vinham desfrutar de cada percurso do National Park Lanín.

Boi Preto – Minha história

Capa Site Boi Preto
Por: Valmir Lana Jr.

Era 23:40h da noite de uma sexta-feira quando desci do carro na escuridão para percorrer os longos e solitários 84 quilômetros da Boi Preto (@boipretoultra).

Sem eu saber a Gabi (@gabspaschoalini), minha esposa, filmou o momento, eu já estava pilhado e procurava um local para “guardar” minha garrafa de 1,5L de água numa moita pois passaria neste mesmo local por volta de 03:00h da madruga com 28km nas pernas...

Noite sem lua, trilha dos escravos escorregava muito, como de costume, muito cuidado pra não machucar nesta descida difícil de 3,5k com -400m de desnível.

Durante o percurso de 10k em estrada pude correr tranquilo, até aparecer uns 10 cachorros pra testar o sangue frio do cidadão aqui...

Enfim cheguei ao bar do Riva e segui pra trilha que levaria a primeira cachoeira e ao topo da montanha da Serra da Moeda, o trecho conhecido como “fim do mundo”...

No meio da subida a neblina veio como um lençol em conjunto com a luz da lanterna, não conseguia ver onde pisava, mas tbm não queria andar, mais tropicava que corria, mas fui, finalizei os 28km em 3h 15’, um pouco acima do pretendido, mas tava feliz de ter chegado na minha garrafa que tinha escondido na moita!

Agora era hora de pegar mais 10km do trecho conhecido como “Topo do Mundo”, a neblina havia ficado pra trás, mas a escuridão de uma noite sem lua não me dava visão além do que a lanterna iluminava, era somente olho na trilha e segue o jogo...

Quem conhece este trecho sabe como tem subida, curtas, mas bem íngremes e técnicas... mas pra mim foi muito corrivel, me lembro de andar umas duas vezes ou três, no máximo... desta vez fiz o trecho um pouco mais rápido que o planejado...

Cheguei no final do Topo do Mundo feliz, já tinha passado de 5h de corrida e 38km... agora viria uma longa e penosa descida de uns 10km e mais 5k com subidas e descidas até chegar ao pé da trilha que da nome ao desafio...

Eu tentava decifrar uma passagem e acabei caindo dentro de uma vala que não dava pra ver... fiquei assustado pois ainda estava escuro e não sabia a profundidade ou o que teria la dentro... bati meu lado esquerdo bem forte e sai rápido dali e nem olhei o Wikiloc, sai num vara mato pois sabia que a trilha estava praquele lado... e realmente encontrei!

Dei aquele confere na perna esquerda e vi que foram so escoriações leves e segui em ritmo bom, a descida é forte, em asfalto, o dia amanhecia, podia ver o sol iluminando a parte debaixo de algumas nuvens, o ar fresco ainda arrepiava a pele e sentia que o dia, dali pra frente, seria quente!

Não tinha jeito, aquela descida faz vc travar todos os passos e vai moendo sua musculatura... não dava pra soltar as pernas pois pagaria caro la na frente mas travar tbm não era um bom negócio...

No fim da descida aproveitei para comer mais, me hidratar bem e jogar o lixo fora... passei em Piedade do Paraopeba com 6h e pouco de corrida e me permiti andar um pouco, comi uns doces com calma, bebi água tranquilo e quando fui voltar a correr senti uma dor na minha virilha, em seguida doeu “meio que a cabeça do meu fêmur esquerdo”; voltei a andar, apalpei e não doeu... pensei que teria sido a pancada no capote na vala... voltei a correr pra ver se parava, mas não parou, não estava insuportável, mas estava lá!

Quando cheguei no km 53, entrada da trilha da Boi Preto, pensei: “agora que vai ficar difícil”... - lembro que tinha feito este mesmo trecho no sábado anterior, são 31km com 1900+ muito travado - me questionei se valia a pena seguir e decidi abortar e ir direto pra Casa Branca (+ 6km).

Em 3 semanas eu estaria na Patagônia Run para correr as 100 milhas e arriscar uma lesão tão próximo seria mais que imprudência, seria burrice mesmo!

Segui feliz pra Casa Branca sabendo que tinha feito um BAITA treino, foram 58km com 2400+ em 7h40’.

Na chegada uma boa Coca gelada, um torrone e aquela msg pra patroa, “pode me buscar já”...

No fim das contas, sabadão ainda tomei café da manhã com minha mulher e comi muita porcaria o resto do fds!

Minha história com a Boi Preto ta 2x1 pra ele... mas tá longe do apito final... em breve teremos mais!

Como é bom ter algo como a Boi Preto do lado de casa pra te por medo, te derrubar e, às vezes, você conseguir finalizar! Muito aprendizado envolvido!