ITRA

A International Trail running Association (ITRA) está procurando membros para seu Comitê Diretor, agora renomeado para Equipe de Liderança, e você pode ser um deles. Claro, não espere grandes recompensas em troca de fazer parte de uma das associações mais influentes do mundo no que diz respeito à trilha. O seu novo presidente, Bob Crowley, já avisa que “é uma oportunidade de agregar voluntários com as características que o ITRA necessita e que queiram dedicar o tempo necessário. Isso inclui: recrutamento de membros, vendas, marketing, finanças e tecnologia. Há vagas para corredores amadores, elites e organizadores”. Se você está interessado no cargo ou quer saber o que está por trás dessas vagas, continue lendo.

Em 7 de abril, em total confinamento, uma notícia completamente inesperada apareceu. Michel Poletti, fundador do Ultra trail du Mont Blanc e um dos organizadores mais influentes do planeta, estava deixando a presidência do ITRA por motivos pessoais. Apenas uma semana depois, o americano Bob Crowley, membro da Associação desde 2019, foi anunciado como presidente para surpresa de muitos, por ser um personagem relativamente desconhecido no mundo. A notícia foi, para dizer o mínimo, surpreendente. O ITRA foi um compromisso pessoal de Michel Poletti no início de 2010 e nasceu, em parte, em resposta à expansão de outras federações como a Federação Internacional de Skyrunning (ISF), que em 2012 teve uma reunião importante durante a Transvulcânia e tentou entrar na ultradistância. Depois de uma reunião com os dirigentes da ISF, Poletti percebeu que sua carreira, que estava em plena expansão, precisava de uma associação federativa para regular o esporte e ajudar a impor sua visão da trilha. Foi assim que ITRA nasceu em 1º de agosto de 2013, com Michel e sua esposa Catherine no comitê permanente junto com outras 12 pessoas, principalmente da França, Suíça e Itália.

De acordo com os estatutos da ITRA, se o cargo de um membro eleito do Comitê Diretor ficar vago nos primeiros dois anos do mandato (de 4 anos), a próxima Assembleia Geral elegerá um substituto para essas pessoas até as eleições seguintes (organizadas em 2023). Ao longo desses dois anos (desde 2019), ocorreram as seguintes saídas:

• Dois membros permanentes – Michel Poletti e Jean-Marc García

• Dois membros populares em execução – Roman Sopka e Laurent Leloup

• Um membro atleta de elite – Nathalie Mauclair

• Um membro organizador – Fernando González Díaz

Estes, então, serão os cargos que serão eleitos na próxima Assembleia do ITRA. Uma das saídas mais significativas é a de Fernando González, organizador da Transgrancaria espanhola. Esta prova anunciou no início de 2020 a sua inclusão no Spartan Trail World Championships e, com toda a probabilidade, deixará de fazer parte do Ultratrail World Tour, o grande circuito internacional que o ITRA apoia. Fernando, membro da associação desde a sua fundação, anunciou a sua demissão no passado mês de Maio em carta aberta.

Qualquer membro do ITRA pode apresentar sua candidatura antes de 31 de outubro

Quem pode se candidatar a essas vagas? De acordo com os estatutos, qualquer membro do ITRA com anuidade em dia pode candidatar-se ao cargo que lhe corresponde. Sua associação ao ITRA deve estar ativa durante o período eleitoral e todo o seu mandato. Também é obrigatório falar inglês para se inscrever. Os interessados devem fazer o download deste formulário e enviá-lo para eleiçõ[email protected] (eleiçõ[email protected]) com o assunto “Candidatura ao Comitê Gestor” até 31 de outubro.

A assembleia será realizada no sábado, 7 de novembro, por meio de uma plataforma online e, posteriormente, o Comitê Gestor, composto por 17 membros, fará a escolha dos candidatos. A ITRA passou em apenas 7 anos de uma associação relativamente pequena, para competir em termos de poder e magnitude com federações bem mais antigas, como a já mencionada ISF ou a World Mountain Running Association. Seu vínculo com a IAAF e, acima de tudo, seu exaustivo Ranking ITRA, tornaram-no uma referência no mundo da corrida em trilha.

Fonte: https://runedia.mundodeportivo.com/amp/noticia/1543/la-itra-busca-nuevos-miembros-para-el-comite-directivo-y-tu-podrias-ser-uno-de-ellos/

Desafio das Serras

17 e 18 de Outubro / 2020 - São Francisco Xavier *

Duplas Percurso Médio - 40 a 50 Km e
Percurso Longo - 80 a 90 Km

Categoria Mista - Composta por 2 (dois) participantes, sendo um do sexo oposto;

Categoria Feminina - Composta por 2 (dois) participantes do sexo feminino;

Categoria Masculina - Composta por 2 (dois) participantes do sexo masculino;

Categoria Máster - Composta por 2 (dois) participantes, sendo um do sexo oposto e a soma das idades igual ou superior a 80 anos (oitenta) anos.

* Solos Percurso Médio - 40 a 50 Km e Percurso Longo - 80 a 90 Km

Categoria Feminina - Composta por 1 participante do sexo feminino com idade igual ou maior que 18 (dezoito) anos;

Categoria Masculina - Composta por 1 participante do sexo masculino com idade igual ou maior que 18 (dezoito) anos. O Desafio das Serras Ultramaratona é um evento de 2 dias, com percursos médio (40 a 50 Km – dois dias) ou longo (70 a 80 Km – dois dias) feito em duplas ou solo e demarcados pela organização.

A prova é feita em trilhas sinalizadas por fitas, placas, setas e orientação de monitores nos postos de controle (PC’s) com diversos graus de dificuldade graças às subidas e descidas e outros obstáculos.

Site oficial: www.desafiodasserras.com.br

Somente assinantes podem requerer o Cupom, caso seja assinante da Revista Trail Running, favor fazer login.

Perdidos

Nos dias 12 e 13 de julho, as montanhas paranaenses da região de Tijucas do Sul receberam a tradicional Ultramaratona dos Perdidos, que, neste ano, valeu como a primeira edição do Campeonato Sul Americano de Skyrunning, reunindo 530 atletas de seis seleções: Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela.

A competição foi disputada nas modalidades Sky (45 km e 2.900m+) e Ultra (80 km e 4.100m+) e teve a hegemonia dos atletas brasileiros, que se tornaram os primeiros campeões de Skyrunning da América do Sul. Na modalidade Ultra, os campeões, no masculino e feminino, foram Cleverson del Secchi, com o tempo de 10h09’59” e Maria Lúcia Zanetti, que concluiu em 12h46’54”.  Já na modalidade Sky, Rogério Silvestrin bateu seu próprio recorde por quase 12 minutos e foi o campeão, com o tempo de 04h49’49” e, no feminino, Letícia Saltori foi a campeã, com 06h09’30”.

Confira o pódio completo de cada modalidade do Sul Americano:

80 km – Masculino

1 – Cleverson del Secchi – Brasil – 10h09’59”

2 – Wellington Noronha – Brasil – 10h24’42”

3 – Luis Andrés Scollo – Peru – 10h59’37”

80 km – Feminino

1 – Maria Lúcia Zanetti – Brasil – 12h46’54”.

2 – Elizabete Dias do Prado – Brasil – 13h18’08”

3 – Claudia Nogueira – Brasil – 13h47’45”

45 km – Masculino

1 – Rogério Silvestrin – Brasil – 04h49’49”

2 – Chico Santos – Brasil – 05h12’12”

3 – José Virgínio de Morais – Brasil – 05h29’57”

45 km – Feminino

1 – Letícia Saltori – Brasil – 06h09’30”.

2 – Marylin Enriquez Jurado – Peru – 06h18’17”

3 – Jasieli Dalla Rosa – Brasil – 06h28’49”

De acordo com Ricardo Tourinho Beraldi, coordenador da prova, a competição atendeu às expectativas da organização. “Foi uma experiência muito boa poder ter sediado esse evento, pois tivemos que nos doar ainda mais para que o campeonato não fosse comprometido por falhas internas e externas, o que nos deu ainda mais know how”.

Segundo ele, a inclusão da prova como campeonato continental, sendo a primeira edição Sul Americana, representa um grande fortalecimento para o trail running, em especial o Skyrunning. “É motivador para os atletas e sempre ajuda a elevar o nível, inclusive dos eventos organizados”.

O campeonato continental é realizado de dois em dois anos, intercalado com o mundial da modalidade. Segundo Tourinho, o Brasil poderá sediar novamente o Sul Americano, mas a modalidade precisa atingir os outros países também que merecem este crescimento. “Nossa missão é fazer este intercâmbio com nossos atletas; correndo em outros países conhecemos novas culturas, experiências, terrenos e climas, o que, no final, vai sempre acumular para aquela experiência que o atleta precisa para adquirir sempre mais habilidade”, destaca.

O sucesso dessa primeira edição do Sul Americano foi tão grande, que gerou grande repercussão na mídia internacional especializada. “Isso foi incrível! Mas temos que agradecer a ISF Brasil, que fez um trabalho muito bom e conseguiu dar a notoriedade. Tivemos muitos fatores que, juntos, deram toda esta visibilidade”.

Um desses fatores, segundo o organizador, foi a boa vontade da equipe da ISF Internacional, que estava empolgada com o Continental, pois, para eles, era muito importante o Skyrunning saindo do âmbito europeu. Ele também citou a Revista Trail Running, que deu ótimo suporte, do engajamento de todos os atletas, não só das seleções que, por meio das mídias sociais, deram muita visibilidade positiva ao evento e muitos outros fatores. “E isso foi um passo importante. Esperamos colher frutos lá na frente”.

Apesar de ser uma competição continental, a presença de outros países foi relativamente baixa. Tourinho atribui a situação a alguns fatores. Segundo ele, uma das metas da organização era dar alojamento para as seleções com as refeições completas, no entanto, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar e todos os outros lugares negaram apoio nesse sentido. “Isso foi um grande problema e a organização não tinha como bancar esse cenário ideal. Os países vizinhos da América do Sul também não estão em uma situação financeira boa, então não ter esses benefícios certamente fez com que muitos não viessem. Mas o fato é que, mesmo não sendo de uma seleção, o Continental era em disputa aberta entre todos os inscritos e aí sim senti falta de mais gente de fora, da Argentina principalmente, onde temos uma das grandes potências da América do Sul”.

Quando acreditamos fielmente que somos bons no que fazemos, que temos pessoas comprometidas e atletas que confiam em nosso trabalho, fica muito mais prazeroso.

Os bastidores são compartilhados por poucos, mas de extrema competência e que sabem resolver problemas com muita estratégia. Orgulho em ter feito história com o primeiro campeonato continental de Skyrunning da América do Sul e por ter proporcionado disputas de alto nível, em um percurso que, em minha opinião, é o melhor percurso de CORRIDA EM MONTANHA que temos. Ali tem muito planejamento, esforço, dedicação e conhecimento, além de um engajamento com a comunidade em trilhas espetaculares. Foi ÉPICO!

 

Ricardo Tourinho Beraldi – Organizador da Ultramaratona dos Perdidos