Mundial de Mountain e Trail Running

Aconteceu nas cidades de Innsbruck e Stubai, na Áustria, o segundo mundial unificado da WMRA (World Mountain Running Association) e ITRA (International Trail Running Association).

O evento contou com as modalidades Vertical, Trail Short, Trail Long e Classic Trail, sendo que a delegação brasileira levou apenas 4 atletas, um masculino e um femininos para as modalidades Trail Short e Trail Long.

A seleção brasileira foi convocada por um instrumento convocatório mal escrito que acabou gerando muitas controvérsias nas mídias digitais.

Sem dúvidas este mundial foi o de maior nível competitivo de todos os tempos, reunindo a grande maioria dos melhores atletas do mundo, cada um por suas seleções. Claro que sempre haverão controvérsias sobre os selecionados de cada país, mas não cabe a nós julgar o pontuar seja de que país for.

Em se tratando de percursos, há que salientar a dureza relatada pelos atletas em todas modalidades, para se ter uma ideia e como forma de análise, o mundial de 2019 em Portugal, a prova foi de 42km com 2.100m D+, enquanto a deste ano foi de 45km com 3.300m D+, cerca de 1.200m + a mais, uma prova bem mais lenta.

Tanto foi mais dura que nosso representante brasileiro, Rogério Silvestrin, que em 2019 chegou em 38º com um sub 4h, desta vez ele ficou em 57º com 5h05’42”.

Pra curiosidade, em 2019 Silvestrin tinha sido o primeiro brasileiro a chegar antes da primeira mulher, este ano o feito não se repetiu, ficando atrás das duas primeiras.

Vimos um show de performances dos europeus, demonstrando a supremacia no que tange nosso esporte, apenas nas distancias Vertical e Classic que tivemos a presença de Africanos no pódio.

Nossa participação no mundial foi modesta e, ainda, longe de ser um bom resultado, primeiro por não termos levado atletas suficientes para ser considerado o resultado por equipes.

Nosso maior destaque e melhor resultado foi da atleta, Giovanna Martins, que participou da modalidade Trail Long, 86,9km e 6.500m D+.

Giovanna ficou na 37º posição com 13h27’05”. Um resultado de ótima qualidade, sendo a melhor sul-americana a completar a prova.

Nossa representante feminina no Trail Short, Letícia Saltori, foi a 80º colocada com 6h32’22” entre 114 atletas.

Já o atleta, Célio Augusto (Celinho), que participou da modalidade Trail Long, vinha fazendo uma belíssima prova até que a desidratação o impossibilitou de seguir na prova e foi retirado pela equipe médica.

Temos que salientar e parabenizar a organização pelo trabalho de comunicação e principalmente de Streaming, com transmissão ao vivo de todas as modalidades e com atualização de colocação em tempo real para qualquer pessoa que quisesse ter informação. Foi realmente um show este mundial em transmissão.

Nossa seleção confirma o que já era esperado, não estamos em nível mundial de performance, estamos ainda engatinhando no esporte, esta é nossa segunda geração e atletas de performance apenas e não há como exigir muito além do que foi feito. Temos que seguir o caminho que estamos traçando, com muito cuidado e atenção a nova geração que vem por aí.

Nossa terceira geração, com promessas (realidades) como Ayslan, João Luiz, Vicente, João Muniz, João Ratinho entre tantos outros, com o passar do tempo tendem a obter resultados melhores e com o crescimento do esporte e o empenho REAL da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), nossa seleção poderá ir a mundiais com representantes em todas modalidades e com resultados cada vez melhores.

Estamos no caminho certo, não é um caminho fácil, não será sem dor, haverá momentos ruins e outros bons. O certo é que colocamos mais um ano nossa bandeira entre os melhores do mundo.

Parabéns, ao Sidney Togumi pelo empenho, Raphael Bonatto pelo trabalho como técnico e aos fantásticos atletas que levantaram nossa bandeira em terras Austríacas.

O próximo mundial será na Espanha em 2025 e esperamos estar com o time completo.

Doping – Esther Chesang

📄 Doping – Esther Chesang, campeã de Sierre-Zinal, é suspendida provisoriamente por triancinolona.

A queniana Esther Chesang, campeã nas últimas edições em Sierre-Zinal e Salomon Marathon Pirineu, foi suspensa provisoriamente pela Agência de Antidoping do Quênia (ADAK).

Foto: Jordi Saragossa

A substância encontrada na atleta é classificada como glicocorticóide e segundo a (WADA), não caracteriza como proibitiva fora das competições. No entanto, Esther, utilizou a substância em um período de teste de competição, violando a regra de doping.

A queniana já tinha testado positivo em uma prova de asfalto no Quênia, no dia 11 de maio de 2022 pela (ADAK). Posteriormente, como punição, a atleta não poderia competir em Sierre-Zinal e Salomon Marathon Pirineu. Porém, a entidade nunca comunicou ou publicou a pena por doping de Esther Chesang.

A mesma substância (triancinolona), foi encontrada meses antes, também no vencedor queniano Mark Kangogo. Na competição, Mark acabou testando negativo, mas a WADA alertou para o positivo anterior, que pelas regras não poderia correr em Sierre-Zinal. Como a (ADAK), não comunicou o doping e nem o validou, a organização acabou retirando a punição do campeão masculino. O mesmo ocorre com Esther. A falta de comunicação e a validação oficial da entidade queniana, pode mais uma vez relevar a punição por doping nas provas em que ela competiu.

Foto: Sierre Zinal

A Skyrunning Projetc Quênia, comunicou que Esther Chesang não faz mais parte do projeto. O idealizador espanhol, Octávio Perez, disse “Alguns fatos ocorridos antes do início da nossa relação profissional, causaram a perda de confiança. O doping é contrário à nossa ética e política de saúde. Por tudo isso decidimos expulsar Esther do time e encerrar meus serviços como treinador”.

Será que veremos Maude Mathys como a campeã de Sierre-Zinal? A Suíça que terminou em segundo lugar, agora aguarda a revogação sobre a punição em Esther Chesang.

Dica de vídeo: Davide’s against the clock – Presanella

A saga do italiano Davide Magnini contra o relógio continua e conta a história das três façanhas do atleta na temporada de verão de 2020.

Davide nasceu em Vermiglio, uma cidade do Trentino. Ele ainda mora lá com sua família e ajuda seus pais na loja. Perto de casa, existe um enorme “playground” depois que ele treina entre colinas e montanhas épicas.

O segundo episódio, produzido e publicado pela Salomon TV , conta a aventura de Davide Magnini na Presanella , também conhecida como “A Rainha do Trentino”. São 21 km e 2.350 metros de desnível. Quando criança, este foi o primeiro pico que ele alcançou com seu pai. Ele já fez isso várias vezes desde então, mas agora ele quer voltar às suas raízes e estabelecer um novo recorde de tempo nesta montanha icônica.

Confira, a seguir, o vídeo completo: