WTR - serra do mar

A Prova

WTR Serra do Mar é uma prova de Trail Running, de percurso circular, com início e fim no mesmo local e que será realizada no dia 27 de novembro de 2021 na região de Araras, Petrópolis-RJ, mais precisamente na região do Vale das Videiras.

Modalidades

A Prova contará com as seguintes Modalidades: 

  • WTR 60km
  • WTR Sky Marathon 32k Pedra do Cuca
  • WTR 16km
  • WTR 8km
Regulamento Super Copa Trail

A Super Copa Trail da Revista Trail Running será realizado em território Nacional nas modalidades Equipe e Individual. As disputas serão definidas por livre competição com ranking Nacional e Regional, adulto e juvenil, tanto para atletas do sexo masculino quanto feminino.

  1. Rankings:

Art. 1º: Haverá somente um ranking para todas as distâncias, onde a disputa seguirá as seguintes regras:

Parágrafo 1. Haverá dois rankings nacionais, por equipes e individual, sendo que o individual se dividirá em Adulto e Juvenil e em cada um serão premiados atletas masculinos e femininos.

Parágrafo 2. O Ranking Nacional será o principal e deles serão extraídos os todos os outros resultados de ranking.

Parágrafo 3. Haverá, ainda, os rankings Regionais, por equipes e individual, sendo que o individual se dividirá em Adulto e Juvenil e em cada um serão premiados atletas masculinos e femininos.

Parágrafo 4. As equipes e atletas individuais poderão se cadastrar na Super Copa Trail a qualquer tempo, sendo certo que somente passarão a pontuar daquela data em diante, mesmo que tenham competido em eventos anteriores pertencentes ao Circuito.

1.1 Ranking – Equipes

Art. 2º: Toda equipe poderá se habilitar para a Super Copa Trail preenchendo o formulário constante no site da Revista Trail Running (www.rtrailrunning.com.br).

Parágrafo 1. Qualquer equipe poderá se cadastrar desde que tenha no mínimo 2 atletas habilitados no site da Revista Trail Running. As equipes não terão limite de atletas.

Parágrafo 2. Todo atleta, para se habilitar na Super Copa Trail, deverá se cadastrar e pagar a taxa anual de filiação, ou se tornar assinante da Revista Trail Running.

Parágrafo 3. Toda equipe habilitada formalmente no Circuito terá um cupom¹ exclusivo para que seus atletas possam se tornar ASSINANTES da Revista Trail Running.

Parágrafo 4. Os atletas somente poderão correr por uma equipe durante o ano, sendo que a janela para mudança de equipe se dará entre os dias 16/12 a 6/01 de cada ano.

Parágrafo 5. O atleta que sair de uma equipe no decorrer do ano desfalcará sua equipe e não poderá somar pontos para uma nova equipe, seus resultados e pontos somente valerão para a premiação individual.

Nota 1: O cupom somente será válido para nova ASSINATURA, não será válido para o atleta que quiser pagar somente a taxa anual de filiação.

Art. 3º: A classificação do Ranking por equipes NACIONAL será obtida através da pontuação dos atletas de cada equipe (masculino/feminino) independente da distância, ressalvado o peso de cada faixa de distância.

Art. 4º: A classificação do Ranking por equipes REGIONAL será obtida através da pontuação dos atletas de cada equipe (masculino/feminino) independente da distância, ressalvado o peso de cada faixa de distância.

Parágrafo único: Sendo certo que as equipes poderão competir e somar pontos em provas em todas as regiões do Brasil, entretanto, o ranking Regional será somente entre equipes da região específica.

Ex. Equipes da Região Norte competem no ranking da Região Norte, enquanto equipes da Região Sudeste competem com equipes da Região Sudeste.

Art. 5º: Serão premiadas as 10 (dez) melhores equipes do Ranking Nacional

Art. 6º Serão premiadas 3 (três) equipes do Ranking Regional.

1.2 Ranking – Individual

Art. 7º: Todo atleta para se habilitar na Super Copa Trail deverá se cadastrar e pagar a taxa anual de filiação, ou se tornar assinante da Revista Trail Running.

Parágrafo único: Pessoas que já sejam assinantes da Revista Trail Running, antes do lançamento da Super Copa Trail estarão, automaticamente, habilitas para as disputas, entretanto, caso a pessoa queira integrar alguma equipe, ela deverá entrar em contato com a Revista Trail Running pelo email ([email protected]) e solicitar a inclusão da equipe em seu cadastro.

Art. 8º: A classificação do Ranking individual NACIONAL será obtida através da pontuação nas provas do Circuito, independente da distância, ressalvado o peso de cada faixa de distância.

Art. 9º: A classificação do Ranking individual REGIONAL será obtida através da pontuação nas provas do Circuito, independente da distância, ressalvado o peso de cada faixa de distância.

Art. 10º: A classificação será dividida por sexo, masculino e feminino.

Art. 11º: Serão premiados os 10 melhores atletas Nacionais masculinos e femininos.

Parágrafo 1: Serão premiados, ainda, os 3 melhores atletas masculinos e femininos de cada categoria de idade.

Parágrafo 2: CATEGORIAS DE IDADE

  • 1- Menores de 23 anos (juvenil) – Categoria à parte;
  • 2- 24 a 35 anos;
  • 3- 36 a 45 anos;
  • 4- 46 a 55 anos;
  • 5- 56 a 65 anos;
  • 6- acima de 65 anos.

Art. 12º: Haverá premiação dos 3 melhores atletas de cada Região do Brasil masculino e feminino.

Art. 13º: Haverá classificação específica para atletas juvenis.

Parágrafo único. Considera-se juvenil o atleta masculino e feminino menor de 23 anos até a data da última competição do circuito.

Art. 14º: Serão premiados os 5 primeiros atletas juvenis Nacionais masculinos e femininos.

Art. 15º Haverá premiação do melhor atleta juvenil de cada Região do Brasil masculino e feminino.

  1. Pontuação e pesos das faixas de distâncias.

2.1. Pontuação:

Art. 16º: A Super Copa Trail “by” Revista Trail Running distribuirá pontos para atletas classificados entre os 10 (dez) primeiros em todas as provas do circuito (masc/fem) como segue:

 

1º = 25 pontos;
2º = 20 pontos;
3º = 15 pontos;
4º = 12 pontos;
5º = 10 pontos;

6º = 8 pontos;
7º = 6 pontos;
8º = 4 pontos;
9º = 2 pontos;
10º = 1 ponto.

 

2.2 Pesos por faixas de distâncias.

Art. 17º: As distâncias das provas terão diferentes pesos para cada faixa de distâncias.

Parágrafo 1: O intuito em adotarmos o sistema de pesos é pelo fato de um atleta que corre distâncias menores ter condições de participar de um número de provas muito maior que um atleta que corre uma distância mais larga como 100km ou 160km. Enquanto um atleta de 10km ou 21km poderia correr praticamente todo fim de semana, um atleta que corre uma prova de 160km correrá no máximo 4 provas no ano.

Art. 18º: Os pontos conquistados por cada atleta em sua classificação serão multiplicados pelo valor do peso de sua faixa de distância e este será o valor que constará em todos os rankings, seja por equipes ou individual.

  • Até 21km – peso 1;
  • Entre 22km até 49km – peso 2;
  • Entre 50km até 99km – peso 3;
  • Acima de 100km – peso 4.

Parágrafo 1: Não será considerado para efeito de “peso por faixa de distância” o quilômetro/esforço – que é o cálculo feito entre a relação distância e ganho/perda de altimetria.

Parágrafo 2: A distância a ser considerada para efeito e aplicação dos “pesos por faixa de distância” será o divulgado oficialmente pela organização da prova, sendo descartado qualquer prova em contrário oferecida por um ou mais atletas, mesmo que por associações, grupos de atletas ou assessorias esportivas.

  1. Organizadores e eventos do Circuito 2021

Art. 19º: Os eventos participantes da Super Copa Trail serão aqueles realizados por organizadores registrados previamente e que obedeçam a seleção em qualidade organizacional, percursos e estrutura.

Art. 20º: Fazem parte da Super Copa Trail as seguintes organizações:

  • Ultra do Céu
  • KTR (Kailash Trail Run)
  • La Misión Brasil
  • WTR (Serra do Mar e Arraial do Cabo)
  • Camelbak Mountain Race
  • Indomit (Bombinhas, Pedra do Baú, Serra da Mantiqueira)
  • XC Run (Búzios e Itaipava)
  • One Hundred Brasil
  • Desafio das Serras (Brasil, Ultra)
  • Circuito das Serras
  • UT Eventos (Jaraguá SkyMarathon, Extreme Winter, Odisseia Ultra e Rota das Águas)
  • TRC – Brasil (Ultramaratona dos Perdidos e Araçatuba HalfMarathon)
  • Mountain Do (Costão do Santinho, Lagoa da Conceição, Fernando de Noronha)
  • Run Brasil Ride
  • Insanity (Mestre Álvaro, Buenos Aires, Polenta Off Road, Venda Nova)
  • Mons Ultra Trail
  • Ladeiras da Penha
  • Xterra Brasil (Estrada Real, Costa Verde e Búzios)
  • UltraMacho (Senta a Púa, Vale das Águas, Águas do Cerrado, Toroari e Rondonópolis)
  • Desafio das Serras Off Road (Monte das Gameleiras, Bananeiras, Bonito e Fernando de Noronha)
  • Serra dos Matões
  • Pedra Grande
  • Desafio Delta do Parnaíba
  • Evolution
  • Desafio Raiz Tapera
  • Beach Run
  • Forrest Run
  • Caraça Marathon

Art. 21º: As datas e regulamentos são de encargo de cada evento.

Art. 22º: Assinantes da Revista Trail Running têm descontos exclusivos em todas etapas de quaisquer eventos acima citados, basta, para tanto, requisitar seu cupom no site da própria Revista Trail Running no endereço (www.rtrailrunning.com.br/eventos).

  1. Do Vale Dourado.

Art. 23: O evento “Ultra do Céu” será o evento de abertura da Super Copa Trail e os vencedores (masculino e feminino) das modalidades 80 e 50km conquistarão o Vale Dourado para a “Final da Super Copa Trail” no evento “Caraça Marathon” a se realizar no fim do ano, em data a ser anunciada oportunamente.

  1. Caraça Marathon

Art. 24: O Evento Caraça Marathon será realizado na cidade de Catas Altas, em Minas Gerais, em data a ser definida. Trata-se de um percurso único de 42km com características de Montanha de altitude, com cumes que ultrapassam os 2.000m de altitude, o terreno por ser muito técnico e por ter uma relação distância/ganho de elevação muito acentuado se apresentará como uma chave de ouro do Circuito.

Parágrafo único: Para os atletas juvenis haverá o percurso de 21km onde somente estes poderão competir.

5.1 Como participar

Art. 25. As 50 melhores equipes da Super Copa Trail estarão classificadas e cada equipe terá direito a inscrever 3 (três) atletas masculinos e 3 (três) atletas femininos, desde que tenham participado da Super Copa e não tenham corrido por outra equipe no ano vigente.

Parágrafo único: Não será necessário que os 3 atletas sejam os maiores pontuantes da equipe, eles poderão ser selecionados de acordo com os critérios de cada equipe.

Art. 26. Com o intuito de ampliar a participação de atletas juvenis, será admitida a inscrição e participação de atletas que não tenham participado da Super Copa trail.

Art. 27. O atleta juvenil que se classificar no ranking adulto poderá abrir mão de participar da prova juvenil e competir na prova adulto desde que seja maior de idade no sentido legal. Esta decisão deverá ser comunicada a organização com no mínimo 30 dias de antecedência.

Art. 28. Os 50 primeiros atletas da classificação geral (masculino e feminino) terão vaga garantida na final na Caraça Marathon em Catas Altas.

Parágrafo único: Caso algum atleta da lista dos 50 primeiros já tenham sua vaga no evento por conta de sua equipe o ter escalado, serão chamados os próximos da classificação até que se completem as vagas.

Art. 29. Serão reservadas 50 vagas para atletas de elite (masculino e feminino) independente de participação no Ranking.

Parágrafo único: Considera-se atleta de elite os atletas com os seguintes pontos ITRA:

  • Masculino: 700 pts
  • Feminino: 600 pts

A eleição de melhores do ano da RTR Awards será feita em paralelo e a premiação realizada no mesmo evento de premiação da Super Copa Trail.

Por Valmir Lana
Foto por: Emanuel Galafassi

No ano de 2018 foi realizado o primeiro Circuito brasileiro Skyrunning e os melhores atletas das modalidades SkyRace, SkyMarathon e UltraSkyMarathon tiveram a oportunidade de vestir a camisa e representar a seleção brasileira de Skyrunning!

O evento foi sediado em Tijucas do Sul, no Paraná e o evento escolhido foi a famosa e temida Ultramaratona dos Perdidos.

Os antes 100km se transformaram em 80km e os 45km clássicos foram disputados por 5 países, Brasil, Peru, Chile, Equador e Bolívia!

O campeonato continental tem a característica de ser uma prova aberta, onde os atletas das seleções competem de igual pra igual com todos os atletas em uma só largada e vença o melhor, em outras palavras, o campeão sul-americano de Skyrunning pode ser um atleta que não faz parte de nenhuma seleção!

O Brasil, donos da casa, estava com a maior delegação e com grandes nomes do cenário nacional, o clima era de grande festa desde os primeiros momentos do evento e com grandes disputas, notava-se o grande empenho de todos os atletas, o esforço, comprometimento e alegria em estar ali!

Fizemos nosso dever de casa e vencemos no masculino e no feminino nas duas modalidades do campeonato com Cleverson Del Secchi (Fantasma) vencendo os 80km seguido de Wellington Noronha e do atleta do Peru Luís Andrés Oliveira, no feminino Maria Lucia Zanetti venceu seguida de Elizabete Prado e Cal Nogueira.

Rogério Silvestrin venceu a SkyMarathon e com quebra do antigo recorde da prova seguido por Chico Santos e José Virgínio de Morais, Letícia Saltori teve uma grande batalha com a Peruana Marylin Enriquez mas acabou vencendo com a atleta do Peru em segundo e Jasiele Tagliari em terceiro lugar.

Nas outras duas distâncias 25km e 13km não foram diferente, disputas e muita garra de todos atletas, que a pesar de não fazerem parte do campeonato sul-americano de Skyrunning, houveram atletas da seleção que também haviam se classificado na modalidade SkyRace.

Nos 25km o atleta Rodrigo Neves fez uma grande prova e venceu de ponta-a-ponta seguido por Eloi de Souza e Wilton do Nascimento, já no feminino Lucia Magalhães fez uma prova consistente e garantiu a primeira colocação numa disputa com grandes nomes do cenário, Ana Paula Silveira ficou com a segunda colocação, seguida de Elisa Lamego.

O jovem Caio Lima, atleta da seleção brasileira juvenil de Skyrunning venceu os 13km seguido por Genir dos Santos e Luís Eduardo de Oliveira, já no feminino a atleta Ana Karlla de Oliveira foi a campeã seguida por Aline Trevizan e Márcia dos Santos.

Um grande sucesso e com imenso prazer é orgulho de todos os atletas que ali estiveram competindo e dando o seu melhor.

Parabéns aos organizadores, staffs, amigos, voluntários que fizeram um grande trabalho.

Gratidão à Mantle, empresa que se dispôs a apoiar a seleção com o uniforme, o qual ficou lindo e com qualidade máxima.

Em 2020 teremos o mundial de Skyrunning e o circuito Nacional Series está a todo vapor, a próxima prova será no próximo mês com a La Misión Brasil em Passa Quatro.

Nos vemos lá!

Perdidos

Nos dias 12 e 13 de julho, as montanhas paranaenses da região de Tijucas do Sul receberam a tradicional Ultramaratona dos Perdidos, que, neste ano, valeu como a primeira edição do Campeonato Sul Americano de Skyrunning, reunindo 530 atletas de seis seleções: Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia e Venezuela.

A competição foi disputada nas modalidades Sky (45 km e 2.900m+) e Ultra (80 km e 4.100m+) e teve a hegemonia dos atletas brasileiros, que se tornaram os primeiros campeões de Skyrunning da América do Sul. Na modalidade Ultra, os campeões, no masculino e feminino, foram Cleverson del Secchi, com o tempo de 10h09’59” e Maria Lúcia Zanetti, que concluiu em 12h46’54”.  Já na modalidade Sky, Rogério Silvestrin bateu seu próprio recorde por quase 12 minutos e foi o campeão, com o tempo de 04h49’49” e, no feminino, Letícia Saltori foi a campeã, com 06h09’30”.

Confira o pódio completo de cada modalidade do Sul Americano:

80 km – Masculino

1 – Cleverson del Secchi – Brasil – 10h09’59”

2 – Wellington Noronha – Brasil – 10h24’42”

3 – Luis Andrés Scollo – Peru – 10h59’37”

80 km – Feminino

1 – Maria Lúcia Zanetti – Brasil – 12h46’54”.

2 – Elizabete Dias do Prado – Brasil – 13h18’08”

3 – Claudia Nogueira – Brasil – 13h47’45”

45 km – Masculino

1 – Rogério Silvestrin – Brasil – 04h49’49”

2 – Chico Santos – Brasil – 05h12’12”

3 – José Virgínio de Morais – Brasil – 05h29’57”

45 km – Feminino

1 – Letícia Saltori – Brasil – 06h09’30”.

2 – Marylin Enriquez Jurado – Peru – 06h18’17”

3 – Jasieli Dalla Rosa – Brasil – 06h28’49”

De acordo com Ricardo Tourinho Beraldi, coordenador da prova, a competição atendeu às expectativas da organização. “Foi uma experiência muito boa poder ter sediado esse evento, pois tivemos que nos doar ainda mais para que o campeonato não fosse comprometido por falhas internas e externas, o que nos deu ainda mais know how”.

Segundo ele, a inclusão da prova como campeonato continental, sendo a primeira edição Sul Americana, representa um grande fortalecimento para o trail running, em especial o Skyrunning. “É motivador para os atletas e sempre ajuda a elevar o nível, inclusive dos eventos organizados”.

O campeonato continental é realizado de dois em dois anos, intercalado com o mundial da modalidade. Segundo Tourinho, o Brasil poderá sediar novamente o Sul Americano, mas a modalidade precisa atingir os outros países também que merecem este crescimento. “Nossa missão é fazer este intercâmbio com nossos atletas; correndo em outros países conhecemos novas culturas, experiências, terrenos e climas, o que, no final, vai sempre acumular para aquela experiência que o atleta precisa para adquirir sempre mais habilidade”, destaca.

O sucesso dessa primeira edição do Sul Americano foi tão grande, que gerou grande repercussão na mídia internacional especializada. “Isso foi incrível! Mas temos que agradecer a ISF Brasil, que fez um trabalho muito bom e conseguiu dar a notoriedade. Tivemos muitos fatores que, juntos, deram toda esta visibilidade”.

Um desses fatores, segundo o organizador, foi a boa vontade da equipe da ISF Internacional, que estava empolgada com o Continental, pois, para eles, era muito importante o Skyrunning saindo do âmbito europeu. Ele também citou a Revista Trail Running, que deu ótimo suporte, do engajamento de todos os atletas, não só das seleções que, por meio das mídias sociais, deram muita visibilidade positiva ao evento e muitos outros fatores. “E isso foi um passo importante. Esperamos colher frutos lá na frente”.

Apesar de ser uma competição continental, a presença de outros países foi relativamente baixa. Tourinho atribui a situação a alguns fatores. Segundo ele, uma das metas da organização era dar alojamento para as seleções com as refeições completas, no entanto, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar e todos os outros lugares negaram apoio nesse sentido. “Isso foi um grande problema e a organização não tinha como bancar esse cenário ideal. Os países vizinhos da América do Sul também não estão em uma situação financeira boa, então não ter esses benefícios certamente fez com que muitos não viessem. Mas o fato é que, mesmo não sendo de uma seleção, o Continental era em disputa aberta entre todos os inscritos e aí sim senti falta de mais gente de fora, da Argentina principalmente, onde temos uma das grandes potências da América do Sul”.

Quando acreditamos fielmente que somos bons no que fazemos, que temos pessoas comprometidas e atletas que confiam em nosso trabalho, fica muito mais prazeroso.

Os bastidores são compartilhados por poucos, mas de extrema competência e que sabem resolver problemas com muita estratégia. Orgulho em ter feito história com o primeiro campeonato continental de Skyrunning da América do Sul e por ter proporcionado disputas de alto nível, em um percurso que, em minha opinião, é o melhor percurso de CORRIDA EM MONTANHA que temos. Ali tem muito planejamento, esforço, dedicação e conhecimento, além de um engajamento com a comunidade em trilhas espetaculares. Foi ÉPICO!

 

Ricardo Tourinho Beraldi – Organizador da Ultramaratona dos Perdidos

Mestre Álvaro

Os dias 20 e 21 de abril de 2019 marcaram mais uma edição de uma das provas mais duras, senão a mais dura do Brasil. A Insanity Mountain Mestre Álvaro, que integra a Skyrunner® National Series Brazil, reuniu atletas de alto nível para escalar o famoso Mestre Álvaro, considerado uma das maiores elevações litorâneas da costa brasileira, com 833 metros de altitude, localizado no município de Serra, Espírito Santo.

De acordo com Ryan Rangel, um dos organizadores da competição, o Mestre Álvaro possui características únicas. Além de apresentar essa elevação, abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Espírito Santo e uma boa parte da área está, atualmente, coberta por pastagens, e a vegetação nativa, ainda que alterada, está restrita às áreas pouco acessíveis. “O difícil acesso é mais complexo ainda, porque não existe estrada, não são permitidas motos e outros veículos e, mesmo a pé e/ou com tração animal, quando chove, existem pontos impraticáveis, ou seja, a logística é altamente complicada e exige sempre muito estudo e planejamento da organização”, destaca.

Apaixonado pela montanha, o diretor técnico da prova, Emílio Sant’Ana, reforça o Mestre Álvaro como uma preciosidade, um verdadeiro patrimônio natural. “É um dos símbolos paisagísticos da Grande Vitória, tanto que o novo aeroporto ganhou uma janela/moldura com a montanha em destaque. Dar a conhecer que existe vida, pesquisa, preservação, turismo e, pasmem, esporte naquele ícone é um ganho enorme no conjunto do patrimônio cultural capixaba”.

Com sua larga vivência e experiência com as montanhas, Emílio destaca o potencial que elas oferecem para diversas atividades. “No Brasil, temos pouca cultura de montanha, focamos mais nas praias. Utilizar nossas montanhas como palcos esportivos ajuda a chamar a atenção para um estilo de vida alternativo, despojado, orgânico em relação às nossas origens, que, por vezes, se combina com a noção esportiva que já adquirimos, uma noção urbana. Também há a questão específica das nossas trilhas, que são patrimônios históricos e culturais, que precisam ser encaradas como supra-propriedades e precisam ser preservadas. Tudo isso torna-se assunto de discussão e conscientização quando eventos são realizados nas nossas montanhas”, conclui.

O Mestre Álvaro e o Skyrunning

Ryan Rangel explica que, quando a Insanity nasceu, era unanimidade a busca por fazer uma prova com padrões internacionais, tanto na qualidade, como na exigência técnica. “A vontade nasceu participando dos grandes eventos outdoor de corrida de aventura, e as diversas provas trail nacionais e algumas internacionais. Assim criamos o plano de negócio e nele já tínhamos mapeado o estado do Espírito Santo de norte a sul, pois trabalhamos com esportes de aventura durante 13 anos”. Dessa forma, a Insanity chegou como vitrine para as montanhas do Espírito Santo, saindo do eixo Rio – São Paulo – Minas, que reúne grande parte das provas mais famosas do país. “Nosso estado é contemplado com diversos locais propícios para as práticas esportivas outdoor. Podemos ir do mar a montanha em menos de 40 min e temos uma geografia privilegiada”, explica.

Além da localização privilegiada, dentro da grande Vitória, o Mestre Álvaro tem todas as características que permitem proporcionar uma verdadeira experiência de Skyrunning. “É um espetáculo à parte, pois se encaixa mais do que perfeitamente nas regras oficiais do ISF Brazil, com uma altimetria acumulada de 3000m + em 30 Km, possui escaladas verticais dentro das regras, grande variação de tipos de terrenos, várias nascentes, três ascensões ininterruptas superiores a 600m, Poucos trechos de muita fluidez,  e um terreno técnico também com trechos travados de raízes, pedras e lama, tanto subindo, como descendo; 99% do percurso é composto por single tracks. É uma verdadeira joia SkyMarathon® nacional”, explica Rangel.

Como diretor técnico da prova, Emílio Sant’Ana reforça essas características e a importância da Insanity para o cenário da modalidade no país. “O Skyrunning se caracteriza por provas genuinamente de montanha e que realizem ascensões rápidas aos cumes. Nesse sentido, a Insanity Mountain vem compor e fortalecer um cenário crescente de provas Skyrunning. Ressaltar essas características valoriza a montanha a sua vivência e preservação, que são uma carência nacional. Ao mesmo tempo, desenvolvemos um esporte duro, que valoriza as qualidades atléticas e a saúde plena. Importante também registrar no cenário nacional a existência da região de montanhas capixabas como oportunidade de esporte, lazer e turismo”, explica.

Para Emílio, a Insanity colabora no cenário do Skyrunning nacional, adicionando mais um centro esportivo nesse ainda restrito mapa e reforçando o conceito de competição com a fórmula “desempenho + predominância de trilhas + cumes”, que é inovadora (apesar de consagrada no exterior) e pode se tornar uma nova expressão de destaque esportivo nacional.

Desafios da organização

Uma prova tão dura, com aspectos tão peculiares, exige grande “jogo de cintura” da organização, para atender às demandas dos atletas em relação ao que é necessário para se disputar uma prova com segurança. Ryan Rangel explica que, para ter tranquilidade na hora que é dada a largada e ter a certeza de que a “engrenagem vá girar certinha”, é preciso planejar exaustivamente e, mesmo sem vastos recursos financeiros, contar com um exército de voluntários e contratados, elaborando-se um verdadeiro plano de guerra para a prova.

“No Mestre Álvaro, o acesso por qualquer lado é complexo e exige muito preparo físico. Para isso, temos a máxima que segurança começa com os staffs. Staff seguro = atleta seguro. Todos os staffs são treinados e sabem onde estão, o que deverão fazer; já simulamos resgate com helicóptero e com a maca e contratamos bombeiros civis treinados em situações de emergência. Não abrimos mão dos equipamentos de segurança dos atletas, elaboramos um Racebook com detalhes do percurso e entregamos o arquivo de tracklog para o atleta, seguimos à risca os horários de cortes, simulamos todas as distâncias, simulamos cortes de trechos de percursos, montamos alguns acampamentos em pontos estratégicos que os staffs pernoitam, instalamos antenas de transmissão para rádios, fazemos cursos e treinamentos de primeiros socorros com os staffs, damos ciência ao corpo de bombeiros, fazemos seguros de todos atletas e staffs, contamos com ambulâncias bem equipadas, inclusive com vacinas para picada de animais peçonhentos e conhecemos cada canto da montanha, dentre muitos outros detalhes”, explica.

Rangel destaca que o interesse maior é na evolução do esporte. “Buscamos fazer provas de qualidade e de um nível técnico elevado; temos viés de assumir riscos, mas que certamente irão contribuir para os brasileiros competirem de igual para igual”, conclui. Com essa fórmula, a Insanity Mountain Mestre Álvaro 2019 reuniu grandes nomes do país. Nessa edição, o recorde do percurso mais longo foi estraçalhado pelo atleta Chico Santos, com o tempo de 05:03:21. No feminino, a campeã foi Lorena Villas, com 07:16:56.

Confira os resultados completos:

33 Km Masculino

Chico Santos – 05:03:21

Weliton Carius – 05:24:53

Orlando Magnago da Silva – 05:34:58

Cesar Henrique Picinin – 05:37:00

Matheus Rosa dos Nascimento – 05:38:31

33 Km Feminino

Lorena Pin L. Villas – 07:16:56

Diana Bellon – 07:46:59

Mariana Monica da Silva – 07:49:24

Rosângela Barbosa Amaral Lima – 08:44:24

Nadjala de O. Richard João – 08:57:12

18 Km Masculino

Gustavo Bernardo Ferreira – 02:31:27

Vanderley da Conceição Gomes – 02:32:00

Guilherme Paulino Scarton – 02:32:44

Gaston Isa – 02:37:55

Rodrigo Coutinho Silveira – 02:54:59

18 Km Feminino

Nubia Oliveira – 03:04:10

Roberta Viana Barina – 03:47:39

Tatian de Paula Pinto – 03:56:48

Renata Pereira do Carmo – 04:09:23

Aleksandra Karolczak – 04:10:03

12 Km Masculino

Deivid dos Santos de Souza – 01:29:10

Luciano Cuzanski Rodrigues – 01:33:26

Ramon Guarezi da Luz – 01:41:36

Rodrigo Ramalhete de Araujo – 01:47:12

Cassiano Godinho – 01:51:40

12 Km Feminino

Leide Laura P. da Silva – 01:47:11

Emanuela Sousa Oliveira – 01:49:05

Micheli Sossai Spadeto – 01:53:10

Dryelle de Souza Santos – 02:02:01

Liliane Fonseca – 02:05:49