Catas Altas Vertical

Por: Valmir Dias Lana Júnior

No último fim de semana (29, 30 e 31/07) foi realizado um evento marcante no cenário nacional, o Catas Altas Vertical, pela primeira vez a cidade recebe prova no seu cartão postal, o Pico Horizontes e o Pico Baianinho.

O evento tem a certificação da Skyrunning Brasil e contou com 2 (dois) quilômetros verticais (VK), uma distância de 21km e uma de 12km. No sábado foi dada largada para o VK do Horizontes, 4,8k com 1.100m de desnível positivo, enquanto 30 minutos antes foi dada largada para os 21km da SkyRace.

O VK do Horizontes faz parte do Circuito VK Open mundial e teve a vitória do campeão continental de VK, André Mapa, já no feminino a atleta, Linabel Iramaia, foi a grande campeã. O Percurso é considerado pelos próprios atletas como o mais técnico e difícil do Brasil por ser um terreno muito rochoso com lajes de pedra e muita exposição.

Com a vitória, a atleta, Linabel Iramaia, assegura sua segunda colocação no Mundial Open de VK e poderá ainda melhorar sua colocação com um bom resultado na grande final que acontece em Forno Grande na Insanity no mês de Outubro.

Já no percurso de 21km, os atletas enfrentaram a subida do Pico do Tamanduá, percorreram a crista da montanha até a base do Pico Horizontes e desceram por onde os atletas do VK do horizontes subiram para após cruzarem a linha de chegada. A prova se desenvolveu com belíssimas performances com destaque para o atleta, Hoslany Fernandes, que fechou a prova em, incríveis, 3h05min e pela atleta, Gleycilene Linhares com 4h49min.

O domingo foi marcado pelo VK do baianinho, um percurso de 3,5km com 1.200m de desnível positivo, neste VK o terreno é bem diferente do VK do Horizontes, marcado por muita terra e inclinação ainda maior que o VK do Horizontes.

A prova foi vencida mais uma vez por André Mapa e Linabel Iramaia, desta forma se tornaram, no somatório dos dois VK’s, os campeões da 1ª Copa Minas de VK.

Os resultados estão disponíveis no link abaixo:

Resultados: GPS Control – Cronometragem (gpscontrolcrono.com.br)


O evento em si foi um grande sucesso, em nossa análise levamos em conta a arena de largada, pontualidade, marcação, pontos de apoio, nível técnico das provas, segurança, premiação e pós prova.

A arena foi de tamanho muito bom, com espaço para crianças, recovery para atletas e acompanhantes com massagem, comida e bebida da melhor qualidade, fácil acesso e funcional entrega de kits.

Todas largadas que acompanhamos foram feitas dentro do horário previsto e isso é um ponto crucial para o bom desenvolvimento das provas.

A marcação foi muito eficiente, fitas com cores diferentes para cada percurso e sempre se destacando na vegetação local, não havia como errar o percurso, foi fácil e simples seguir todo trajeto, pontos de apoio em uma prova de pura montanha como essa é algo muito complicado, no percurso de 21km tivemos um ponto de apoio no km 9 e depois não tem a menor viabilidade de se fazer outro ponto de apoio, por isso foi divulgado o perfil autossuficiente da prova.

A prova é ESSENCIALMENTE de Skyrunning e o nível técnico é altíssimo como deve ser, nota 10 para os percursos de Catas Altas, um evento que deve fazer parte do calendário de todos que amam este esporte.

Um dos pontos mais altos da prova foi a segurança e competência do Time CAV (Catas Altas Vertical), o Time Alta Montanha foi formado por Montanhista, escaladores e corredores locais junto com dois integrantes do corpo de bombeiros de Minas Gerais, profissionais com domínio de resgate em áreas remotas deixaram o percurso seguro mesmo em áreas que são muito expostas e com grau muito elevado de dificuldade, haviam pontos de corda, pontos que foram colocados via ferrata (aquelas escadinhas de ferro que vemos em montanhas europeias). Havia ambulância na arena e muitos staffs ao longo de todo percurso dando segurança e sinalização fundamental para que nada acontecesse. E, graças a Deus, não houve nenhum acidente e todos voltaram felizes para suas casas.

Além disso tudo, os campeões (masc/fem) do VK do Horizontes ainda foram premiados com 200 euros ofertado pela “Aquino Mão e Microcirurgia”.

Para o pós prova, muita resenha, comida gostosa, recovery e uma cervejinha gelada.

Não houve nem sequer um ponto em que poderíamos dizer que não foi bom, simplesmente e naturalmente ótimo. Algo difícil de se ver e por isso deixamos nossos parabéns a todos responsáveis pelo belíssimo evento.


Catas Altas Vertical pode ser considerado um dos melhores eventos de skyrunning do Brasil sem dúvidas nenhuma. Tem tudo que todo amante do esporte gosta e com um dos visuais de alto de montanha mais impressionantes do Brasil.

Se ficou curioso, visite a página do evento (AQUI)


Empresas parceiras:
– Vale, Samarco e Sicoob.
– Prefeitura Municipal de Catas Altas e RPPN do Caraça.

 

WTR – Camelbak Le Canton

IMERSÃO NA MATA ATLÂNTICA É UM DOS ATRATIVOS DA WTR CAMELBAK LE CANTON, QUE OCORRE NESTE SÁBADO EM TERESÓPOLIS

Tradicional etapa da World Trail Races espera reunir até mil pessoas, profissionais e amadores, na serra fluminense

Atleta Fernando Pessoa da Squad WTR

São Paulo, abril de 2023 — Teresópolis recebe neste sábado (15/04) a segunda etapa da temporada 2023 da World Trail Races, a maior liga de esportes de montanha do país. A WTR CamelBak Le Canton, cuja arena é montada dentro do Hotel Le Canton, contará com três percursos: 6km (Short), 12km (Mid) e 21km (Long). A prova é organizada pelas empresas 213 Sports, vertical de esportes da V3A, e Speed Eventos Esportivos.

Esta será a sétima vez que Teresópolis sedia o evento, o que a torna uma das etapas mais tradicionais do esporte no país e uma das mais prestigiadas pelos atletas. A expectativa é reunir aproximadamente 1 mil pessoas ao longo do final de semana. A cidade conta com diversas atrações para os atletas, mas a principal delas segue sendo sua natureza exuberante.

“Participarei da etapa Le Canton pela terceira vez e a expectativa é grande! Só o fato de ir para a prova já é um passeio, curtindo a paisagem das serras em Teresópolis. Chegando na arena da prova, de altíssimo nível, o grande diferencial da etapa é o percurso, que nos proporciona estar praticamente o tempo todo nas trilhas da Mata Atlântica”, explica Fernando Pessoa, atleta de trail running e integrante do Squad WTR.

Todos os três percursos serão realizados em trilhas preservadas, que foram desenvolvidas e abertas pela World Trail Races em 2016, quando foi realizada a primeira etapa em Teresópolis. Elas levam os atletas a uma imersão pela Mata Atlântica, com vistas espetaculares e altimetria de até 1.030 metros. Os atletas que correrem o percurso Long poderão disputar ainda o ‘Desafio WTR Zerando a Montanha by Strava’, que terá premiação especial da Strava e também da Mombora. A etapa contará também com a Kids Race, que busca despertar nas crianças os benefícios da prática esportiva e do contato com a natureza.

Economia local

Além de fortalecer o título da cidade como Capital Nacional do Montanhismo, a WTR CamelBak Le Canton movimenta também a economia local, como aponta o prefeito da cidade, Vinícius Claussen: “Para nós, é muito gratificante sediar a etapa da World Trail Races! Receber atletas de diversas cidades fomenta e valoriza o esporte. Além disso, estamos movimentando a cidade e potencializando outros setores, como o turístico e o econômico, por exemplo”, explica.

Como em todas as etapas da liga, os organizadores preparam atividades e atrações pós-prova na Arena WTR, que conta com shows de bandas locais, ativações de patrocinadores, Recovery Gratuito com massagem, bota de compressão e piscina de crioterapia para atletas; test drive de tênis da On Running, WTR Store com venda de produtos oficiais da liga e o food park será comandado pelo Le Canton. Há, ainda, uma Área Kids, com brinquedos gratuitos, destinada às crianças.

A WTR CamelBak Le Canton conta com o patrocínio da CamelBak, Patagonia e On Running; Apoio da Mombora, Strava, My Safe Sport, Exposis, Yo Pro, Auto Viação Teresópolis e Prefeitura de Teresópolis. Hotel Oficial: Le Canton e Foto Oficial: Foco Radical. Mídia oficial do evento: Revista Trail Running. Mais informações no site da WTR e no Instagram @worldtrailraces

Sobre a 213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu no ano de 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia. Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Calendário World Trail Races 2023

15/4 – WTR CamelBak Le Canton (Trail Run) – Hotel Le Canton (Teresópolis/RJ)
27/5 – WTR Arraial do Cabo (Trail Run) – Praia Grande (Arraial do Cabo/RJ)
8 e 9/07 — WTR Miguel Pereira (Trail Run e MTB) – Miguel Pereira/RJ
2 e 3/9 – WTR On Campos do Jordão (Trail Run e MTB) – Campos do Jordão/SP
25 e 26/11 – WTR Serra do Mar (Trail Run e MTB) – Vale das Videiras (Petrópolis/RJ)

Runner vs Base Jumper. Relembre o desafio de Kilian vs Tom Erik Heimen

A maior estrela do trail running de todos os tempos, o espanhol Kilian Jornet, em janeiro de 2020 desafiou o seu companheiro de esqui, o norueguês Tom Erik Heimen, para uma corrida em uma das montanhas de escalada, mais icônicas do mundo: Romsdalshorn, na Noruega. Ambos teriam que subir e depois descer até ao ponto de partida. Kilian faria a subida e a descida a pé e Heimen voltaria de para-quedas.

Ambos seguiram caminhos diferentes. Kilian Kilian escalou a face norte (400m escalando grau IV) e desceu o Halls Renne (450m grau III), enquanto Tom Erik escalou Halls Renne e voou sobre a face norte, o que significa que em algum ponto da rota eles se cruzaram subiu a face norte e desceu Halls Renne do outro lado, enquanto Heimen subiu Halls Renne e saltou na face norte.

Tom Erik Heimen (44) é um dos base jumpers mais experientes do mundo. Na época, com 2.147 saltos. Detentor do recorde mundial em metros verticais voado em 24 horas: 66.000 metros, em Loen, Noruega, 2019. Ele também é um montanhista muito experiente. Na maioria das vezes, ele caminha até seus pontos de saída nas montanhas próximas, começando pela porta da frente. Em 2019, seu Suunto 9 registrou impressionantes 200.000 metros verticais.

Kilian Jornet Brugada dispensa apresentações: é seis vezes campeão da Skyrunner World Series e venceu algumas das mais prestigiadas ultramaratonas. Jornet detém o tempo mais rápido conhecido para a subida e descida de picos como o Matterhorn, o Monte Blanc e o Monte Everest.

“Tom Erik e eu esquiamos juntos nos últimos anos e, durante o verão, nos encontramos muitas vezes em Romsdalshorn, ele para o base jump e eu para correr, por isso tornou-se natural fazer algo juntos à nossa maneira, e a ideia deste desafio veio imediatamente. Era muito imprevisível quem seria mais rápido. Eu sabia que poderia subir muito mais rápido, mas a descida é uma descida, por isso leva tanto tempo quanto subir para mim. E eu também sabia que Tom Erik tem um nível físico muito bom, então ele seria rápido na subida e, claro, muito rápido na descida. Durante toda a minha descida, esperava a qualquer momento ouvi-lo passar por mim”, diz Kilian.

Tom Erik comenta: “Estar nas montanhas com o Kilian é verdadeiramente motivador. Ele tem uma capacidade, ludicidade e motivação que nunca vi antes. Nosso fascínio comum pelas montanhas é a paixão e dedicação ao que fazemos. Ele me mostrou novas dimensões sobre como explorar as montanhas. Nossas aventuras no esqui me proporcionaram grandes experiências. O Romsdalshorn Challenge é uma expressão de como podemos usar as montanhas para treinamento e como playground. O que mais me surpreendeu com o desafio foi a rapidez com que Kilian está descendo a técnica e íngreme, Halls Renne, com os desafios de pedras soltas por todo o caminho. Eu sei que ele é muito rápido subindo e não tive dúvidas de que ele iria me vencer até o topo, mas eu esperava que ele passasse mais tempo descendo do que subindo. Quando estava chegando ao topo em apenas 46 minutos, meu melhor recorde pessoal, estava 100% certo de que o venceria até a linha de chegada. Durante meu vôo de volta para baixo, eu estava constantemente procurando por Kilian, e, quando percebi o quão longe ele tinha vindo, fiquei super surpreso. Estou realmente maravilhado com este atleta fantástico”.

Relembre, abaixo, como foi esse desafio de tirar o fôlego e confira quem foi mais rápido:

A história por trás da foto: lenda do trail!

Marco Olmo é uma das maiores, senão a maior lenda do trail running em todo o mundo. O italiano, que completa 73 anos em 2021 e que já foi fazendeiro, motorista de caminhão e trabalhou em uma fábrica de cimento, começou a competir tarde em ultra distâncias, depois dos 40 anos e, mesmo assim, se destacou e venceu algumas das maiores e mais famosas provas de ultra trail do mundo,  inclusive por ter vencido as 100 milhas da UTMB duas vezes em 2006 e 2007, com 58 anos e 59 anos de idade, além de sempre figurar nas cabeças da Marathon des Sables, sendo conhecido como “O homem do deserto”.

Confira um pouco do currículo dessa lenda viva:

1996:

  • Marathon des Sables (Marrocos) 3º

1997:

  • Marathon des Sables (Marrocos) 3º

1998:

  • Maratona do Deserto (Líbia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 4º

1999:

  • Maratona do Deserto (Líbia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 3º
  • Trilha de Verdon (França) 1º

2000:

  • Maratona do Deserto (Líbia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 7º
  • Trilha de Verdon (França) 3aº
  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º

2001:

  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º

2002:

  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 4hº2003:
  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 6º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º

2004:

  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 7º

2005:

  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º
  • Ultra Trail du Mont Blanc (França), 3º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 8º

2006:

  • Ultra Trail du Mont Blanc (França) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 11º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (França) 1º

2007:

  • Gran Trail Valdigne (Itália) 1º
  • Ultra Trail du Mont Blanc (França) 1º
  • Via Marenca (Itália) 1º
  • Le Porte di Pietra (Itália) 1º
  • Maratona de Chaberton (França – Itália) 1º
  • Winter Eco Trail (Itália) 3º
  • Marathon des Sables ( Marrocos ) 11º

2008:

  • Le Porte Di Pietra (Itália) 3º
  • Oman Raid (Omã) 1º
  • Gran Trail Rensen (Itália) 3º
  • Transgrancanaria (Espanha) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 9º

2009:

  • Transvulcania (Espanha) 3º
  • Racing The Planet (Namíbia) 3º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 12º

2010:

  • Grande Raid del Sahara (Mali) 2º
  • Transvulcania (Espanha) 10º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 13º
  • Runiceland (Islândia) 1º

2011:

  • Marathon des Sables (Marrocos) 12º
  • Runiceland (Islândia) 2º
  • Oman Raid (Omã) 2º
  • Trilha da Montanha Magredi (Itália) 3º

2012

  • Marathon des Sables (Marrocos), 14º

2013

  • Marathon des Sables (Marrocos), 14º

2014

  • Maratona do Saara (Argélia) 3º
  • 100 km del Caribe (Republica Dominicana) 3º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 23º

2015

  • Marathon des Sables (Marrocos), 14º

2016

  • Ultra Bolivia Race (Bolívia) 1°

2017

  • Ultra Africa Race (Moçambique) 1°

Principais provas de trail do Brasil continuam sendo adiadas ou canceladas devido à pandemia

O ano de 2021 começou cheio de expectativas, pelos atletas e organizadores de provas, por melhoria da situação da pandemia da covid-19 no Brasil. No entanto, o ano novo não trouxe vida nova e frustrou nossas esperanças, com uma piora no cenário da pandemia. A vacina chegou, mas com a lentidão da vacinação, inclusive dos grupos de risco, as provas continuam sendo adiadas, ou canceladas, entristecendo os corredores e prejudicando os organizadores e todo um leque de empregos diretos e indiretos gerados pelas competições.

A Revista Trail Running fez um levantamento do calendário, com as principais provas, em especial das que participam da Supercopa Trail e suas respectivas datas. Algumas foram adiadas em 2020 e, por enquanto, mantêm as datas previstas para 2021. Outras, que estavam marcadas para os primeiros meses do ano, já sofreram alteração Confira:

CAMELBAK (adiada)
Praias Selvagens – 29/05 Rio de Janeiro
Le Canton 18/09 – Teresópolis

KTR
17/04 KTR Campos do Jordão
06,07, 08/05 KTR Serra da Canastra
19/06 KTR Serra Fina
06/11 KTR Ilha Bela

EVOLUTION – (cancelada)

WTR
15/05 – Etapa Arraial do Cabo
27/11 – Etapa Serra do Mar

BOCAINA PARK TRAIL
24/04

MONS ULTRA TRAIL
23 a 26/09

JARAGUÁ SKY RACE (adiada)
08/05

ODISSEIA URUBICI
04 a 06/09

INDOMIT (adiada)
Indomit Pedra do Baú e Serra da Mantiqueira 12/06
Indomit Bombinhas 30/10

LA MISIÓN BRASIL
14/08

INSANITY (original)

Mestre Álvaro – 03 a 04/04
Polenta – 29/05

CIRCUITO DAS SERRAS
(cancelada/sem previsão)

XTERRA
19 e 20/06 – XTERRA Ibitipoca
07 e 08/08 – XTERRA Mariana
04 e 05/09 – XTERRA Ilha Bela
02 e 03/10 – XTERRA Estrada Real
04 e 05/12 – XTERRA Búzios

DESAFIO SERRA DOS MATÕES (adiada)
05/06

BRASIL RIDE (cancelada/sem previsão)

PEDRA GRANDE
29/05 – Pedra Grande Ultra Trail Challenge
19/09 – Pedra Grande Moonlight Trail Run

DESAFIO DAS SERRAS
22/05 – Serra de São Bento/RN
31/07 – Bananeiras/PB
11/09 – Fernando de Noronha/PE
04/12 – Bonito/PE

HORIZONTES SKYRACE
11 e 12/09

ULTRA TRAIL AMAZÔNICA
29, 30 e 31/10

FORREST RUN ORIGENS (adiada)
15/05

ULTRAMACHO FESTIVAL
27 a 28/03 – Festival Barugódu
22 a 23/05 – Ultramacho Águas do Cerrado
24/07 – Ultramacho Toroari
09 a 10/10 – Desafio Ultramacho Senta a Púa
27 a 28/11 – Ultramacho Rondonópolis

MOUNTAIN DO
01/05 – Praia do Rosa
30 a 01/08 – Costão do Santinho
28/08 – Fim do Mundo
24/10 – Deserto do Atacama

XC RUN (cancelada/sem previsão)

X-TREME RUN GRAMADO
16/10

LADEIRAS DA PENHA (cancelada/sem previsão)

BEACH RUN
19 a 20/06 – Jericoacoara
14 e 15/08/2021 – BRB Mundaú
30 e 31/10/2021 – BRB Canoa
Dezembro – BRB Paracuru

Davide’s way against the clock. Episode 3: Ortles

Marco de Gasperi foi uma grande inspiração para Davide Magnini. Ambos são grandes corredores italianos de diferentes gerações, mas agora Marco desafia Davide com uma grande conquista: quebrar seu recorde do pico de Ortles de 2015. Como visto no episódio 1 desta série da web, Davide não conseguiu quebrar o recorde de passagem de Stelvio, mas voltar para casa e correr em Presanella (EP2) deu-lhe a confiança de que precisa. Agora ele tem uma grande atuação a superar, certamente mais técnica que Presanella, e com o foco de seu ídolo nele. Ele vai se superar e bater o recorde de Marco de Gasperi?

Davide Magnini tem 3 objetivos a atingir no verão de 2020. Num ano de pandemia sem corridas em trail running, o jovem pistoleiro decide continuar a treinar com a intenção de bater os tempos mais rápidos que se conhece nos três icónicos circuitos italianos (Ortles, Stelvio Pass e Presanella) que sempre foram uma centelha de inspiração para ele durante sua infância.

Confira abaixo:

A história por trás da foto: “La bruja de Leadville”

Quem leu o best seller “Nascido para correr”, de Cristopher McDougall se lembra da incrível história dessa lenda das ultramaratonas com os também lendários corredores tarahumaras. Os índios mexicanos fizeram história, quebrando vários recordes na icônica Leadville 100 de 1993, prova de 100 milhas disputada no Colorado – EUA, desde 1983.

Depois do feito dos Tarahumaras, com suas tradicionais sandálias huaraches, muitas pessoas indagaram ao organizador da prova, Ken Chlouber, sobre quem seria capaz de vencer os mexicanos. Ken prontamente citou o nome de Ann Trason e, em 1994, a batalha de “La bruja de Leadville” com os índios se concretizou, vindo a se tornar uma das grandes histórias da ultramaratona mundial. Se você quiser saber como essa batalha épica terminou, pegue o livro “Born to run”, você não vai se arrepender!

Entenda as diferenças entre corrida de trilha e corrida de montanha

Com a unificação dos mundiais de trail running e corrida de montanha em apenas um evento, que está marcado para novembro deste ano que que já foi assunto de reportagem da Revista Trail Running, voltaram à tona as discussões sobre a diferenciação entre corrida de trilha e corrida de montanha, já que o mundial terá provas das duas modalidades.

A recé-fundada Associação Brasileira de Corrida em Trilha (ABCT) publicou um conteúdo explicando as diferenças e as características de cada modalidade.

Características da Corrida em Trilha

De acordo com a ABCT, Trail, que significa trilha em inglês, é uma competição pedestre aberta a todos, em ambiente natural, com no máximo 20% do total dos caminhos pavimentados ou calçados. A extensão dos percursos pode varias de curtas distâncias, chegando a provas de ultramaratona com mais de 300 km, por terrenos dos mais variáveis, como florestas, montanhas, bosques, praias, campos, desertos, entre outros, muitas vezes incluindo grandes ganhos e perdas de elevação, o que caracteriza o conceito de altimetria.

Confira, abaixo, alguns destaques do World Trail Running Championships 2019

Características da Corrida em Montanha

São corridas que ocorrem em ambientes off-road, assim como o trail running. Em princípio, são duas formas básicas de corrida em montanha: uphill e uphill & downhill (misto de subidas e descidas). Quando é apenas uphill, a corrida é ponto a ponto (largada em um local e chegada em outro); quando é uphill & downhill, a corrida pode ser ponto a ponto, ter percurso com volta, ou até mesmo bate-volta. Como no trail, menos de 20% do trajeto pode ser em estrada calçada ou asfaltada e o ponto mais alto não pode ultrapassar 3000m de altitude. O percurso deve ser o máximo corrível, não possuindo trechos perigosos nas subidas, nem nas descidas e, quando não puderem ser evitados, precisam ser muito bem demarcados e controlados, assim como todo o percurso. Outra diferença para o trail, é que a inclinação média não pode ultrapassar 20% a cada 500m de percurso, ou seja, não pode ter mais de 100m de ganho de elevação a cada 500m. As competições oficiais têm distâncias de até 42 km e os atletas recebem hidratação ao longo do percurso.

Outra diferença da montanha pro trail é a permissão de equipamentos. Na corrida de montanha é permitido utilizar tênis, short, bermuda ou calça de compressão, camiseta, corta-vento, bonés ou viseira, bandana e relógio GPS. Não é permitido o uso de trekking poles (bastões) e mochila de hidratação.

Confira, abaixo, os destaque da Copa do Mundo de Corrida de Montanha de 2019

Órgãos reguladores do trail e montanha: O órgão regulador é o World Athletics; o ente gestor das corridas de montanha é a WMRA – World Mountain Running Association e das corridas em trilha é a ITRA (International Trail Running Association); o órgão regulador nacional é a CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo, com as federações estaduais como reguladoras em nível de estado.

A história por trás da foto: “Da obesidade à elite do trail”

Em 2009, Cristofer Clemente tinha 23 anos, 1,69m e 90 kg quando foi ao médico e entregou um exame que assustou o profissional. Com o colesterol altíssimo, foi-lhe receitado um medicamento de uso contínuo. Quando saiu do consultório, em vez de ir à farmácia, resolveu se curar de outra forma. Decidiu, então, emagrecer e encontrou na corrida a maneira de fazer isso de forma saudável.

O atleta de La Gomera, Ilhas Canárias, não só emagreceu, como se tornou um dos principais nomes do trail running do planeta, tornando-se vice-campeão da Skyrunner World Series e Campeão da Skyrunner National Series em 2015 e vice-campeão mundial de trail em 2018, com 57,5 kg. Ele é companheiro de equipe de Kilian Jornet e outras estrelas na Salomon. No canal da marca, no YouTube, foi publicado o documentário “Otro Cristofer”, contando sua história. Assista, clicando aqui!

 

 

Peaks Ultra Series. Nasce um novo circuito na Europa.

Surgiu na Europa, mais precisamente na Catalunha e Andorra, a proposta de um novo circuito para ultra corredores de trail. Trata-se do Peaks Ultra Series, que irá reunir três grandes provas, em três meses consecutivos:

  • Ultra Trail Barcelona, com data de 08 de maio e percurso de 82 km e 5000m D+;
  • Ultra Els Bastions, com data de 05 de junho e percurso de 71 km e 4700m D+;
  • Ultra Comapedrosa, com data de 25 de julho e percurso de 50 km e 3800m D+.

A iniciativa do circuito é encabeçada pela Ocisport, que comemora 20 anos de organização de eventos esportivos e, inclusive, é organizadora do Buff Mountain Festival, que sediará o próximo mundial de Skyrunning.

Confira, abaixo, o cartaz do circuito: