La Mision sombra

PERCURSOS

A trilha transcorre pela crista das montanhas, subindo e descendo alguns dos pontos mais altos do Brasil, como o Capim Amarelo (2491m) e a Pedra da Mina (2798m), 4º. ponto mais alto do país!!!

AUTOSSUFICIÊNCIA

É a principal característica da prova. O atleta deve levar consigo além dos equipamentos obrigatórios, hidratação e alimentação.

EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS

A montanha é um ambiente imprevisível e para que todos desfrutem da EXPERIÊNCIA de ser um MISIONERO o item SEGURANÇA é fator primordial!

CRONOGRAMA

Durante 3 dias você viverá a inesquecível experiência La Mision Brasil com direito a um exclusivo passeio de trem e a La Mision Kids.

Marco Olmo é uma das maiores, senão a maior lenda do trail running em todo o mundo. O italiano, que completa 73 anos em 2021 e que já foi fazendeiro, motorista de caminhão e trabalhou em uma fábrica de cimento, começou a competir tarde em ultra distâncias, depois dos 40 anos e, mesmo assim, se destacou e venceu algumas das maiores e mais famosas provas de ultra trail do mundo,  inclusive por ter vencido as 100 milhas da UTMB duas vezes em 2006 e 2007, com 58 anos e 59 anos de idade, além de sempre figurar nas cabeças da Marathon des Sables, sendo conhecido como “O homem do deserto”.

Confira um pouco do currículo dessa lenda viva:

1996:

  • Marathon des Sables (Marrocos) 3º

1997:

  • Marathon des Sables (Marrocos) 3º

1998:

  • Maratona do Deserto (Líbia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 4º

1999:

  • Maratona do Deserto (Líbia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 3º
  • Trilha de Verdon (França) 1º

2000:

  • Maratona do Deserto (Líbia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 7º
  • Trilha de Verdon (França) 3aº
  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º

2001:

  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º

2002:

  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 4hº2003:
  • Copa do Deserto (Jordânia) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 6º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º

2004:

  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 7º

2005:

  • Gran Raid du Cro-Magnon (Itália – França) 1º
  • Ultra Trail du Mont Blanc (França), 3º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 8º

2006:

  • Ultra Trail du Mont Blanc (França) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 11º
  • Gran Raid du Cro-Magnon (França) 1º

2007:

  • Gran Trail Valdigne (Itália) 1º
  • Ultra Trail du Mont Blanc (França) 1º
  • Via Marenca (Itália) 1º
  • Le Porte di Pietra (Itália) 1º
  • Maratona de Chaberton (França – Itália) 1º
  • Winter Eco Trail (Itália) 3º
  • Marathon des Sables ( Marrocos ) 11º

2008:

  • Le Porte Di Pietra (Itália) 3º
  • Oman Raid (Omã) 1º
  • Gran Trail Rensen (Itália) 3º
  • Transgrancanaria (Espanha) 1º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 9º

2009:

  • Transvulcania (Espanha) 3º
  • Racing The Planet (Namíbia) 3º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 12º

2010:

  • Grande Raid del Sahara (Mali) 2º
  • Transvulcania (Espanha) 10º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 13º
  • Runiceland (Islândia) 1º

2011:

  • Marathon des Sables (Marrocos) 12º
  • Runiceland (Islândia) 2º
  • Oman Raid (Omã) 2º
  • Trilha da Montanha Magredi (Itália) 3º

2012

  • Marathon des Sables (Marrocos), 14º

2013

  • Marathon des Sables (Marrocos), 14º

2014

  • Maratona do Saara (Argélia) 3º
  • 100 km del Caribe (Republica Dominicana) 3º
  • Marathon des Sables (Marrocos) 23º

2015

  • Marathon des Sables (Marrocos), 14º

2016

  • Ultra Bolivia Race (Bolívia) 1°

2017

  • Ultra Africa Race (Moçambique) 1°

O ano de 2021 começou cheio de expectativas, pelos atletas e organizadores de provas, por melhoria da situação da pandemia da covid-19 no Brasil. No entanto, o ano novo não trouxe vida nova e frustrou nossas esperanças, com uma piora no cenário da pandemia. A vacina chegou, mas com a lentidão da vacinação, inclusive dos grupos de risco, as provas continuam sendo adiadas, ou canceladas, entristecendo os corredores e prejudicando os organizadores e todo um leque de empregos diretos e indiretos gerados pelas competições.

A Revista Trail Running fez um levantamento do calendário, com as principais provas, em especial das que participam da Supercopa Trail e suas respectivas datas. Algumas foram adiadas em 2020 e, por enquanto, mantêm as datas previstas para 2021. Outras, que estavam marcadas para os primeiros meses do ano, já sofreram alteração Confira:

CAMELBAK (adiada)
Praias Selvagens – 29/05 Rio de Janeiro
Le Canton 18/09 – Teresópolis

KTR
17/04 KTR Campos do Jordão
06,07, 08/05 KTR Serra da Canastra
19/06 KTR Serra Fina
06/11 KTR Ilha Bela

EVOLUTION – (cancelada)

WTR
15/05 – Etapa Arraial do Cabo
27/11 – Etapa Serra do Mar

BOCAINA PARK TRAIL
24/04

MONS ULTRA TRAIL
23 a 26/09

JARAGUÁ SKY RACE (adiada)
08/05

ODISSEIA URUBICI
04 a 06/09

INDOMIT (adiada)
Indomit Pedra do Baú e Serra da Mantiqueira 12/06
Indomit Bombinhas 30/10

LA MISIÓN BRASIL
14/08

INSANITY (original)

Mestre Álvaro – 03 a 04/04
Polenta – 29/05

CIRCUITO DAS SERRAS
(cancelada/sem previsão)

XTERRA
19 e 20/06 – XTERRA Ibitipoca
07 e 08/08 – XTERRA Mariana
04 e 05/09 – XTERRA Ilha Bela
02 e 03/10 – XTERRA Estrada Real
04 e 05/12 – XTERRA Búzios

DESAFIO SERRA DOS MATÕES (adiada)
05/06

BRASIL RIDE (cancelada/sem previsão)

PEDRA GRANDE
29/05 – Pedra Grande Ultra Trail Challenge
19/09 – Pedra Grande Moonlight Trail Run

DESAFIO DAS SERRAS
22/05 – Serra de São Bento/RN
31/07 – Bananeiras/PB
11/09 – Fernando de Noronha/PE
04/12 – Bonito/PE

HORIZONTES SKYRACE
11 e 12/09

ULTRA TRAIL AMAZÔNICA
29, 30 e 31/10

FORREST RUN ORIGENS (adiada)
15/05

ULTRAMACHO FESTIVAL
27 a 28/03 – Festival Barugódu
22 a 23/05 – Ultramacho Águas do Cerrado
24/07 – Ultramacho Toroari
09 a 10/10 – Desafio Ultramacho Senta a Púa
27 a 28/11 – Ultramacho Rondonópolis

MOUNTAIN DO
01/05 – Praia do Rosa
30 a 01/08 – Costão do Santinho
28/08 – Fim do Mundo
24/10 – Deserto do Atacama

XC RUN (cancelada/sem previsão)

X-TREME RUN GRAMADO
16/10

LADEIRAS DA PENHA (cancelada/sem previsão)

BEACH RUN
19 a 20/06 – Jericoacoara
14 e 15/08/2021 – BRB Mundaú
30 e 31/10/2021 – BRB Canoa
Dezembro – BRB Paracuru

Marco de Gasperi foi uma grande inspiração para Davide Magnini. Ambos são grandes corredores italianos de diferentes gerações, mas agora Marco desafia Davide com uma grande conquista: quebrar seu recorde do pico de Ortles de 2015. Como visto no episódio 1 desta série da web, Davide não conseguiu quebrar o recorde de passagem de Stelvio, mas voltar para casa e correr em Presanella (EP2) deu-lhe a confiança de que precisa. Agora ele tem uma grande atuação a superar, certamente mais técnica que Presanella, e com o foco de seu ídolo nele. Ele vai se superar e bater o recorde de Marco de Gasperi?

Davide Magnini tem 3 objetivos a atingir no verão de 2020. Num ano de pandemia sem corridas em trail running, o jovem pistoleiro decide continuar a treinar com a intenção de bater os tempos mais rápidos que se conhece nos três icónicos circuitos italianos (Ortles, Stelvio Pass e Presanella) que sempre foram uma centelha de inspiração para ele durante sua infância.

Confira abaixo:

Quem leu o best seller “Nascido para correr”, de Cristopher McDougall se lembra da incrível história dessa lenda das ultramaratonas com os também lendários corredores tarahumaras. Os índios mexicanos fizeram história, quebrando vários recordes na icônica Leadville 100 de 1993, prova de 100 milhas disputada no Colorado – EUA, desde 1983.

Depois do feito dos Tarahumaras, com suas tradicionais sandálias huaraches, muitas pessoas indagaram ao organizador da prova, Ken Chlouber, sobre quem seria capaz de vencer os mexicanos. Ken prontamente citou o nome de Ann Trason e, em 1994, a batalha de “La bruja de Leadville” com os índios se concretizou, vindo a se tornar uma das grandes histórias da ultramaratona mundial. Se você quiser saber como essa batalha épica terminou, pegue o livro “Born to run”, você não vai se arrepender!

Com a unificação dos mundiais de trail running e corrida de montanha em apenas um evento, que está marcado para novembro deste ano que que já foi assunto de reportagem da Revista Trail Running, voltaram à tona as discussões sobre a diferenciação entre corrida de trilha e corrida de montanha, já que o mundial terá provas das duas modalidades.

A recé-fundada Associação Brasileira de Corrida em Trilha (ABCT) publicou um conteúdo explicando as diferenças e as características de cada modalidade.

Características da Corrida em Trilha

De acordo com a ABCT, Trail, que significa trilha em inglês, é uma competição pedestre aberta a todos, em ambiente natural, com no máximo 20% do total dos caminhos pavimentados ou calçados. A extensão dos percursos pode varias de curtas distâncias, chegando a provas de ultramaratona com mais de 300 km, por terrenos dos mais variáveis, como florestas, montanhas, bosques, praias, campos, desertos, entre outros, muitas vezes incluindo grandes ganhos e perdas de elevação, o que caracteriza o conceito de altimetria.

Confira, abaixo, alguns destaques do World Trail Running Championships 2019

Características da Corrida em Montanha

São corridas que ocorrem em ambientes off-road, assim como o trail running. Em princípio, são duas formas básicas de corrida em montanha: uphill e uphill & downhill (misto de subidas e descidas). Quando é apenas uphill, a corrida é ponto a ponto (largada em um local e chegada em outro); quando é uphill & downhill, a corrida pode ser ponto a ponto, ter percurso com volta, ou até mesmo bate-volta. Como no trail, menos de 20% do trajeto pode ser em estrada calçada ou asfaltada e o ponto mais alto não pode ultrapassar 3000m de altitude. O percurso deve ser o máximo corrível, não possuindo trechos perigosos nas subidas, nem nas descidas e, quando não puderem ser evitados, precisam ser muito bem demarcados e controlados, assim como todo o percurso. Outra diferença para o trail, é que a inclinação média não pode ultrapassar 20% a cada 500m de percurso, ou seja, não pode ter mais de 100m de ganho de elevação a cada 500m. As competições oficiais têm distâncias de até 42 km e os atletas recebem hidratação ao longo do percurso.

Outra diferença da montanha pro trail é a permissão de equipamentos. Na corrida de montanha é permitido utilizar tênis, short, bermuda ou calça de compressão, camiseta, corta-vento, bonés ou viseira, bandana e relógio GPS. Não é permitido o uso de trekking poles (bastões) e mochila de hidratação.

Confira, abaixo, os destaque da Copa do Mundo de Corrida de Montanha de 2019

Órgãos reguladores do trail e montanha: O órgão regulador é o World Athletics; o ente gestor das corridas de montanha é a WMRA – World Mountain Running Association e das corridas em trilha é a ITRA (International Trail Running Association); o órgão regulador nacional é a CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo, com as federações estaduais como reguladoras em nível de estado.

Em 2009, Cristofer Clemente tinha 23 anos, 1,69m e 90 kg quando foi ao médico e entregou um exame que assustou o profissional. Com o colesterol altíssimo, foi-lhe receitado um medicamento de uso contínuo. Quando saiu do consultório, em vez de ir à farmácia, resolveu se curar de outra forma. Decidiu, então, emagrecer e encontrou na corrida a maneira de fazer isso de forma saudável.

O atleta de La Gomera, Ilhas Canárias, não só emagreceu, como se tornou um dos principais nomes do trail running do planeta, tornando-se vice-campeão da Skyrunner World Series e Campeão da Skyrunner National Series em 2015 e vice-campeão mundial de trail em 2018, com 57,5 kg. Ele é companheiro de equipe de Kilian Jornet e outras estrelas na Salomon. No canal da marca, no YouTube, foi publicado o documentário “Otro Cristofer”, contando sua história. Assista, clicando aqui!

 

 

Surgiu na Europa, mais precisamente na Catalunha e Andorra, a proposta de um novo circuito para ultra corredores de trail. Trata-se do Peaks Ultra Series, que irá reunir três grandes provas, em três meses consecutivos:

  • Ultra Trail Barcelona, com data de 08 de maio e percurso de 82 km e 5000m D+;
  • Ultra Els Bastions, com data de 05 de junho e percurso de 71 km e 4700m D+;
  • Ultra Comapedrosa, com data de 25 de julho e percurso de 50 km e 3800m D+.

A iniciativa do circuito é encabeçada pela Ocisport, que comemora 20 anos de organização de eventos esportivos e, inclusive, é organizadora do Buff Mountain Festival, que sediará o próximo mundial de Skyrunning.

Confira, abaixo, o cartaz do circuito:

Ortles, Stelvio Pass e Presanella três percursos icônicos na Itália eram os objetivos em mente para o italiano Davide Magnini alcançar o recorde na temporada de verão de 2020. Num ano de pandemia, sem corridas em trail running, o jovem decide continuar a treinar com a intenção de bater os tempos mais rápidos que se conhece nos três icônicos percursos italianos que sempre lhe inspiraram desde a infância.

Foto: Saragossa

No primeiro episódio, disponível no canal da Salomon TV no Youtube, o forte atleta do Centro Esportivo do Exército, patrocinado pelo Salomon, foi atrapalhado pelo vento de grande altitude e as temperaturas baixas, que, por pouco mais de um minuto, o impediram de bater um recorde histórico da ascensão mítica da estância de Bormio leva até ao Passo Stelvio . O tempo recorde de Cles Giuliano Battocletti (1h31’21 “), datado de 2005, está mantido.

O percurso é uma meia maratona de ascensão única, com 34 curvas fechadas, bem semelhante à Serra do Rio do Rastro, no Brasil. A largada é a 1225m e termina aos 2758m de altitude, ou seja, são duros 1533m de ganho de elevação.

“Durante três quartos da subida escalei muito bem, depois o frio tomou conta do meu estômago e não pude mais correr como queria. Parei o relógio no tempo de 1h32’39 “, ou seja, 1 ‘e 18″ acima do tempo de Giuliano. Sabia que era um grande contra-relógio, mas não desisti… Vou tentar de novo”, declarou o jovem corredor.

Foto: Saragossa

Confira o vídeo completo abaixo:

CAMERAS: Pep Cuberes, Pau Gonzalez.
TRADUÇÕES: Martina Valmassoi, Catherine Desmurs
EDITOR: Pep Cuberes
FOOTAGE ADICIONAL: Dia Mapei – Andreea Maiolani / Asta e Tonale – Pegaso Media / Tour du Rutur – Marco Camadona /
Série Golden Trail CAST: Davide Magnini, Maurizio Fondriest, Lodovica Magnini, Andrea Maiolani, Nicolo Gal Canclini

O italiano Mauro Prosperi tinha 39 anos quando participou da Marathon des Sables de 1994 – uma corrida de seis dias, 250 quilômetros, pelo Saara, tida como uma das mais difíceis do mundo. Após uma tempestade de areia, Prosperi ficou perdido no deserto por 10 dias.Ele chegou a beber a própria urina, comer morcegos e tentar suicídio, até ser encontrado vivo e muito debilitado, com 16 kg a menos. Ele ainda voltou a disputar a prova novamente, o que inclusive lhe rendeu o divórcio. Essa história surpreendente foi contada em um dos episódios da série “Losers”, disponível na Netflix.

Mauro Prosperi ficou perdido durante 10 dias no deserto da Saara. Foto: BBC News Brasil

Minha mulher, Cinzia, achava tudo uma loucura – a corrida é tão arriscada que você tem que assinar um formulário e informar para onde quer que enviem seu corpo se você morrer. A gente tinha três filhos com menos de oito anos de idade, então ela estava preocupada. Tentei tranquilizá-la. ‘O pior que pode acontecer é eu ficar bronzeado’.