Paraty Brazil by UTMB

O UTMB World Series chega à América do Sul pela primeira vez com dois novos eventos confirmados para 2023


– Um novo evento, Paraty Brazil by UTMB, fará a estreia da UTMB World Series no Brasil.

Os organizadores do UTMB® World Series confirmam que o circuito global de 2023 dará aos corredores a chance de explorar alguns
dos cenários mais épicos da América do Sul pela primeira vez, em Valhöll Argentina by UTMB e Paraty Brazil by UTMB.

Paraty Brazil by UTMB acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2023 e Valhöll Argentina by UTMB acontecerá de 12 a 14 de maio.

O anúncio vem logo após a confirmação de um novo evento na França, Trail Alsace Grand Est by UTMB, e segue o lançamento de um novo evento no sul da Tailândia, Amazean Jungle Thailand by UTMB, que foi confirmado no início deste ano.

 

O UTMB World Series visa dar a todos os corredores, da elite aos amadores apaixonados, a chance de experimentar a aventura UTMB nos melhores locais de corrida do mundo. A inclusão de dois novos eventos na América do Sul, será saudada pelos milhares de corredores da região, bem como viajantes exigentes que desejam explorar novos territórios e trilhas como parte da busca pela qualificação para as finais do UTMB World Series.

A presidente e co-fundadora do Grupo UTMB, Catherine Poletti, disse: “U T M B são 4 letras que unem uma grande comunidade de corredores, amigos e voluntários em todo o mundo, conectando pessoas com a natureza e compartilhando aventuras. Estamos entusiasmados em poder confirmar dois eventos na América do Sul em belos destinos, e estamos animados em poder expandir nossa oferta para ainda mais corredores, dando-lhes a chance de descobrir a aventura do UTMB.

No UTMB, nosso propósito é dar brilho a territórios, culturas, homens e mulheres, e o UTMB World Series oferece a todos, não importa onde estejam, a possibilidade de conhecer o seu extraordinário. Estamos empolgados em desenvolver ainda mais a família UTMB em 2023 e convidamos todos os corredores para conhecer Valhöll Argentina by UTMB e Paraty Brazil by UTMB”.

UTMB World Series chega ao Brasil pela primeira vez com Paraty Brazil by UTMB.

A charmosa e acolhedora cidade de Paraty, localizada entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no litoral sudeste brasileiro, sediará o mais novo evento Paraty Brazil by UTMB, de 22 a 24 de setembro de 2023, com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Prefeitura de Paraty e do ICMBio.

Rodeada por grandes montanhas e florestas, Paraty promete uma recepção calorosa para os corredores, com seu famoso centro histórico colonial, primorosamente preservado, e suas ruas de paralelepípedos que abrigam edifícios dos séculos XVII e XVIII. Com mais de 50 praias exuberantes, pertencentes à famosa Costa Verde, Paraty é um dos destinos mais visitados do Brasil.

A cidade é rodeada pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina, Patrimônio Mundial da UNESCO com mais de 106.000 hectares, compostos em sua maioria por Mata Atlântica nativa.

Os corredores descobrirão as diferentes paisagens da região, desde praias ao redor de Paraty até uma das serras mais imponentes do Brasil – com picos de até 1840m de altitude – , através de trilhas que conectam o litoral às matas nativas, montanhas e vilarejos locais.

Sobre o Paraty Brazil by UTMB, Catherine Poletti disse: “Os corredores terão a oportunidade de descobrir uma área de beleza natural exuberante, ao redor do Parque Nacional da Serra de Bocaina. E, além de não vermos a hora de explorar as novas trilhas da região, esperamos também ressaltar a importância de proteger e trabalhar em harmonia com esta região prioritária de conservação global.”

As inscrições serão abertas em dezembro de 2022, e os corredores poderão escolher entre 23km, 35km, 55km e 110km para esta primeira edição, explorando uma das áreas naturais mais ricas do planeta, repleta de espécies endêmicas de fauna e flora.

Rafael Miranda, CEO do Paraty Brazil by UTMB disse: “Trazer o UTMB World Series para o Brasil é um sonho. A emoção de organizar este evento é a mesma que senti na largada do meu primeiro CCC. O Brasil está pronto para sediar uma corrida extraordinária! Tenho certeza que o Brasil vai surpreender até os atletas mais experientes, com sua hospitalidade, natureza exuberante e percursos desafiadores. Em setembro de 2023 vamos tornar esse sonho realidade!”

Rafael Miranda conheceu o fundador do grupo UTMB, Michel Poletti, em 2019 durante o evento Oman by UTMB, onde correram juntos parte do percurso de 100 milhas daquele ano. Na ocasião, Michel Poletti compartilhou seu sonho de realizar uma etapa do UTMB no Brasil com Rafael, e a partir daquele dia, o brasileiro que também tinha esse desejo, começou a se dedicar para tornar este sonho realidade.

Percursos desenhados por atletas
Quem assume a direção técnica do Paraty Brazil by UTMB é o atleta e organizador de eventos esportivos Rafael Campos.

Atleta de corridas de aventura, fundador e líder da equipe Quasarlontra, com participação em 7 mundiais e muitas vitórias ao longo da carreira, Rafael Campos traz para o evento toda a sua experiência técnica organizando eventos esportivos de alta complexidade há mais de 10 anos.

Além das exímias habilidades em navegação, resgate e técnicas verticais, Rafael Campos tem se destacado no cenário brasileiro dos esportes outdoor como Diretor Técnico do Brasil Ride, o maior evento de Mountain Bike do país.

Rafael Campos disse: “As expectativas para a primeira edição do UTMB no Brasil são muito boas. O local escolhido é um local épico, com uma logística de fácil acesso dos grandes centros, onde conseguiremos receber muito bem os atletas brasileiros e também muitos atletas estrangeiros.

Paraty é uma região linda que fica perto do mar, mas também está muito próximo da montanha. Nós conseguiremos sair do nível do mar e atingir picos com quase 2.000m de altitude, com diferentes tipos de vegetação e trilhas bastante desafiadoras. Tenho certeza que vamos surpreender os corredores e suas famílias aqui em Paraty. A cidade é muito acolhedora e é palco perfeito para grandes eventos.”

Seu caminho mais fácil para Chamonix

A partir de 2023, pelas novas regras do circuito UTMB World Series, os atletas que desejarem correr a UTMB Finals (UTMB®, CCC® e OCC®), na famosa e icônica cidade de Chamonix, na França, precisarão buscar seu índice qualificatório, além de coletar Running Stones nos 29 eventos do circuito ao redor do mundo.

Paraty Brazil by UTMB será, portanto, a única prova do país que permitirá aos atletas somarem as desejadas Running Stones, possibilitando seu ingresso no sorteio para o UTMB® Mont-Blanc, na França.


Para mais informações, acesse www.utmb.world.

Eventos confirmados do UTMB World Series 2023 em 4 de outubro de 2022:

• Tarawera™ Ultramarathon by UTMB® (Nova Zelândia), 11 a 12 de fevereiro
• Amazean Jungle Thailand by UTMB (Tailândia), 17-19 de fevereiro
• Istria 100 by UTMB® (Croácia), 13-16 de abril
• Canyons Endurance Runs by UTMB® (EUA), 28 a 29 de abril
• Transvulcania by UTMB® (Espanha), 4-6 de maio
• Ultra-Trail Snowdonia by UTMB® (País de Gales), 12 a 14 de maio
• Trail Alsace Grand Est by UTMB® (França), 19 a 21 de maio
• Ultra-Trail Australia™ by UTMB® (Austrália), 11-14 de maio
• Trail du Saint-Jacques by UTMB® (França), 3-4 de junho
• mozart 100™ by UTMB® (Áustria), 17-18 de junho
• Valhöll Argentina by UTMB® (Argentina), 12-14 de maio
• La Sportiva® Lavaredo Ultra-Trail® by UTMB® (Itália), 22-25 de junho
• Trail 100 Andorra™ by UTMB® (Andorra), 24-25 de junho
• Western States® 100-Mile Endurance Run (EUA), 24 a 25 de junho
• Val d’Aran by UTMB® (Espanha), 6 a 9 de julho
• Restonica Trail by UTMB® (França), 6-8 de julho
• Trail Verbier Saint-Bernard by UTMB® (Suíça), 7 a 9 de julho
• Eiger Ultra Trail by UTMB® (Suíça), 12 a 16 de julho
• Speedgoat Mountain Races by UTMB® (EUA), 21-22 de julho
• Finais do UTMB® World Series; UTMB® Mont-Blanc (França, Itália, Suíça),
28 de agosto a 3 de setembro
• Wildstrubel by UTMB® (Suíça), setembro
• Paraty Brazil by UTMB® (Brasil), 22-24 de setembro
• Julian Alps Trail Run by UTMB® (Eslovênia), setembro
• Nice Côte d’Azur by UTMB® (França), setembro
• Puerto Vallarta México by UTMB® (México), outubro
• Kullamannen by UTMB®, (Suécia) novembro
• TransLantau™ by UTMB® (Hong Kong), novembro
• Doi Inthanon Tailândia by UTMB® (Tailândia), 9-11 de dezembro
• Ultra-Trail Kosciuszko by UTMB® (Austrália), dezembro

One Hundred – Douro Paiva

O Douro Paiva World Series, na região de Cinfães, terminou, neste domingo (3), com a chegada dos vencedores das 100 milhas e 100km da segunda etapa do One Hundred World Series, e dos 45km da World Mountain Running Ranking (WMRA). Também foram conhecidos os campeões nacionais de Trail e Ultra Endurance XL, da Associação de Trail Running de Portugal (ATRP).

Nas 100 milhas, o campeão foi Hugo Gonçalves, com o tempo de 17h54m45s677. No feminino, a vitória foi de Sofia Roquete, com o tempo de 23h38m47s620. No geral por equipes da ATPR, o título ficou com Olímpico Vianense, somando 10 pontos no total.

Este ano, a aclamada prova de trail Douro Paiva voltou com nova organização, depois de dois anos de edições canceladas. A One Hundred adquiriu a prova ainda em 2021, juntando as paisagens do Douro à primeira competição mundial de ultra trail de 100 milhas e 100km – o One Hundred World Series. Entre as novidades, destaca-se a transmissão em direto do evento e tecnologia de GPS tracking de todos os atletas para que o público pudesse acompanhar o desenrolar da prova, minuto a minuto.

Hugo Gonçalves, campeão nacional de Ultra Endurance XL e vencedor das 100 milhas do One Hundred Douro Paiva World Series, realçou: “Enquanto atleta, procuro sempre os desafios mais encantadores. O One Hundred Douro Paiva World Series cumpria todos os requisitos: definia o campeão nacional de Ultra Endurance XL, e era prova integrante do circuito mundial da One Hundred! Depois de uma largada espetacular em Vila Nova de Gaia e de 160km de percurso por estradas e trilhas, a recompensa foi a fantástica festa na chegada a Cinfães, passadas 17h54m.”

Sofia Roquete não deixou de dar ênfase ao processo de correr as 100 milhas: “São 160km a desafiar o corpo e a mente. Levo no meu peito a fé de que, no fim, todo o treino e toda a dor valeram a pena!”

“O Douro Paiva World Series é uma prova que tem tudo para ser uma referência da corrida de montanha. Tivemos mais de 200km de trilhas nesta primeira edição, com seis provas diferentes em três locais de largada, todas com a meta em Cinfães. Os prêmios em dinheiro foram, certamente, dos mais elevados a nível mundial em provas de ultra trail, e introduzimos live streaming de alta qualidade, o que permitiu a milhares de pessoas acompanhassem o evento ao vivo”, salientou Pedro Conde, diretor de prova, “As trilhas das provas foram das mais belas e duras, por rios e aldeias históricas da região, em locais verdadeiramente inéditos. Houve situações que não correram como planejado, claro, e estamos analisando e recebendo opiniões de todos os presentes, atletas, equipes, e espectadores, para que seja tudo corrigido nas próximas edições do Douro Paiva World Series. Agradeço a todos os atletas, entidade e amigos que estiveram presentes, e esperamos recebê-los novamente em 2023, em Cinfães.”

Outros campeões

100km – Masculino: Nuno Silva, com 10h45m04s493. Feminino: Vera Bernardo, com 13h35m04s160;

45km (Circuito mundial WMRA) – Masculino: Germano Ferreira, com 4h01m00s507. Feminino: Sandra Ferreira, com 4h48m05s147;

31km (Campeonato Nacional de Trail – ATRP) – Masculino: Bruno Silva, com 2h26m30s130. Feminino: Inês Marques, com 2h55m07s670. Equipe Geral: FurFor Running Project (1 + 6 + 20 = 27 pontos). Equipe Feminina: FurFor Running Project (7 + 8 + 16 = 31 pontos).

Inscrições abertas para 2023

Cinfães foi palco de três dias de competição intensa, onde mais de mil atletas mostraram o seu potencial na disputa pelo título de campeão das respetivas distâncias e campeonatos. As inscrições para o Douro Paiva World Series 2023 já estão abertas.

A próxima fase do One Hundred World Series vai acontecer na Big Bear Mountains, na Califórnia, nos Estados Unidos, entre 19 e 21 de agosto. Esta será a última fase qualificativa para a grande final do One Hundred World Series, em Abbruzzo, na Itália, em outubro deste ano. Também esta terceira e última fase, assim como a grande final, serão transmitidas ao vivo no canal YouTube da organização, o One Hundred TV, dando uma oportunidade única a uma audiência de milhares por todo o mundo de assistirem aos eventos sem sair de casa. (Iúri Totti)

Nova detentora do FKT Boi Preto Ultra

Danielle Reis Boi Preto

No último fim de semana a atleta, Danielle Reis, iniciou sua jornada pelas centenárias trilhas da Boi Preto Ultra, um percurso de aproximadamente 83km com 3700m D+.

O desafio se tornou ainda mais difícil pois a atleta iniciou a corrida às 23h de sexta-feira (07/05) cruzando uma madrugada de muita neblina e frio.

A primeira parte da Boi Preto são 38km sendo que 20 deles é em crista de montanha nos trechos, “fim do mundo e topo do mundo”.

Conversamos com Danielle sobre como foi completar esta travessia que já é considerada uma das mais duras do Brasil.

Passar a noite naquele primeiro trecho foi muito difícil, muito vento e não dava para enxergar nada. Frio não senti porque estava bem agasalhada e nesse trecho perdemos muito tempo dentro das nossas perspectivas.

Depois disso tivemos que correr atrás e nisso acabei me distanciando do Kleitinho.

Quando entrei na porteira que inicia o Boi realmente, uma chave virou e dei meu melhor. Me esforcei, me dediquei e fui buscar o tempo perdido.

O percurso é difícil e como é, não tem quase trégua nenhuma para recuperar. Ali é coragem, colocar em prática os treinos, esforço constante. É uma batalha e um desafio a cada momento.

Dá vontade de desistir mas nessa hora o sonho e a vontade de vencer falam mais alto e nos impulsionam. Além de saber que todos estavam torcendo por mim.

Tive apoio incrível do meu treinador. Thiago Aguiar e meu preparado, físico Klaus, que quando propus fazer a Boi Preto embarcaram no meu sonho.

Concluir já é uma realização e euforia e parabenizo a todos que seguraram esse Boi pelo chifre.

Danielle não só concluiu a Boi Preto Ultra como também é a nova detentora do FKT (Fastest Know Time – melhor tempo conhecido).

Estou surpresa e contente com meu resultado, principalmente por que meu início não foi tão bem.
Esse Boi é coisa de louco, nuuuu!!!
Mas hoje ele me proporcionou uma felicidade imensa. E eu posso dizer: venci esse Boi Bandido.
Só temos a parabenizar pelo belíssimo resultado e fica o convite a mais atletas desafiarem este “Boizão” e tentar buscar melhorar os tempos.

Seguem FKT’s

Masculino:
Solo:
– Roger Darrigrand (Supported 12h05min, Unsupported 12h24min)
– Francisco Ottoni (Self-supported 13h46min)
Feminino:
– Danielle Reis (Supported 19h05min)

Boi Preto – Minha história

Capa Site Boi Preto
Por: Valmir Lana Jr.

Era 23:40h da noite de uma sexta-feira quando desci do carro na escuridão para percorrer os longos e solitários 84 quilômetros da Boi Preto (@boipretoultra).

Sem eu saber a Gabi (@gabspaschoalini), minha esposa, filmou o momento, eu já estava pilhado e procurava um local para “guardar” minha garrafa de 1,5L de água numa moita pois passaria neste mesmo local por volta de 03:00h da madruga com 28km nas pernas...

Noite sem lua, trilha dos escravos escorregava muito, como de costume, muito cuidado pra não machucar nesta descida difícil de 3,5k com -400m de desnível.

Durante o percurso de 10k em estrada pude correr tranquilo, até aparecer uns 10 cachorros pra testar o sangue frio do cidadão aqui...

Enfim cheguei ao bar do Riva e segui pra trilha que levaria a primeira cachoeira e ao topo da montanha da Serra da Moeda, o trecho conhecido como “fim do mundo”...

No meio da subida a neblina veio como um lençol em conjunto com a luz da lanterna, não conseguia ver onde pisava, mas tbm não queria andar, mais tropicava que corria, mas fui, finalizei os 28km em 3h 15’, um pouco acima do pretendido, mas tava feliz de ter chegado na minha garrafa que tinha escondido na moita!

Agora era hora de pegar mais 10km do trecho conhecido como “Topo do Mundo”, a neblina havia ficado pra trás, mas a escuridão de uma noite sem lua não me dava visão além do que a lanterna iluminava, era somente olho na trilha e segue o jogo...

Quem conhece este trecho sabe como tem subida, curtas, mas bem íngremes e técnicas... mas pra mim foi muito corrivel, me lembro de andar umas duas vezes ou três, no máximo... desta vez fiz o trecho um pouco mais rápido que o planejado...

Cheguei no final do Topo do Mundo feliz, já tinha passado de 5h de corrida e 38km... agora viria uma longa e penosa descida de uns 10km e mais 5k com subidas e descidas até chegar ao pé da trilha que da nome ao desafio...

Eu tentava decifrar uma passagem e acabei caindo dentro de uma vala que não dava pra ver... fiquei assustado pois ainda estava escuro e não sabia a profundidade ou o que teria la dentro... bati meu lado esquerdo bem forte e sai rápido dali e nem olhei o Wikiloc, sai num vara mato pois sabia que a trilha estava praquele lado... e realmente encontrei!

Dei aquele confere na perna esquerda e vi que foram so escoriações leves e segui em ritmo bom, a descida é forte, em asfalto, o dia amanhecia, podia ver o sol iluminando a parte debaixo de algumas nuvens, o ar fresco ainda arrepiava a pele e sentia que o dia, dali pra frente, seria quente!

Não tinha jeito, aquela descida faz vc travar todos os passos e vai moendo sua musculatura... não dava pra soltar as pernas pois pagaria caro la na frente mas travar tbm não era um bom negócio...

No fim da descida aproveitei para comer mais, me hidratar bem e jogar o lixo fora... passei em Piedade do Paraopeba com 6h e pouco de corrida e me permiti andar um pouco, comi uns doces com calma, bebi água tranquilo e quando fui voltar a correr senti uma dor na minha virilha, em seguida doeu “meio que a cabeça do meu fêmur esquerdo”; voltei a andar, apalpei e não doeu... pensei que teria sido a pancada no capote na vala... voltei a correr pra ver se parava, mas não parou, não estava insuportável, mas estava lá!

Quando cheguei no km 53, entrada da trilha da Boi Preto, pensei: “agora que vai ficar difícil”... - lembro que tinha feito este mesmo trecho no sábado anterior, são 31km com 1900+ muito travado - me questionei se valia a pena seguir e decidi abortar e ir direto pra Casa Branca (+ 6km).

Em 3 semanas eu estaria na Patagônia Run para correr as 100 milhas e arriscar uma lesão tão próximo seria mais que imprudência, seria burrice mesmo!

Segui feliz pra Casa Branca sabendo que tinha feito um BAITA treino, foram 58km com 2400+ em 7h40’.

Na chegada uma boa Coca gelada, um torrone e aquela msg pra patroa, “pode me buscar já”...

No fim das contas, sabadão ainda tomei café da manhã com minha mulher e comi muita porcaria o resto do fds!

Minha história com a Boi Preto ta 2x1 pra ele... mas tá longe do apito final... em breve teremos mais!

Como é bom ter algo como a Boi Preto do lado de casa pra te por medo, te derrubar e, às vezes, você conseguir finalizar! Muito aprendizado envolvido!

A história por trás da foto: Um “cãopeão” no deserto do Sahara

Conhecida como sendo uma das ultramaratonas mais difíceis do planeta, a Marathon des Sables teve um protagonista inesperado na edição de 2019. Além dos aventureiros humanos que se desafiaram ao longo das seis etapas, num total de 251 km, um cão que decidiu fazer o percurso em pleno deserto do Sahara.

Cactus, como foi batizado, não fez a primeira etapa, mas juntou-se ao pelotão da segunda em diante, completando juntamente com o pelotão da frente. Cactus precisou de apenas onze horas para completar os 75 km da etapa rainha da prova (o tempo de corte era de 31 horas). O nome dele até aparece na classificação final, com o numeral #000.

Os corredores pretendiam levá-lo às próximas edições da prova, mas infelizmente, no início de fevereiro do ano passado, Cactus morreu atropelado perto de sua casa, em Marrocos.